Chamamos “Ficção Científica” a um enredo ou fantasia que tenha por base uma especulação científica e tecnológica sobre o Futuro. Neste tipo de criação evita-se por exemplo o sobrenatural, até porque não é comprovável nos seus princípios. Um holograma, como aquele que foi “especulado” a 25 de Maio de 1977 (o da Princesa Leia no filme Star Wars), é baseado em princípios científicos, de tal maneira que 30 anos depois já o conseguimos reproduzir com algumas condições…

A questão não é se tudo aquilo que vemos na Ficção Científica será real no Futuro. A questão é se aquilo que vemos na Ficção científica poderá vir a existir no Futuro, porque há princípios observados cientificamente que nos fazem pensar que algo do género venha a ser possível.

Júlio Verne quando em 1865 escreveu a obra “Da Terra à Lua”, talvez não tivesse todos os princípios científicos, que lhe garantiam que o homem poderia algum dia ir à Lua. Por exemplo, nessa altura ainda não haviam sequer aviões, que permitissem ao homem sequer voar… De facto os irmãos Wright só fizeram as suas primeiras experiências de voo em 1903.

Contudo a Revolução Industrial, que os historiadores costumam identificar como o período entre 1760 e 1840, fez com que Júlio Verne assistisse à substituição da produção artesanal pelo aparecimento das primeiras “máquinas”, que nessa altura eram movidas a vapor.

Foi aliás por esta altura que James Watt (em 1769) inventou um motor capaz de mover uma roda, e o primeiro comboio funcional aparece em 1804.

Como se deu então o processo de criação desta fantasia cientifica? Simplificando, possivelmente Verne juntou alguns dados: Apareceram as máquinas, essas máquinas até transportam homens e animais, e se as aves voam, um dia também teremos a capacidade de desenvolver máquinas que nos transportem pelo ar, e eventualmente até à Lua!

Está portanto criada uma ficção científica.

De forma mais complexa e com outros dados muito mais avançados, George Lucas imaginou uma forma de comunicação halográfica. A Princesa Leia Organa of Alderaan envia um pedido de socorro ao Mestre Jedi Obi-Wan Kenobi quando a sua nave é abordada pelas Forças Imperiais. Nessa altura, usa um droide originário da planeta Naboo, e que é um droide astro-mecânico (ou seja, responsável por pilotar naves espacias e pela sua manutenção). R2D2, por ter esta capacidade, poderia ser o mais apto e que levantasse menos suspeitas por parte do Império, para livremente se deslocar e levar uma mensagem personalizada (o holograma ou imagem da própria Leia).

Esta imagem foi tão forte, que desde aí que os hologramas passaram a ser necessários. Por exemplo nos “Blockbuster” dos videojogos de Espaço essa tecnologia aparece, tanto na Estratégia como em Command & Conquer 2 com os Mirage Tanks, como em “Shooters” como Halo: Combat Evolved ou em Crysis 2.

Entretanto os hologramas já existem!

Chamamos a um holograma 7D, à projecção de uma imagem capturada de vários pontos em 3D (a três dimensões, provocando na retina humana a sensação de profundidade), que por sua vez é a junção de várias imagens 2D (imagens bidimensionais, que apresentam os objectos como sendo “planos”). O resultado é tão impressionante como esta demonstração no 7D Hologram Technology Show no Dubai:

Já apareceu nos vídeos de em alguns “reviewers” conhecidos o Red Hydrogen, um telefone que terá a capacidade de apresentar em 4View ou tela halográfica, tanto fotos e vídeos. Está para ser lançado antes do final do ano, mas por aquilo que vimos, em principio não poderemos ainda dizer que os hologramas já fazem parte da nossa vida…

Contudo os hologramas parecem ter vindo para ficar. Isto porque sete anos após a sua morte, está anunciado que Amy Winehouse vai iniciar no final de 2019 uma nova tournée desta vez em holograma. Sem grandes explicações, sabe-se que essa tournée será composta por “arranjos digitalmente remasterizados dos seus clássicos, e o holograma será apoiado por uma banda ao vivo, cantores e dramaturgos teatrais”.

Podendo parecer chocante ou pelo menos estranho, esta hipótese está a entusiasmar Mitch Winehouse, o pai da cantora, que espera que a Hologram Base (a empresa que vai desenvolver este espectáculo) possa ajudar a imortalizar as canções da filha.

Não é caso único. Michael Jackson 5 anos após a sua morte apareceu a 18 de Maio de 2014 nos Billboard Music Awards que decorreram na MGM Grand Garden Arena em Las Vegas, Nevada. Este é o video real do concerto onde aparece em holograma…

O Rapper Tupac também apareceu em holograma num concerto que contou com a participação de Snoop Dogg and Dr. Dre, e que pode ser visto aqui.

Os hologramas parecem ter vindo para ficar, e para imortalizar os nossos ídolos, mas ainda vamos ter que esperar até que possamos ver esta tecnologia nos nossos telefones… Mas uma coisa já não é má: actualmente já conseguimos reproduzir com mais qualidade o holograma da princesa Leia e já fazemos hologramas em 7D…

*** Aceite a sugestão do Bit2geek e leia Sim, todos vamos querer uma Barbie: uma hologram Barbie!