L3, Elthree, ou Droid L3-37, que apresentou um conjunto único de traços únicos entre os robots de “Star Wars”, poderá vir a ganhar vida? Vamos poder ver entre nós, um robot que está em continua mutação, aproveitando as peças de robots estragados com que se cruza, para se reparar, melhorar, ao ponto de ficar a pensar como uma mulher com sentimentos?
Vamos basear-nos nas conclusões de Robin R. Murphy, especialista em inteligência artificial e robótica, e professor da Texas A&M University, que recentemente discutiu as possíveis aplicações de robôs como o L3 e o quão perto estamos de construir um…
Em primeiro lugar, a L3 é uma mistura de vários “droids” e “astromechs” (que são robôs normalmente utilizados para fazer reparações nas naves do universo Star Wars…. Procuramos portanto uma robot “um pouco vira-lata”, como se referiram a ela os criadores do filme, de acordo com um artigo publicado a 20 de Junho na revista Science Robotics.
E se a “vira-lata” se alimenta de droids danificado, é necessário não esquecer que alguns dos droids do Star Wars, de certa forma já existem, explicou recentemente Dan Goldman, físico da Georgia Tech…É o caso da mota Aerofex ou o novo Hoversurf da polícia do Dubai
Também o clube de fãs do “R2-D2 droid”, o Central Texas Droids, construiu um R2-D2 por 6.000 $US. Foi apresentado por Jamie McShan no Business Insider, pelo que aquilo que se especula é se conseguimos ter uma inteligência artificial que acompanhe a “personalidade individualista” do personagem do Star Wars… Contudo têm sido estudadas formas de ampliar a “personalidade” da inteligência artificial
Também BB-8 da Sphero provou aos cientistas que uma empresa á procura de receitas extraordinárias, pode configurar uma forma de deslocação efectiva. Murphy, professor da Texas A&M University, comentando o BB-8 da Sphero que acabou por comprar para fazer os seus próprios testes, afirmou que não só ele anda por cima de areia, como esta tecnologia permite também “passar por cima dos lagartos, cobras, salamandras, e tudo o que aparecer na areia”… E aguardam-se ainda novos truques do BB-8!
Resumindo, no artigo que Murphy escreveu na revista Science Robotics, ele descreveu três grandes vantagens que robots auto-reconfiguráveis ​​teriam sobre máquinas tradicionais: eles poderiam tornar-se mais eficientes em tarefas diferentes; eles poderiam ser produzidos mais barato do que os robôs construídos para um conjunto singular de tarefas, e eles poderiam repara-se e responder a qualquer defeito.
Contudo, quão perto estamos nós de construir um bot desse tipo?
De acordo com Murphy, infelizmente ainda estamos longe….E vamos precisar de uns 10 anos para conseguir responder correctamente a esta pergunta, altura em que vão começar a aparecer os primeiros robots “auto-reconfiguráveis” (feitos em primeiro lugar para uma função, mas em caso de necessidade reconfiguram-se para desempenhar outra função).
Segundo também Murphy, é ainda pouco claro se vamos conseguir construir um robot com uma inteligência semelhante à humana. Segundo o físico Michiu Kaku, os robots actuais têm uma inteligência “própria” semelhante à de uma barata, dentro de uns 40 anos iremos conseguir construir droids com uma inteligência própria semelhante à de um macaco; por essa altura devíamos incorporar um chip para que eles se desliguem caso tenham pensamentos homicidas, por já terem a capacidade de estabelecer uma agenda própria…
Por todas estas razões um drone tão complexo como a L3, que reconfigura o seu hardware, ainda está muito longe. Já existe contudo o Dextre, robot da Estação Espacial Internacional (ISS), que já consegue proceder a pequenas reparações noutros mecanismos robotizados, e auxiliar no abastecimento da ISS.
Mas até que um robot tenha a “inteligência” para solicitar a outro robot que o ajude a proceder a uma reparação (e esta é a meta de que estamos a falar em termos de inteligência para podermos considerar a existência de um L3), ainda deverá demorar muito, muito tempo… Infelizmente!!!
Solicitar a outro robot auxilio, significa que o robot está auto-consciente, que se dá conta das suas limitações, e que consegue identificar noutro robot a capacidade para com o seu hardware reparar um mecanismo que o próprio não consegue… E daí em é um salto até à L3-37!!! E é um salto porque se um robot reconhece noutro robot o harware para desempenhar uma função, terá já a inteligência para saber como conseguir articular esse mesmo harware no seu esqueleto robótico!