O TESS, Satélite de Pesquisa de Exoplanetas de Transição, foi lançado pelo foguetão Falcon 9 da empresa SpaceX a partir do Cabo Canaveral a 18 de abril. Este projecto foi concebido pelo MIT e tem participação portuguesa. É muito importante porque vai ser o último passo antes do lançamento do Telescópio James Webb, projecto gigante da agência espacial NASA, que vai ser lançado em 2020, para substituir o Telescópio Espacial Hubble..O lançamento do TESS é o grande salto na procura de exoplanetas, ou planetas fora do nosso sistema solar! 

Se olharmos para a base de dados dos Exoplanetas (ou seja, planetas fora do nosso sistema solar), à data de hoje foram descobertos 2.950 exoplanetas, havendo 2337 novos planetas em processo de confirmação (detectados pelo Kepler Space Telescope), e 25 por detecção por micro-lente, num total de 5287 explanetas.

O TESS está equipado com 4 cameras de 16.8 megapixels, o que permite cobrir por observação 350 vezes maior (ou seja, de mais “céu” por observação) do que o Kepler Space Telescope. Tem uma órbita elíptica em volta da Terra, completando a sua trajectória a cada  13,7 dias. As observações são feitas por zonas, focando o TESS numa região durante 27 dias até mudar de posição.

Em quê que o TESS é um “Game Changer”: Levámos décadas a descobrir os 2950 exoplanetas confirmados, mais os 2337 candidatos. Com o TESS vamos descobrir exoplanetas aos milhares. Principalmente vamos descobrir muito mais planetas a circundar estrelas próximas (ou outros sóis), ou ainda melhor, outros sistemas solares com planetas na “Goldielocks Zone” ou zona habitável (onde a água não está demasiado perto da estrela para evaporar, nem está demasiado longe da estrela para congelar)!

A tarefa é complicada se pensarmos na dimensão do Universo: citando o PHD Michio Kaku, “todas as estrelas que vemos no Céu, têm pelo menos 1 planeta a orbitar à sua volta”!!! E já chegou a primeira fotografia do TESS!!!

Créditos: NASA/MIT/TESS

Parecendo que se detecta pouco, o TESS funciona por “identificação em trânsito” ou seja, quando um planeta longínquo passa em frente do seu sol/estrela, há uma alteração no brilho da estrela (e é apenas isso que o TESS capta). O TESS serve para “varrer o céu”, e é a primeira parte da missão da NASA!

A segunda parte começará em 2020, quando for lançado o James Web Space Telescope. Esse telescópio espacial foi concebido para apontar para as zonas onde houve perturbação de brilho de uma estrela detectado pelo TESS, indiciando portanto o trânsito de um exoplaneta. É então com o James Web que vai ser possível confirmar a sua existência, determinar a sua massa do exoplaneta, identificar a presença de elementos com um comportamento conhecido como o Hidrogénio, Amóniaco ou Hélio, avançando com a possível determinação do será a atmosfera desse planeta e principalmente responder à pergunta de se é um “mundo habitável”…