A MATTEL INTRODUZIU sua primeira boneca Barbie em 1959, e nunca foi uma marca consensual. Muitos acusavam-na de ser uma boneca “pirosa” e as mães revoltavam-se contra as dimensões “exageradamente” perfeitas da Barbie…
E depois foram os papeis sociais que desempenhou, quando saiu a Barbie Presidente e a Barbie Vice-Presidente… Ou a Barbie astronauta, ou mesmo a Barbie rapper! E também há a Barbie “sk8er” para imitar a música de Avril Lavigne’s “sk8er boi”, que é um Skater boy…
A lógica da Barbie foi a da adaptação aos tempos. Actualmente há um autêntico gang de Barbies e para todos os gostos.
A boneca Barbie, conseguiu perceber o seu público… Adaptada da boneca alemã Bild Lilli (desenhada por Reinhard Beuthien), que foi fabricada entre 1955 e 1964, conseguiu ter uma “postura” mais Pop que a Lilli e viralizou…
E viralizou de tal maneira, que agora aos 58 anos, a Barbie passou a ser um holograma. 
O Holograma Barbie é uma pequena “holo-box” contendo uma projeção animada da Barbie que responde aos comandos de voz, tal como o Google Assistant ou a SIRI. O segredo do sucesso deste produto é a combinação entre a imagem e movimento com as interacções do estilo da Amazon Echo, e vai chegar às lojas ainda este ano (por volta do Outono).
A “holo-box” “Barbie Hologram” funciona com uma tela na parte superior da caixa, que projecta uma imagem da Barbie em forma de cunha translúcida, que por sua vez é reflectida, para que a Barbie pareça flutuar no ar.
Este brinquedo usa uma projeção em 2D que reflectida para uma animação 3D, ainda que com efeitos limitados, uma vez que não se consegue ver a Barbie pela lateral da caixa. Mas quem já viu o Amazon Echo a funcionar, consegue imaginar como um “Olá Barbie” consegue dar corpo e cara a uma boneca que interage connosco usando os mesmos comandos.
A diferença fundamental aqui é conseguir pedir à Barbie para mudar de roupa, mudar a aparência, actuar com luz nocturna ou luz de palco, ou seja configurar a imagem do assistente pessoal… E para realizar tarefas como aquelas a que pedimos à SIRI ou à Amazon Echo, como por exemplo definir um alarme, de momento apenas em versão infantil…
Poderá ser piroso coreografar as rotinas de dança da Barbie, mas o que é facto é que a boneca Pop está a dar corpo a uma voz que antes parecia ser apenas uma extensão do telefone, ou um papagaio… Realizar as mesmas tarefas pedindo a uma espécie de “Fada-Sininho” do Peter Pan, que conseguimos ver, é extraordinário. E o facto de estar em 3D, dá-nos uma sensação de realidade jamais vista, e de ligação afectiva com o assistente pessoal…
 
Para se precaver dos últimos escândalos, a Mattel antecipou-se e confirmou que ao contrário do que acontece com a Echo e com o Google Home, a Barbie não guarda gravações nos seus servidores. E a holo-box usa criptografia de 256 bits para direcionar consultas de voz para a Cloud, atendendo aos requisitos da Federal Trade Commission descritos na regra de proteção da privacidade on-line infantil.
A Barbie Hologram já foi apresentada no stand da Mattel, na American International Toy Fair, em Nova York. Sabe-se até ao momento que vai custar menos de 300 euros, e que estará disponível no Outono.
De momento estará a receber as afinações finais, por estar a devolver um erro misterioso com a mensagem “Error Code 18”, quando solicitada para algumas tarefas.
A importância da Barbie Holograma é que aqui se trata de uma tecnologia “Game-Changer”! Se a Barbie Holograma for um sucesso, os restantes assistentes pessoais como o Google Home, Amazon Echo ou Apple Homepod, vão sentir-se tentados a dar também “corpo” às suas centrais, e aos seus comandos de voz.
Partindo do principio por exemplo que o Google Duplex é um recurso tão forte como está a ser anunciado, imagine-se a ligação que poderia ter a um ser humano, se nós conseguíssemos associar essa voz e essa Inteligência Artificial, a um corpo que fosse possível observar??? E que até telefona por nós?