Lua

Num evento realizado no passado dia 29 de Novembro, o administrador da NASA Jim Bridenstine, revelou os nove novos parceiros, que aliás estão já neste momento projectar bases lunares destinadas facilitar a exploração científica da lua, e que no futuro estarão também associados a uma ida a Marte.

Programa “Commercial Lunar Payload Services”

Também foi explicado qual é o programa que vai executar esses contratos: o programa “Commercial Lunar Payload Services”. A ideia geral deste programa é que estas empresas possam competir entre elas por contratos para entregar carga da NASA na superfície da Lua. Essas empresas poderão sub-contratar empresas de lançadores espaciais (foguetões), para fazer a entrega dessas cargas. Ver no vídeo seguinte o evento:

A agência não forneceu contudo detalhes sobre a forma ou razão pela qual foram feitas estas escolhas. De qualquer forma as empresas selecionadas são:

A Astrobotic Technology Inc., a Deep Space Systems, a Draper, a Firefly Aerospace Inc., a Intuitive Machines LLC, a Lockheed Martin Space, a Masten Space Systems Inc., a Moon Express e a Orbit Beyond.

No total a NASA antevê que o programa Commercial Lunar Payload Services tenha uma execução orçamental até US $ 2,6 bilhões, ao longo de 10 anos.

A Nasa tem trabalhado para incentivar o interesse privado na Lua como uma maneira de reduzir os custos da agência. Uma base lunar é necessária para dar início à exploração da própria Lua, para dar início à mineração de asteróides (que sustentará toda a ambição espacial em recursos), e para lançar missões interplanetárias, nomeadamente até Marte.

Radiação Lunar: Vamos viver em grutas na Lua?

Mas para passarmos longos períodos na Lua, vamos provavelmente ter que passar bastante tempo debaixo da superfície. E vamos ter que o fazer porque teremos que nos esconder da radiação, que na Lua é tão prejudicial que nos poderá matar.

Portanto será exatamente isso que os humanos provavelmente quererão fazer se quiserem passar longos períodos de tempo na Lua ou em Marte: estar debaixo da superfície. Esta medida irá proteger os humanos da radiação prejudicial, provavelmente de forma mais eficaz do que qualquer outra tecnologia terrestre pode fazer.

Há já alguns anos que um grupo de cientistas da NASA pensa que tem a solução para este problema. Kelsey Young geólogo da NASA e principal investigador do Projecto TubeX, acredita que devemos treinar a permanência dentro dos tubos de lava terrestre (não-activos, naturalmente), para nos prepararmos para a exploração espacial.

Para falar verdade, os tubos de lava estão identificados desde a década de 1970 como potenciais “paraísos” para humanos e equipamentos de suporte de vida na superfície lunar
O projeto da TubeX está actualmente a operar na Lava Beds National Monument, CA, para explorar tecnologias e estratégias para mapeamento e exploração de tubos de lava lunar.
Esta equipa implantou um sistema composto pelo LiDAR (detecção de luz e variação), GPR (radar de penetração no solo), magnetometria, matrizes sísmicas e XRF portátil (fluorescência de raios X), com o objectivo de tentar entender quais são os instrumentos que podem ser usados para selecionar um tubo de lava na Lua, com vista à habitação.

E a JAXA fez uma descoberta importante…

lua
Crédito: JAXA

Em 2017, a JAXA – agência espacial do Japão disse ter descoberto uma enorme caverna sob a superfície lunar que poderia ser transformada numa base de exploração para os astronautas.

A descoberta foi feita pela sonda Selenological and Engineering Explorer (Selene) do Japão,  usando um sistema de radar que permite examinar estruturas subterrâneas. Esta sonda/orbitador encontrou uma abertura de 50 metros de largura e 50 metros de profundidade.

Depois desta descoberta foi a vez do orbitador “Kaguya” revelar outra ainda maior: desta feita um abismo com 50 quilômetros de comprimento e 100 metros de largura, que tudo indica ser estruturalmente sólido, além de que as suas rochas podem conter depósitos de gelo.

Por enquanto a NASA vai treinando nos tubos de lava que foram criados por erupções entre 10 mil e 65 mil anos atrás, mas a colonização da Lua está em cima da mesa como nunca esteve antes.

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