FEDOR ou Feodor (em russo: Фёдор) é um acrónimo para “Final Experimental Demonstration Object Research”), ou seja um robot humanoide que foi desenvolvido na Russia com o objectivo de se manter equilibrado quando dispara armas. Em 2017 o Vice-Primeiro-Ministro Russo Dmitry Rogozin explicou que o FEDOR era uma Inteligência Artificial Robotizada criada originalmente para ser utilizada em missões de salvamento e para poder trabalhar em colónias na Lua, mas nunca para servir de “Terminator” (de acordo com aquilo que afirmou no Twitter).

F.E.D.O.R. na Estação Espacial Internacional (ISS)

Sabe-se que o próximo passo é enviar este robot humanoide para a ISS, e ver como se comporta em ambiente de microgravidade. Embora não seja completamente clara a utilidade do FEDOR no Espaço, é conhecido pelas demonstrações públicas que pode disparar armas, conduzir carros ou rovers e usar uma variedade de ferramentas. Também há diversos exercícios físicos que o Fedor sabe realizar, pelo que o alcançe da sua acção pode ainda não ter sido completamente explorado.

Tal como o Fedor, outras tentativas foram feitas de colocar robots a trabalhar no Espaço. Por exemplo a NASA desenvolveu um robot humanoide, o Robonaut, e que numa versão original não tinha pernas – apenas a parte superior do corpo, cabeça e braços.

Robonaut versão 2

A versão 1 do Robonaut já se encontra a bordo da ISS, mas avariou-se há alguns anos atrás. Agora uma versão com pernas está a ser desenvolvida para ser enviada para a ISS, com vista a poder vir a participar em missões de reparação, potencialmente perigosas para humanos. Aquilo que se pretende enquanto conceito, é que o Robonaut possa fazer isto:

Mas não ficamos por aqui em matéria de Inteligência Artificial a funcionar no Espaço.

O CIMON da European Space Agency

Também o CIMON da European Space Agency já foi testado a bordo da ISS. Nos testes o CIMON conversou com o astronauta alemão Alexander Gerst durante 90 minutos e actualmente encontra-se em funcionamento num dos módulos da ISS.

Contudo o CIMON é um “Crew Interactive Mobile Companion” (companheiro interactivo), não sendo por isso concebido para realizar missões ou seja, este robot não foi pensado para ser um Spaceman… No entanto revela habilidades interessantes, como reconhecimento facial, fotos e videos e auxilio de experiências, bem como posicionamento autónomo dentro do módulo que lhe foi destinado – o Colombus, através de sensores ultra-sónicos. O Cimon pesa cerca de 5 kg, foi impresso em 3D pela Agência Espacial Alemã – DLR, e trabalha como um assistente virtual do Espaço á semelhança da Siri ou da Alexa.

O CIMON tem também a vantagem de ser Wireless e de poder transmitir os seus dados ao solo terrestre via satélite. Actualmente o Cimon encontra-se ligado ao centro de comando e controle da Columbus na Alemanha.

Ao mesmo tempo que estamos a desenvolver Inteligência Artificial com capacidade para desenvolver tarefas como auxiliar na construção de uma base lunar, ou na construção de naves espaciais no Espaço Cis-Lunar, também estamos a programar os robots para lidarem correctamente com a “subjectividade” humana.

Os robots que são feitos para “confiar” nos humanos.

Cientistas da Penn State, MIT e Georgia Institute of Tech, publicaram no mês passado um estudo que se afirma como uma tentativa de desenvolver uma definição e um modelo de confiança que possam ser facilmente traduzidos em código de software, a ser instalado nos robots. As Relações Humano-Ciborg, vão ser fundamentais quando os robots futuramente estiverem a desempenhar funções delicadas no Espaço. E é uma confiança que deverá ser entendida nos dois sentidos. Tanto o robot deverá saber em quem confiar como os humanos deverão ter um confiança absoluta nos robots em situações críticas.

Mas na quarta-feira passada…

Quando parecemos caminhar a passos largos para uma sociedade robotizada, eis que surgem os contratempos. Se os robots mais autónomos para começarem a ajudar os humanos começaram a estabelecer-se nos supermercados, recentemente saíram notícias de que a coisa não está a correr bem. Na passada quarta-feira a cadeia noticiosa ABC deu conta de um incidente grave envolvendo um robot…

A Amazon tem estado a desenvolver um novo modelo de supermercados operados completamente por robots. E foi num dos armazéns da Amazon que se deu o incidente. Um robot abriu acidentalmente um “Spray contra ursos”, vendido em massa para servir de protecção em actividades ao ar livre. O resultado foram 24 trabalhadores hospitalizados.

A repetição de tarefas é uma coisa, mas o imprevisto é algo que ainda não conseguimos controlar ou antever nos robots. Basta ver outro recente exemplo também num supermercado da Amazon: aparentemente uma embalagem de manteiga de amendoim caiu de uma prateleira para o chão dentro de um centro de atendimento. Isso confundiu o enxame de robots do armazém, que passaram a tomar o frasco partido por objecto, dirigindo-se para ele e “tropeçando” um após outro. Esta história foi contada por Tye Brady na MIT Technology Review.

Estima-se que só a Amazon terá em breve cerca de 100.000 robots a trabalhar em supermercados e centros de atendimento, pelo que não serão estes atrasos a impedir a presença dos robots a trabalhar ao lado dos humanos.

 

***Aceite a sugestão do BIt2Geek e leia Pode o robot L3-37 do “Star Wars Tale”, ganhar vida??? Quando?