O “bureaux” ou Departamento de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca divulgou a 20 de Junho um documento intitulado “Estratégia Nacional de Prontidão da Terra e Plano de Acção”.

O documento de 18 páginas, descreve os passos que a NASA e a “Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (FEMA)” tomarão nos próximos 10 anos, para evitar que asteróides perigosos atinjam a Terra, e para que preparem o país para as possíveis consequências de tal evento.

“O impacto de um asteróide é um dos possíveis cenários para os quais devemos estar preparados”, disse Leviticus Lewis, chefe da Secção de Coordenação de Resposta Nacional da FEMA, durante a tele-conferência de 20 Junho.

“Este plano é um esboço não apenas para melhorar a busca por asteróides perigosos, mas também para prever melhor suas chances de ser uma ameaça de impacto no futuro e os efeitos potenciais que poderiam ter sobre a Terra”, disse Lindley, do Departamento de Defesa da NASA.

A NASA já oferece suporte a vários observatórios terrestres que estudam os asteróides, como o Catalina Sky Survey em Tucson Arizona; o telescópio Pan-STARRS1, em Maui; e o telescópio espacial NEOISE.

Este relatório da Casa Branca pede aos cientistas da NASA que “identifiquem oportunidades em programas de telescópio já existentes, para melhorar a detecção e rastreamento, aumentando o volume e a qualidade dos fluxos de dados actuais”.

O documento pede também que exista uma maior “modelagem, previsão e integração de informações” nas agências dos EUA para ajudar a prever a probabilidade de um asteróide atingir a Terra e determinar exactamente quando e onde um asteróide que se dirige à Terra poderá colidir.

Como terceiro objectivo, a NASA é convidada a encontrar “novas maneiras de desviar um asteróide em direcção à Terra”. Isso envolve o desenvolvimento de novas tecnologias para “missões de reconhecimento de objecto NEO [near-earth] de resposta rápida”, nas quais uma nave espacial poderia avançar em direcção a um asteróide por forma mudar o curso da ameaça.

Curiosamente a NASA tinha planos para fazer uma missão de redireccionamento de asteróides (ARM) em 2021, mas a administração Trump descartou essa missão/teste em 2017.

O quarto objectivo expresso no documento é aumentar a cooperação internacional para “preparar melhor o resto do mundo” para a possibilidade de um asteróide, sob a liderança dos Estados Unidos, nomeadamente do Planetary Defense Department da NASA.

Note-se que já existe uma Rede Internacional de Alerta de Asteróides – um grupo de astrónomos e observatórios de rastreamento dos NEOs [near-earth objects].

No quinto e último objectivo do documento, é solicitado que se elabore um plano que entraria em vigor se um grande asteróide fosse encontrado a dirigir-se à Terra, ou se um asteróide colidisse com o nosso planeta, com pouco ou nenhum aviso…

Os astrónomos caçadores de asteróides já encontraram mais de 8.000 objectos próximos da Terra, medindo pelo menos 460 pés (140 metros) de diâmetro, ou seja grandes o suficiente para destruir um estado inteiro, caso atingissem os EUA.

O asteróide que explodiu sobre Chelyabinsk, na Rússia, em 2013, tinha apenas 19 metros de largura e feriu mais de 1.200 pessoas, enquanto danificava milhares de edifícios até 93 Kilómetros do local do impacto (ver vídeo da onda de choque).

Mais de 17.000 grandes asteróides NEOs , fogem habitualmente ao rastreamento.

 

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