Muito pouca gente fala nos RFID microchips – Radio Frequency Identification (ID), mas é uma indústria em desenvolvimento e já existem cerca de 10.000 pessoas no mundo, que usam um chip implantado. A Tech Team da Fast Company fez uma reportagem muito boa sobre o assunto que se pode ver aqui.

E não é um assunto do dia de amanhã… O Dr. OZ, conhecido médico de alguns dos mais bem-sucedidos talk-shows americanos é uma das personalidades escolhidas para fazer a sua divulgação, o que gerou de imediato vídeos de reacção referido-se à profecia contida no Livro do Apocalipse (de João de Patmos), último livro do Novo Testamento, no capítulo 13, versículos 16 e 17.

Também a BBC tem abordado este assunto.

Bem ou mal é uma tecnologia que está a ser desenvolvida há cerca de duas décadas, e a polémica está instalada, sobre por exemplo monitorização de movimentos no local de trabalho… Contudo a monitorização já existe, através dos nossos smartphones: Nos dias de hoje a partilha de uma informação nas redes sociais ou um simples “Like” em horário de trabalho, pode acarretar complicações laborais. E já existe microchips de ID implantados em trabalhadores… Ou veja-se aqui a notícia do New York Times Microchip Implants for Employees? One Company Says Yes

Mas o assunto é um pouco mais complexo do isso. O chip que vai servir para implantes, o RFID, de facto já existe nos nossos telefones (que não desligamos durante o dia)… E a capacidade de remotamente vigiar alguém através do chip RFID existe pelo menos desde o ano 2000, tal como explica este artigo

Vamos por isso fazer a mesma pergunta que Michael Snyder, da The Truth Wins, fez sobre os microchips RFID: O que você fará, quando não puder mais comprar ou vender sem se submeter à identificação biométrica? Curiosamente, voltamos à temática da profecia bíblica..

As gerações mais idosas poderão recusar o chip, por não acreditar nesta tecnologia e entender que é uma forma de escravidão, ou por razões religiosas… Contudo para além dos smartphones, estão a chegar ao mercado os smartglasses, que juntamente com os telefones, não representarão grande diferença relativamente ao uso do chip de implante…

E há também todas as questões que envolvem a segurança, porque quem não tem nada a esconder, não tem que se preocupar…

Entretanto a tecnologia avança. O microchip de implante RFID terá um pin passivo de 15 dígitos para servir de identificação e protecção dos hackers, exactamente aliás como está já implementado para cães e gatos

Uma coisa é certa, e a maior parte dos cientistas concordam: todos nós acabaremos por ser “chipados”, mais tarde ou mais cedo. É irreversível!!!