Os analistas internacionais esperam contar cerca de 26 bilhões de robots a substituir os humanos, no ano de 2026. São trabalhos que não são recuperáveis, e começa a notar-se nas redes de supermercados… Já se fala num Rendimento Global Único (explicado neste  post, ver 4 episódios), porque os trabalhos perdidos para robots  vão destruir sectores inteiros.
Num armazém a uma hora de Londres (no vídeo de introdução), robots ligados entre si por LTE ou 4G, cruzam uma rede de grades, distribuindo de milhares de caixas cheias de mantimentos. São centenas e não têm necessidade de descansar. Recolhem os mantimentos, avançam até ao quadrado por cima da caixa de encomenda preenchendo o pedido, que fica pronto para entregar ao cliente… São as novas encomendas online.
Esta rede de robots chama-se OCADO, e o gigante de supermercados Kroger Co comprou 6% de acções sobre esta tecnologia, em Maio deste ano… Actualmente a Kroger está a preparar 20 centros de entregas. Espera-se que a plataforma da Kroger esteja a funcionar dentro de 2 anos… E repositores, armazenistas e afins, começam a ter os dias contados…
“Não há dúvida de que a infraestrutura da Ocado é a melhor maneira de a Kroger entregar”, diz Rodney McMullen, CEO da Kroger.
Porque razão os humanos não conseguem competir com estes robots? Feita uma média, eles deslocam-se cerca de 56 km por dia, entre recolhas de mantimentos e colocação nas caixas para entrega. É metade da distância de uma peregrinação a Fátima, partindo de Lisboa… Fazem-no em rapidez, todos os dias, sem horários e sem necessidade de intervalos ou descanso.
É verdade que de início, a OCADO parecia uma aposta falhada… Durante 5 anos tentou fechar negócio com várias cadeias de todo o mundo, e não conseguiu…
Foi em Novembro de 2017 que a empresa deu o salto, com o seu primeiro contrato. As acções da empresa quadruplicaram, catapultando a empresa para o índice FTSE 100 de referência do Reino Unido.
“Eles provaram que os que duvidam estão errados”, afirmou recentemente Richard Bernstein, gerente de fundos da firma accionista Crystal Amber Fund, que detém participação na Ocado.
As reviravoltas têm sido várias. Em primeiro lugar foi a Amazon criou o Amazon GO (vídeo), onde o pagamento é feito com telemóvel e não há filas de espera. Acompanhado pelo  investimento de 13,7 bilhões de dólares americanos na Amazon Whole Foods Market, para que robots façam a distribuição (vídeo)
 “As pessoas perceberam que on-line não será 1, 2 ou 3% de seu mercado. Vai ser 10, 20, 30 ou talvez até 60%”, afirma o CEO da OCADO.
Actualmente na Grã-Bretanha cerca de 7% das vendas de supermercado, são feitas online. No ano passado as vendas de supermercado cresceram 12%. A OCADO, depois do que investiu para pôr este sistema a funcionar (cerca de 847 milhões), e depois de pagos os impostos, a OCADO apenas facturou 12 milhões…
É que a OCADO começou com zero, e deve ao bilionário sueco Jörn Rausing e a George Soros ter tido fundos para avançar. Valeram os conhecimentos do CEO Steiner que vinha da Goldman Sachs…
Agora que a tecnologia já está inventada, e que os gigantes mundiais querem adoptar esta tecnologia a 2 ou 3 anos, os robots vão destruir muitos trabalhos… E não vão ser recuperáveis, nesta área…