Robô que muda de forma e evolui, ao cair!

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A ideia foi de Tønnes Nygaard, estudante da Universidade de Oslo que em 2014 acabou a dissertação de Mestrado em robótica e sistemas inteligentes, apareceu com este projecto durante o seu doutoramento.

Assistindo aos bloppers do teste do Dyret, consegue ver-se que o robô vai melhorando conforme vai caindo, tornando-se cada vez mais eficiente na tarefa e aprendendo com os erros.

Já falámos na Cassie e no SpotMini da Boston Dynamics. Os dois estão a melhorar por lhes estar a ser adicionado linha após linha de código meticuloso, para que melhorem. Não é o caso do Dyret, pois este é o primeiro robô que aprende sozinho (apesar de parecer muito menos sofisticado do que aqueles que vão para venda em 2019, como o SpotMini)…

A robótica “evolutiva” permite aos robôs aprenderem em que tipo de superfície estão a andar, e andarem de maneira específica por forma a não caírem. Seja em cima de uma carpete, seja em cima de gelo, fazendo aquilo que chamamos uma “exploração por conta própria”!

Estas alterações consistem em alterar sozinhos o ponto de gravidade provocando uma “mutação” na sua forma para garantir a estabilidade da marcha, ou seja de uma forma simplista, são programados para alterar o comprimento das suas pernas sem que lhes seja dado nenhum tipo de comando exterior.

Este assunto é curioso porque quando os pais dão à luz um filho, eles constroem um novo  “código”, resultante da fusão dos seus genes. O Dyret cria para si e sozinho um novo código, que pode ser passado a outros robôs, resultante da sua própria experiência, criando uma nova geração de robôs mais estáveis naquele ambiente em específico, seja ele neve, gelo, areia, etc…