O Estado Islâmico continua a usar o Facebook

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O Facebook veio anunciar esta semana que actualmente os seus algoritmos de segurança conseguem capturar e eliminar, antes mesmo de ser lido, cerca de 99,5% do conteúdo de propaganda do Estado Islâmico (Daesh), Al Qaeda e outros grupos jihadistas.
Estas notícias seriam boas, uma vez que no ano passado a média era de cerca de 97%, mas entretanto houve grandes avanços na área da inteligência artificial que suporta o Facebook, e os resultados melhoraram…. Ou não?
Parecem estranhos estes resultados, uma vez que um novo relatório da Digital Citizens Alliance, grupo sem fins lucrativos que se propõe investigar a “segurança online”, prova não ser assim.
De facto o relatório contém dezenas de “screenshots” de decapitações e conteúdo relacionado com o recrutamento de terroristas, vinculados a contas que após o anúncio do Facebook (de que elimina 99,5% destes conteúdos), continuaram activas na plataforma.
O relatório é contundente, porque apresenta Links para essas páginas e para conteúdo ainda mais gráfico que permanece no Google+.
Estas notícias da Digital Citizens Alliance, vem também explicar casos como o de Mohammed Kamal Hussain, recrutador do Daesh com 28 anos, que foi apanhado e não pelo Facebook, porque andava a enviar convites a anónimos para se juntarem ao Estado Islâmico.
Vale a pena “passar os olhos” pelo relatório da London Metropolitan Police, e pelos  relatórios da Digital Citizens Alliance.