asteroide NASA

A NASA Jet Propulsion Laboratory lançou recentemente um vídeo mapeando todos os asteróides que passam a menos de 30 milhões de milhas do Planeta Terra, com intervalos de 10 anos. Começando em Janeiro de 1999 passando por 2009 e por último mostrando a situação em 2018, os resultados são muito assustadores… Parece que a Terra activou um qualquer tipo de magnetismo para atrair para as suas proximidades uma enorme quantidade de asteróides, sendo que uma parte considerável deles possivelmente poria fim á vida no nosso planeta!

Este é o vídeo feito pela NASA (com duração de 1 minuto), explicando o aumento dramático de asteróides na nossa vizinhança, durante as últimas duas décadas:

Depois de ver o vídeo explicativo, ficamos com a sensação que só por milagre um asteróide não embateu até ao momento contra a Terra… Mas talvez ainda seja cedo para falar!

A NASA estima em cerca de 17.000 asteróides ou “NEA’s” próximos da Terra que permanecem sem ser detectados pela nossa tecnologia.

Até o momento, os astrónomos identificaram mais de 8.000 asteróides próximos da Terra, com pelo menos 460 pés (ou 140 metros) de largura, o que significa que são grandes o suficiente para destruir nos EUA, um estado inteiro…

Lindley Johnson, oficial de defesa planetária da Nasa em Washington informou este ano o grupo de trabalho “Future In-Space Operations” da NASA, que os 8.000 asteróides já detectados correspondem apenas a um terço dos 25.000 que rondam a vizinhança da Terra.

Acresce ao exposto que os primeiros testes para tentar desviar um asteróide da sua rota mortífera em direcção à Terra, só se iniciam em Outubro de 2022.

asteroide Terra

Imagem do Cometa Tempel 1 tirada pela NASA em 4 de Julho de 2005
Credit: NASA/JPL-Caltech/UMD

Desde que o Congresso dos EUA mandatou a NASA em 1990 para descobrir os “verdadeiros monstros” que rodam a nossa vizinhança, muito trabalho foi feito e em 2010 a NASA assumiu ter catalogado cerca de 90% dos NEOs com pelo menos 1Km.

Em 2005, a NASA recebeu mais instruções, desta feita no sentido de catalogar até 90% de todos os NEOs com 460 pés (140 metros) ou maiores até o final de 2020. Ainda assim há bastante espaço para surpresas…

Entretanto foi instituído pela Nações Unidas o “Asteroid Day” a 30 de Junho de 2014. Esta data foi escolhida para lembrar o impacto do asteróide de Tunguska na Sibéria, em 1908, e que foi descrito como tento provocado danos similares ao impacto de 100 bombas de Hiroxima.
Esta data deve ser um evento global, com cobertura mediática, com vista à angariação de apoios para fazer frente a este problema. Não foi por acaso que a data foi decidida logo a seguir ao 2014 HQ124 (vídeo) ter sido descoberto a 23 de Abril de 2014 apenas 1 250 000 kms da Terra, e no mesmo ano, a 8 de Junho, apenas 46 dias depois o 2015 TB145 (vídeo), ter passado (apenas 21 dias após sua descoberta), a uma proximidade de 490 000 kms da Terra…
Foi também assinada por muitas personalidades (ver Lista aqui), a Declaração 100x, exigindo o aumento da taxa de descoberta de asteróides durante os próximos 10 anos para 100.000 asteróides potencialmente perigosos.
Apesar de terem sido catalogados até agora 95% dos potenciais “civilization-enders“, só descobrimos até à data 18.000 objectos que pudessem eventualmente chocar com a Terra, de uma população total que pode ascender eventualmente aos milhões…
Por enquanto estaremos a viver com “tempo emprestado” até que em 2022 se consiga testar o redireccionamento dos asteróides.
Deixo como sugestão o documentário sobre o impacto do asteróide na floresta de Tunguska, na Sibéria: