Alyssa Carson nasceu em Hammond no Louisiana, a 28 de Outubro de 2001. Ela e os seus pais afirmam que decidiu viajar para Marte quando tinha apenas 3 anos, após ter assistido a um episódio do programa de desenhos animados da série Nickelodeon (The Backyardigans).

Assim com apenas 8 anos foi registada no United States Space Camp (em 2008). Alyssa foi a primeira pessoa a participar dos treinos da NASA na totalidade dos seus Space Camps, por ter participado também em formações no Space Camp de Laval (no Quebec) e no Space Camp de Esmirna (na Turquia).

Em 2013, Alyssa Carson foi a primeira pessoa a completar o Passaporte da NASA, ao visitar os 14 Centros de Visitantes da NASA nos EUA. Esta pequena astronauta frequenta a Baton Rouge International High School, onde está a tirar vários cursos necessários à sua formação em chinês, inglês, francês e espanhol.  É também embaixadora do projecto de vôos privados Mars One, que pretende estabelecer a primeira colónia de humanos a viver em Marte.

Em Outubro de 2016 a Alyssa publicou no seu Facebook que se formou na Advanced Possum Academy. Supostamente a NASA não aceita candidaturas para o Programa Espacial antes dos 18 anos de idade, mas a Alyssa com 16 já está há muito a ser treinada pela NASA. Formalidades à parte, a Alyssa Carson, aliás a Comandante Blueberry, será a primeira mulher em Marte.

Contudo há algo que despertou a atenção do Bit2Geek… E tem que ver com a insígnia de voo de Alysson Carson: “Blueberry”! E blueberry pode dizer muito mais á partida sobre a missão de Alyssa…

“Blueberry” é aquilo que chamamos de mirtilos ou bagas azuis.  É possivelmente um símbolo da América do Norte, uma vez que estas bagas prosperaram durante centenas de anos nos EUA, de forma selvagem. A razão principal para isso deve-se ao facto de necessitarem de solo particularmente ácido para germinarem (tal como o solo de Marte), e quando se tentou no passado cultivá-las de forma doméstica (com adubos, etc), os arbustos acabavam por morrer de forma invariável.

Os mirtilos estavam também na base da alimentação dos povos nativos (indios), que também os utilizavam como medicamento (talvez pelas suas propriedade anti-oxidantes, e grande concentração de vitamina A e C. Os nativos chamavam-lhes Fruta das Estrelas, pela coroa em forma de estrela que desenvolvem na fase de florificação, antes de ser transformarem em bagas.

Normalmente as Blueberries necessitam de ambientes bastantes frios para germinarem, o que também bate certo com o ambiente de Marte. E supostamente demora 5 anos até o arbusto atingir a fase de colheita, mas depois dá frutos durante cerca de 50 anos.

Uma particularidade das Blueberries tem que ver com o facto de quando misturadas em água, num batido, as suas sementes (por serem pesadas), ficam totalmente acumuladas no fundo do copo, o que significa que uma cultura de mirtilos pode servir para alimentar os primeiros humanos, e em seguida recolher de um punhado de bagas, com que se fez o batido, várias centenas de sementes da fruta das estrelas, para poderem ser replantadas.

Além disso as “blueberries” costumam aparecer associadas a zonas de pinheiros, já que as folhas caídas por exemplo, servem de adubo e garantia dessa acidez que os mirtilos necessitam para prosperar.  Sabe-se que a NASA está a estudar na zona do vulcão de Orizaba no México, as culturas de pinheiros em altitude. Apesar de Orizaba ter apenas 18.500 metros, Marte surpreende com algumas elevações radicais, pelo que é necessário escolher as culturas necessárias para iniciar a terraformação de Marte, uma vez que as próprias espécies vegetais criam efeito de estufa, gerando atmosfera (e por isso, um ciclo vicioso de terraformação).

