Esta terça-feira um Think Tank chinês, e com um nome engraçado para um ocidental, lançou uma bomba na Comunicação Social: Durante os próximos 20 anos mais de um milhão de empregos em Hong Kong vai ser perdido para a Inteligência Artificial, anunciou o South China Morning Post.

O “Instituto de Pesquisas de Dois Sistemas de Um País”, revelou na terça-feira uma pesquisa que estima que cerca de 28% dos 3,7 milhões de empregos da cidade enquadram-se com brevidade naqueles que são vulneráveis ​​à automação.

Esses trabalhos incluem secretários, accounts e auditores, e têm uma percentagem de mais de 70% de chances de serem substituídos antes de 2038.

Contudo estas são boas notícias para os empregados de Hong Kong, porque pela sua formação e conteúdo funcional se encontram bastante mais protegidos, apesar dos referidos 70%, do que os funcionários de outras economias avançadas. Segundo o estudo,  Estados Unidos, Grã-Bretanha e Japão, são exemplo de economias avançadas onde essa substituição vai atingir valores muito mais altos, e muito mais rapidamente.

A razão para estes resultados em comparação com as economias ocidentais é simples: As grandes economias ainda têm cerca de 36% de empregos no sector da manufactura, e esses vão rapidamente desaparecer, segundo a pesquisadora Kristine Yang. Em Hong Kong, os serviços ameaçados por substituição pela Inteligência Artificial a curto prazo são o financeiro, comércio e logística, turismo e serviços profissionais.

Segundo afirmou um dos pesquisadores, Joe Fang Zhou, “Temos que mudar nossas estruturas industriais de forma proactiva”. Sendo Joe Fang o director de pesquisa, refere ainda que “temos que mudar a alocação da força de trabalho nessas indústrias para receber a era da IA”.

Este estudo do “Instituto de Pesquisas de Dois Sistemas de Um País” em parceria com o Dr. Paul Duckworth, pesquisador de pós-doutorado da Universidade de Oxford, sugeriu que empregos que exigem níveis mais elevados de criatividade e inteligência social teriam a maior chance de sobrevivência, referindo que entre as profissões mais seguras estarão os médicos, enfermeiras, professores do ensino médio, arquitectos e jornalistas.

Contudo este Think Tank apresentou uma conclusão curiosa: a perda de emprego vai tornar-se tão dramática que a tendência dos Governos será a de colocar um imposto sobre a utilização de mecanismos robotizados ou “robots”, como forma de tentar numa primeira fase proteger o emprego. Resta saber o que sairá mais barato, se é um robot que pode estar a funcionar 24 horas por dia e 7 dias por semana (ainda que com imposto), ou se é um trabalhador humano…

Em Portugal os Callcenters são possivelmente o maior empregador, dividindo-se pelas áreas de comunicações, financeira e seguros, energia, etc. E em Portugal o trabalho em Callcenters tem aumentado cerca de 40% ao ano, sendo que dentro de 2 anos o Google Duplex estará no mercado.
Acresce ao exposto que o Google Duplex, conforme refere o site Extreme Tech, é capaz de realizar negócio sozinho e eventualmente de forma mais eficaz do que os humanos. E muitas áreas de negócio que têm alocados callcenters na sua actividade, já demonstraram interesse em abraçar esta tecnologia
A perda de empregos para a Inteligência Artificial, passou a ser um assunto de todos os dias nas notícias, se prestarmos um bocadinho de atenção… Repare-se por exemplo no Barco Futurista Quantum of the Seas e no seu Bionic Bar, com os seus robots “bartenders”:

Para saber mais sobre o Google Duplex, ler este artigo!