As substâncias químicas do nosso corpo, produzidas por bactérias e moléculas contêm importantes pistas sobre nossa saúde, e por isso os cientistas começaram a desenvolver sensores para analisar este tipo de informação de forma rápida, ou seja ainda dentro do nosso corpo.
Problemas intestinais, recuperação de uma lesão, ou rastrear o estado de saúde da boca, são para já as novidades.
O sensor do intestino tem aproximadamente o tamanho de uma tampa de uma caneta, e é preenchido com bactérias que os cientistas criaram geneticamente para detectar um composto no sangue chamado heme. Este composto deverá brilhar sempre que o heme esteja presente, enviando um pedido de informação ou PING para o smartphone.
Antecipando que este sensor-caneta vai poder detectar outros compostos no futuro, o sensor começou já a ser testado em suínos para validar a sua eficácia e capacidade de circular num sitema semelhante ao humano, e os seus resultados já começaram a ser avançados pela revista Science, como forma de combate a problemas gastrointestinais e estomacais.
“Se você tem mais de 50 anos, deveria ir ao médico e fazer uma colonoscopia, mas e se em alternativa, você pudesse engolir uma pílula que indica sinais precoces de infecção?”, afirmou o co-autor do estudo, Timothy Lu, bioengenheiro de Massachusetts Institute of Technology.
Mas este não é o único sensor deste tipo. No ano passado, a Food and Drug Administration dos EUA aprovou uma “pílula digital” que pode monitorizar se os pacientes fizeram correctamente a medicação prescrita e houve testes em seres humanos para uma pílula que rastreia o gás no instestino.
A equipe do MIT também está a testar um sensor para humanos humanos, mas este precisa ainda de ser reduzito em um terço. O sensor desenvolvido pelo MIT tem como objectivo poder ser rastreado ao longo do intestino, explicaram os pesquisadores ao Stat News.
A Nature Electronics de há duas semanas também refere um implante com um terço de polegada, que pode ajudar na fisioterapia e reconstrução de tendões, que se decompõe após finalizar a sua missão, não havendo necessidade de realizar uma cirurgia adicional para o remover, explicou então Paige Fox, professora de cirurgia reconstitutiva da Universidade de Stanford.
A decomposição dos sensores começa também a ser muito controlada, e tem sido amplamente estuda em ratos.
Estão actualmente a ser testados em humanos sensores que detectam com sucesso glicose, álcool e sal, segundo o que foi publicado no Journal Advanced Materials Technologies.
Em resumo, os telemóveis vão trabalhar num futuro próximo com sensores que vamos poder engolir ou implantar, para resolver as nossas questões de saúde. É já uma tecnologia em fase de “beta-testing”.
Imagem: Courtesy Lillie Paquette/MIT