Há algumas horas atrás começaram a aparecer notícias sobre pragas de mosquitos na Europa. É recorrente… O aquecimento global, que a Administração Trump diz não existir (tendo por isso abandonado os Acordos de Paris), começou a mostrar alguns dos seus efeitos perversos… Aquelas doenças que normalmente apareciam associadas ao continente africano, começam a dirigir-se para a Europa.
A razão é simples: com o aquecimento global, os locais de postura dos mosquitos estão progressivamente a mudar-se cada vez mais a norte, onde as temperaturas um pouco mais baixas não permitem que as larvas morram secas pelo calor.
Raças agressivas como Aedes Albopictus, mais conhecido como mosquito-tigre, ou o Aedes Aegypti ou o “odioso” do Egipto começam a fazer notícias. Há 23 horas atrás “Plagues of ‘ferocious’ MOSQUITOS target England’s hotel with helicopters called in to blitz the bugs with insecticide“, podemos ler no Mail Online. Em França, “Holidaymakers warned as plague of tiger mosquitoes which carry ZIKA virus hits France“. Recentemente em Inglaterra “UK disease WARNING: Aggressive tiger mosquitoes to invade UK bringing dengue fever & Zika“. E também recentemente também na Suécia “Snow could bring summer mosquito plague“… A lista continua…
Os mosquitos e em particular as duas espécies acima citadas, são responsáveis por alguns flagelos da Humanidade, sendo os mais conhecidos o Dengue, a Febre Amarela, o virus Chikungunya, a Malária, o “West Nile” vírus, a Encefalite, quase todas as febres hemorrágicas, o vírus do Zika, e diversos outros parasitas…
Aparentemente seria mais fácil erradicar pura e simplesmente o mosquito. Não é possível. Os mosquitos pertencem à família dos Culicidae, e existem mais de 3500 espécies de mosquitos. Alguns até aliados da causa humana, como por exemplo o Toxorhynchites, ou mosquito-elefante, que se alimenta justamente de larvas de mosquitos nocivos para os humanos. Verdadeiramente a maior parte dos mosquitos é vegetariana, e necessária para a polinização das espécies vegetais… Resumindo, das 3500 espécies de mosquitos, apenas cerca de 200 se alimentam de sangue dos humanos. Se os humanos os matarem, provocam um caos ambiental. Há muito mais razões neste excelente artigo da Forbes, para não matar os mosquitos…
Posto isto, a solução é definitivamente encontrar meios de diagnóstico particular, que permitam uma rápida resposta às pragas… E essa resposta pode ter sido anunciada na passada semana pelas Universidades Lancaster e Surrey… Estas universidades desenvolveram um periférico ou assessório que recebe informação de um processador como o telemóvel, para funcionar com uma App para detectar a presença de patogénicos ou patógenos, comummente conhecidos como agentes infecciosos.
O sistema foi desenvolvido para agir rapidamente, antes da doença se espalhar eliminando a necessidade de enviar amostras para testes laboratoriais caros.
Este teste molecular, que funciona em parceria com uma aplicação, tem a capacidade de detectar seis patógenos-chave em aves de criação…
As amostras de DNA e o RNA são colhidas com recurso a um periférico wireless, que tem o tamanho de uma caixa de fósforos e vai começar a ser testado nas Filipinas. Este teste molecular teve o apoio de £ 615.000 do Newton Fund, que pertence ao governo do Reino Unido e deverá estar completamente operacional dentro de 3 anos…
Relembre-se que a utilização de periféricos relacionados com a saúde, é algo cada vez mais integrado na nossa cultura, até a um ponto onde passou a ser moda…