A DeepMind foi fundada em Londres em 2010, e foi adquirida pela Google em 2014, passando a fazer parte do grupo “Alfabeto“. Além de Londres, a DeepMind tem centros de pesquisa Edmonton e Montreal, no Canadá, e uma equipa em Mountain View, Califórnia.
A Deepmind tem-se afirmado como líder mundial na pesquisa de inteligência artificial desenvolvendo programas para expandir as capacidades da AI, ou seja programas que possam “aprender sozinhos”. A DeepMind tem-se focado principalmente em questões de ambiente e saúde, agregando equipas com centenas de cientistas e engenheiros.
Recentemente esta empresa tornou-se falada por ter criado uma AI (Inteligência Artificial) capaz de ultrapassar os humanos, nomeadamente ensinando a si própria como jogar e ganhar em 49 títulos de Atari (os chamados jogos Arcade), completamente diferentes entre si.
Também conseguiram criar uma AI (AlphaGo) que se tornou o melhor jogador mundial de GO conhecido por ser “um dos jogos mais complexos e intuitivos já criados, com mais posições do que os átomos do universo.
E é aqui que o assunto começa a ficar assustador (ver também este post)… Quando cruzamos os programas que a DeepMind já desenvolveu… Por exemplo, na semana passada tornou-se público que a empresa desenvolveu a capacidade para a AI ter visão própria e aprender sozinha a ver cada vez mais e melhor. Este sistema chama-se Generative Query Network (Rede Geradora de Consultas), e os seus resultados foram publicados na revista Science.
Actualmente os sistemas de reconhecimento visual, são alimentados por conjuntos sem fim de imagens anotadas por humanos, e a “máquina” limita-se a replicar continuamente os resultados. Resumidamente, as Inteligências Artificiais de hoje em dia, são como papagaios!
Agora a DeepMind inventou uma maneira de excitar a imaginação da AI, ou seja produz uma imagem bidimensional, que projecta em imagem tridimensional à qual é dada uma interpretação, e se errar aprende e regista os resultados. Segundo os cientistas da DeepMind, é uma técnica inspirada nos bébés, e na maneira como eles aprendem. É a técnica de olhar e começar do zero a tentar perceber se uma mesa é uma mesa, e porque é que uma cadeira não é uma mesa…
Portanto se o DeepMind consegue resolver problemas (ganhando os 49 desafios Atari) e consegue ver, pode também ser utilizado como cérebro de uma casa “controlando veículos  autónomos ou robôs domésticos, por exemplo”. Mas isso será no futuro…
No presente, o DeepMind está já a ter outro tipo de aplicações, nomeadamente na área da saúde. A Bloomberg avançou um caso de uma mulher com cancro na mama em estado muito avançado, que recorreu ao hospital por não se sentir bem. Foi vistas por dois médicos que solicitaram um exame de radiologia. A título de experiência, os médicos resolveram introduzir os dados clínicos nos computadores do hospital, que avançaram uma estimativa 9,3% de a paciente falecer durante o período de internamento. Foi também testado o algoritmo da Google (DeepMind) que recolheu cerca de 175.639 dados, com base nas observações feitas, determinando um risco de morte de 19,9%. A paciente faleceu em poucos dias.
Entre as características impressionantes desta Inteligência Artificial criada pela Google, está a capacidade de ler dados antigos, até rabiscados em anotações, desde que gravados em PDF, o que permite rapidamente ler o historial do doente.
Por incrível que pareça, cerca de 80% do tempo gasto nos tratamentos para predizer um diagnóstico, centra-se no tornar os “dados apresentáveis”, explicou professor Nigam Shah da Universidade de Stanford, co-autor do artigo sobre AI da Google, publicado na revista Nature. Porque com todos os dados compilados, pode-se até prever doenças futuras…
Isto significa que dentro em breve, os médicos terão acesso ao nosso historial, mas também às predições feitas pela Google… E essas predições vão conter os possiveis diagnósticos específicos, bem como sucesso no tratamento. A diferença para os dias de hoje, é que o médico vai saber isso tudo, logo que ligue o computador à nossa frente!
Credits: Getty Images / Yuichiro Chino