Todas estas razões simbólicas poderiam ser utilizadas para explicar a selecção da insígnia de voo de Alyssa Carson, que supostamente deverá estar associada à vocação da sua missão… Contudo existe outro detalhe… Marte já tem as suas próprias “blueberries”!

Quando o Rover Opportunity em Janeiro de 2004, iniciou a sua missão em Marte, numa operação que custou 800 milhões de dólares, deparou com um solo repleto de pequenos seixos, redondos, e muito menos vermelhos do que o terreno de Marte. Existindo 3 cores primárias (amarelo, vermelho e azul), as cores secundárias e terciárias que se encontram entre o vermelho e o azul (vermelho-arroxeado ou roxo, violeta e azul-arroxeado), fazem com que esses seixos estejam mais próximos do azul do que do vermelho. Numa expressão, tudo aquilo que é menor do que vermelho é por definição azul, pelo que estas pedras em  forma de bagas, foram apelidadas de “Blueberries marcianas”.

Elas podiam ter-se formado como se formam na Terra, com a existência de água que as moldou. Mas Marte teve um evento chamado “Efeito Borealis” (algo que chocou com Marte, do tamanho do planeta Plutão, e que está explicado neste vídeo do Science Channel), que derreteu o planeta.

Pode ou não ter sido um asteroide, ou mesmo uma Lua de Marte, e é a única explicação para a existência das 2 estranhas luas de Marte (Deimos e Phobos), que terão sido formadas no seguinmento deste impacto (ver vídeo).

Havendo explicações sobre a formação de “Blueberries” na Terra, por exemplo no deserto do Utah, e se cada uma destas esferas requer cerca de 100 galões ou 378 litros de água para ser formada, significa algo impensável: Como é que a água, e água em grande quantidade, voltou a Marte após o “Efeito Borealis”??? Todas estas “blueberries marcianas” não resistiriam ao impacto de um asteróide, pelo que teriam que ter sido criadas após o impacto… Esta hipótese levanta duas perguntas: Havia vida em Marte antes do impacto? E voltou a haver depois do impacto, uma vez que é um planeta na zona habitável, e com características para suportar vida?

O seguinte vídeo do Science Channel, avança vários hipóteses: 1- de acordo com experiências feitas na Terra, uma descarga de plasma sobre amostras de solo marciano (para grande surpresa dos cientistas), forma estas esferas… O que poderia fazer descargas de plasma, que não sejam engenhos que “disparassem” plasma por todo o planeta? São estas blueberries os vestígios mais visíveis de uma civilização desaparecida?

2- As blueberries poderiam ter sido criadas por água, após o impacto de uma Lua ou asteróide, com Marte. Nesse caso a água líquida teria de ter voltado a Marte, e em grandes quantidades. Mas como é que isso é possível?

3- De acordo com o anterior pressuposto, estas Blueberries marcianas são de facto formas de vida fossilizadas, muito parecidas com bagas que deram o nome à insígnia de voo da primeira mulher em Marte. São aliás da mesma cor. E isso significa que já houve vida em Marte, e que provavelmente ainda há, e isso explica as variações inexplicáveis de metano que se encontram na atmosfera (e que é um gás que não deveria estar lá, se não houvesse vida).

De qualquer forma, não há nada melhor do que ver estas hipóteses no vídeo seguinte, explicadas por cientistas ao Science Channel:

Fica portanto a pergunta: Exactamente qual é a missão da principal da Blueberry em Marte?

Para além de construir com a sua equipa os primeiros módulos habitacionais em Marte, e naturalmente iniciar culturas que sustentem os humanos? O que são estas Blueberries? Haverá mais do que vestígios orgânicos complexos em Marte?

Faltam pouco mais de 10 anos, e nessa altura esta astronauta vai ter 33 anos.

Para acabar ficamos com emblema da Comandante “Blueberry” Alyssa Carson, publicado na sua página de Facebook, e imaginar o que é que a “Geração de Marte” vai descobrir durante a Missão Mars One!!!

Boa-sorte, Alyssa Carson!