Ter uma aplicação como o Netflix onde podemos ver Streaming ilimitado, desde séries a filmes que estiveram recentemente no cinema, é óptimo e tornou-se um hábito.

É também um hábito que vai acabar, porque o Netflix tal como o conhecemos também vai acabar. E quando acabar, justamente porque se tornou um hábito demasiado enraizado na vida de todos, vai provocar alterações drásticas e em cadeia. Essa alterações são o objecto deste nosso artigo:

Um estudo feito no ano passado concluiu que 80% daquilo que as pessoas efectivamente vêem no Netflix é conteúdo licenciado, o que significa que a empresa Netflix é obrigada a pagar anualmente aos estúdios que produziram esse conteúdo entre 4 a 5 mil milhões de dólares em direitos de autor.

Este comércio dá-se bilateralmente, porque os produtores sabem que a maior fatia de público está precisamente no streaming. As televisões estão a perder todos os anos espectadores, e o streaming continua a aumentar em flecha.

Os competidores do Netflix

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Por esta razão começaram a surgir competidores, como o Amazon Prime, e no próximo ano vai aparecer o serviço de streaming da Disney. E é justamente aqui que as coisas se começam a complicar: A Disney é dona dos estúdios da Pixar, Marvel (Marvel Entertainment), Star Wars (Lucas Films), 21st Century Fox, NatGeo, e indirectamente muitas outras. Isso significa que quando o Streaming da Disney (Disneyflix) for para o ar, todos estes conteúdos vão sair obrigatoriamente do Netflix.

O problema é que a Disney não é a única empresa a fazer isto. A ComCast abriu o Xfinity, a Time Warner tem o HBO Go, o Star Trek vai ficar dentro do CBS All Access… Apareceu o Hulu, o Mubi, o FilmStruck, o Shudder… Ainda no outro dia, antes de acabar de ver a segunda temporada do Expanse (fabulosa série sobre Espaço), a série saiu do ar sem pré-aviso e agora está dentro da Amazon Prime…

E o que vai ser do Game of Thrones, que só vai estar disponível dentro da HBO Go? Quanto vai custar o HBO Go?

Há nos Estados Unidos quem faça o sharing de passwords, dentro do mesmo grupo de amigos… O problema é que estas empresas de streaming estão a estudar maneiras para aumentar a segurança, e impedir que isso venha a acontecer ou pelo menos que seja cada vez mais difícil partilhar passwords…

Tudo começa em 2019

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Credits: Web-Tech.fr

Ora, com o Disneyflix a aparecer no mercado em 2019, a Netflix vai autenticamente marcar o primeiro grande abalo que a Netflix vai sofrer. O problema é que não será caso único!

Com a Netflix a tentar defender-se, as suas apostas em conteúdos subiram para 13 mil milhões de dólares de investimento. A Apple tem planeado gastar cerca de 5,2 mil milhões no reforço da sua programação para a Apple TV e o The Guardian afirmou recentemente que a Amazon Prime tem planeado investir cerca de 8,3 mil milhões a reforçar a sua programação (com 5 mil milhões já este ano).

Como a competição é feroz, outros serviços começam a estar associados ao Streaming… Por exemplo quem tem Amazon Prime, começará a beneficiar de entregas prioritárias na plataforma de compras…

Há quem diga que esta guerra não terá só coisas más. Por exemplo, vai fazer com que o preço dos telemóveis acabe por descer, porque cada plataforma Mobile estará mais orientada para um tipo específico de publicidade e para as consequentes compras online motivadas em “bloco de interesses”. E assim sendo a guerra pelo controlo do streaming, vai acabar com serviços de streaming com promoções especiais numas plataformas e noutras não, fazendo variar a escolha logo no acto de adquirir o smartphone ou tablet.

Uma coisa é certa: os bons tempos do Netflix, acabaram. E teremos que esperar pelos preços para perceber quantas plataformas poderemos assinar simultaneamente… Isto porque quando escolhermos uma plataforma teremos que pensar em que shows queremos assistir, a que sistema operativo preferimos usar, e a que jogos queremos jogar.

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