As radiografias a preto e branco, clássicas, poderão estar a acabar!

A empresa neozelandesa MARS Bioimaging desenvolveu os primeiros raios-X 3D a cores do mundo e transforma as radiografias em algo tão real, que pode ser perturbador.

As imagens seguindes são exemplos de radiografias ao pulso (com relógio) e tornozelo. O detalhe permite inclusivamente captar a parte esponjosa do osso.


Desenvolvido ao longo de uma década pelos cientistas Phil e Anthony Butler (pai e filho), em colaboração com as Universidades de Canterbury e Otago, o sistema MARS é um novo scanner médico usando tecnologia desenvolvida no CERN.

O CERN é uma organização europeia vocacionada para pesquisa nuclear. O CERN trabalha essencialmente com aceleradores e detectores de partículas, construídos com o propósito de fornecer insights à Ciência sobre as leis fundamentais da Natureza e da matéria.

Fundado em 1954, o laboratório do CERN fica na fronteira franco-suíça perto de Genebra. Foi uma das primeiras joint ventures da Europa e agora conta com 22 estados-membros.

Em particular, estas radiografias a cores e 3D podem ser mais precisas do que as actuais, utilizadas em grande maioria para exames de rotina.

O scanner MARS que faz estas radiografias, usa uma família de chips chamada Medipix, originalmente desenvolvida para rastrear partículas no Large Hadron Collider.

O Medipix funciona como um obturador, que quando se abre detecta cada uma das partículas individuais, contando-as e criando em seguida uma imagem em alta-resolução. O resultado são imagens precisas e sem ruído, muito semelhantes à observação directa…

O scanner Butler’s MARS e seu software conseguem reproduzir representações tridimensionais de cores precisas, que distinguem materiais como metal, osso, tecido mole e gordura com diferentes tons. Estas radiografias também podem ser feitas com a pessoa vestida, já que sabe identificar o tecido.

Segundo a empresa, a MARS Bioimaging Ltd planeia comercializar o scanner no futuro. Até agora, tem sido usado para estudar tumores cancerígenos, doenças vasculares que levam a derrames e ataques cardíacos. Pode também ser utilizado para aferir da saúde óssea e articular do paciente.

“Em todos esses estudos, resultados iniciais promissores sugerem que, quando a imagem espectral é usada rotineiramente em clínicas, ela permitirá um diagnóstico mais preciso e a personalização do tratamento”, disse Anthony Butler num comunicado à imprensa.

Nos próximos meses, a empresa vai iniciar nova fase de testes desta nova tecnologia com um grupo de pacientes ortopédicos e reumatológicos da Nova Zelândia.

 

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