Lisa Pratt é a nova oficial para a Protecção Planetária da NASA. Ela será o ponto de referência da NASA para garantir que as missões dos EUA sigam os protocolos de segurança, que impeçam a contaminação de mundos extraterrestres e do próprio planeta Terra.
A astro-bióloga da Universidade de Indiana foi nomeada em Fevereiro e a sua acção será tentar evitar trocas interplanetárias que possam desencadear epidemias virulentas na Terra ou destruir as frágeis biosferas extraterrestres. Em concreto, isto significa evitar toda a “contaminação directa” de outros mundos por organismos terrestres transportados em naves espaciais, mas também impedir a “contaminação retrógrada” da Terra por moléculas bioactivas extraterrestres que possam existir em amostras recuperadas para estudo científico.
A estreia de Lisa Pratt acontece exactamente quando o próprio Office of Planetary Protection da NASA atravessa uma altura de transição profunda. Em Julho de 2017, a NASA anunciou que o Departamento seria transferido da Directoria da Missão Científica para o Departamento de Segurança e Garantia da Missão, da NASA, em Washington DC.
Esta medida segundo foi explicada por funcionários da NASA, tem como objectivo dotar as missões de mais mecanismos na área da engenharia, para controlo de contaminações biológicas.
Segundo declarações de Lisa Pratt durante a 15ª Oficina Internacional de Testes Planetários, que se realizou entre 11 e 15 de Junho, na Universidade do Colorado Boulder: “Vamos a lugares onde acho que, dentro da próxima década, teremos um encontro com outra forma de vida em nosso sistema solar”.
Segundo explicou ainda, a sua acção não diz apenas respeito aos “Landers” que vão aterrar noutros planetas, mas também aos “Flybys”, aos “Orbiters” (porque implicam o risco de colisão com o planeta), e bem como aos próprios astronautas que dentro em breve irão pisar solo extraterrestre.
Pratt referia-se não só a Marte, como também às luas geladas com oceano, no nosso sistema solar, como Europa de Júpiter, Ganímedes de Júpiter e Enceladus de Saturno, ou outros pontos críticos astrobiológicos no sistema solar que a ciência permita no futuro investigar.
Para Pratt, Marte serve como exemplo de teste de como vão funcionar as futuras políticas de protecção planetária da NASA, e como deverão funcionar.
Estamos a pouco tempo de que se iniciem as “quedas de carga” que vão anteceder o desembarque dos humanos em Marte. Esta carga servirá para começar a montar a primeira colónia no planeta vermelho, e dar início à terraformação que tornará o planeta habitável a humanos.
Mas há também outras missões planeadas, que implicam o “desembarque” de tecnologia terrestre. Por exemplo em Phobos e Deimos, luas de Marte, numa acção conjunta da NASA com a JAXA (Agência Espacial Nipónica), com vista à recolha de amostras, e que tanto quanto se sabe estará planeada para 2024.
Esta missão está envolvida em algum “secretismo” e não existem muitas notícias sobre ela. De facto Phobos recebeu uma grande notoriedade quando o segundo homem a pisar a Lua, Buzz Aldrin, anunciou há cerca de 8 anos atrás e em directo na televisão, a existência um monólito “muito invulgar” em Phobos, e que não deveria estar lá, principalmente numa superfície que sofreu a erosão de sucessivos embates de meteoros, etc…
Para além disso, Jeff Bezos o dono da Amazon e da companhia de turismo espacial Blue Origin, afirmou recentemente que pretende iniciar a primeira colónia lunar o mais tardar em 2023. E estes protocolos também se aplicam à nossa Lua.