“Imagineers” é um termo usado dentro da Disney, para se referir a alguns dos seus criadores. São estes a mistura entre “Engineers” e “Imagination”, e são responsáveis pelos  pavilhões temáticos dos parques de diversão da Disney, pelos seus estúdios de efeitos especiais, e mais em concreto pelas suas animações.
E quando dizemos animações, falamos dos “Animatronics” (criados pelos Imagineers), ou dispositivos robotizados, desenvolvidos com o objectivo de reproduzir algum ser vivo, sendo este real ou fictício, como é o caso dos humanos, dinossauros, personagens fantásticos, etc…
Há cerca de 50 anos que os parques de diversão da Disney são palco destas fantasias electrónicas, que começaram por ser de início bastante rudimentares, por tecnicamente se apoiarem em prensas hidráulicas e pneumáticas. O Jaws Ride, demonstra bem o que é uma fantasia que usa estas técnicas… Já o Xamã Na’vi do Mundo de Pandora do filme Avatar, é exemplo de uma fantasia mais móvel, ou melhor, menos estática.
Mas as máquinas que a Disney está a criar, estão a tornar-se cada vez mais activas, com maior mobilidade e até com maior “inteligência”, ao ponto de lentamente começarem a ficar autónomas…
O sucesso de algumas desta criações levou a que se pudesse pensar numa nova meta: encontrar animatronics que pudessem transformar o mundo do cinema, não o reduzindo somente ás montagens que por mais bem-feitas que estejam, se percebe que são de facto montagens…
E isso é muito difícil de exigir aos actores, senão impossível, porque algumas das fantasias poderiam efectivamente resultar na morte dos actores.
É aqui que entra o projecto “Stuntronics” ou “animatronics duplos”, que não são mais do que robots que vão passar a substituir os humanos nos filmes, e vão tornar os parques da Disney em locais mais dinâmicos e com maior credibilidade.
Os animatronics que mostramos no vídeo são autónomos e “auto-correctores”, ou seja têm a capacidade de processar dados, de forma a fazerem poses em pleno voo, ou emendar as suas posições. E têm a capacidade de o fazer em alta-velocidade, o que é basicamente aquilo que chamamos de acrobacia.
Este tecnologia está a ser desenvolvida com vista a que os “herois” da Pixar, da Marvel, ou do Star Wars, ou melhor, os seus duplos robotizados, se venham a tornar cada vez mais autónomos e cada vez mais activos. Tanto nos seus movimentos corporais, como até nas próprias expressões faciais (ver vídeo).
Esta nova receita apoia-se num esqueleto com acelerómetros “on-board” e giroscópios suportados por detecção de alcance, com raios laser. Desta forma os “humanoides” Stuntronics podem ser vestidos com a roupa do herói e até usar a sua cara, deixando pouca ou nenhuma certeza sobre se se trata efectivamente do actor ou não. E mais do que isso: fazendo durante a cena, em plena acrobacia, tudo aquilo para que foi anteriormente programado…
Segundo o chefe da Imagineering, os Stuntronics vão permitir à Disney contar histórias de forma mais interactiva e em cenários mais dinâmicos, e mais “reais”.
Os Stuntronics tendem a ficar ainda mais espectaculares, principalmente quando começarem a receber “Inteligência Artificial” mais complexa