Cada vez é mais falada a utilização do “Ferrofluid” no tratamento do Cancro, pela sua eficácia na destruição de tumores, e capacidade para o deslocar com facilidade no corpo humano. Apenas se avalia neste momento se esta tecnologia poderá ter efeitos indesejados e ainda não conhecidos no corpo. Estamos a chegar à época da Bio-Medicina (tratar o corpo por dentro, com tecnologia), e a Bio-Medicina é o Futuro…

O que é o Ferrofluid? Foi um artista, Nikola Ilic que em 2008 comparou o Ferrofluid ao “T-1000”, do Exterminador Implacável 2 (Blockbuster de 1991), pela forma semelhante como o Ferrofluid se comporta

Mas a história começa na NASA no início dos anos 60 quando Steve Papell, um engenheiro do Lewis Research Center, agora Glenn Research Center, desenvolveu a ideia de magnetizar combustível para foguetões, para o fazer movimentar-se num motor de ausência de gravidade, com a ajuda de ímanes (ideia essa, que não resultou!).

Uns anos mais tarde, a Avco Space Systems ganhou um contrato da NASA para desenvolver ainda mais o “Ferrofluid” e conseguiu criar uma variedade de líquidos que atingiram até 10 vezes a força magnética da invenção inicial de Lewis.

A partir da década de 80 os engenheiros da Avco desenvolveram consecutivamente a tecnologia da NASA para fundar a Ferrofluidics Corporation, agora Ferrotec. O Ferrofluid passou então a ser usado num vasto leque de aplicações, desde altifalantes, skates, refinação de petróleo, instalações de processamento químico, e até na fabricação de chips semicondutores. Contudo não tem sido muito divulgado pelas suas aplicações científicas mas sim no campo da arte, nomeadamente pela artista japonesa Sachiko Kodama.

Hoje em dia, e depois de 2016, chegou-se à conclusão que as nanopartículas do Ferrofluid são tão pequenas que podem penetrar uma célula, e entrar nas células cancerígenas aquecendo-as por dentro até estas morrerem… Curiosamente, a técnica de aquecimento das células não mata as células saudáveis, que são muito mais resistentes ao calor do que as cancerígenas. Além disso, o Ferrofluid pode ser deslocado dentro do corpo humano, por um campo magnético exterior que cobre a totalidade das zonas afectadas. O processo científico pode ser visto neste vídeo! E se não se provarem efeitos colaterais em humanos (até ao momento ainda não conhecidos), esta vai ser a cura para o cancro num futuro breve.