Foi em Dezembro de 2017 que uma gigantesca tenda branca apareceu no Porto de Los Angeles. Tendo sido investigado pelos Media, nomeadamente através de uma permissão de rotina, chegou-se à conclusão que a SpaceX de Elon Musk deveria estar a usar esta instalação com 6.096 metros quadrados e com um valor de aproximadamente US $ 500 mil, como uma “tenda de armazenamento”.

Crédito: Google Earth Pro; Samantha Lee/Business Insider

Eram Fake News: Elon Musk revelou alguns meses depois que era ali que estava a ser construído o BFR – Big Falcon Rocket ou como Musk lhe chama Big F***ing Rocket – a colossal nave espacial interplanetária da SpaceX, recentemente renomeada de Starship.

O BFR renomeado para Starship

Foi ainda durante o ano passado (2018), dia 20 de Novembro que o CEO da SpaceX se agarrou ao Twitter, anunciando pela madrugada, que o BFR tinha mudado de nome para Starship. A mudança de nome trata-se de uma espécie de clarificação técnica, como forma de separar as duas partes do foguetão: Starship passa então a denominar o estágio superior do foguetão (a nave espacial propriamente dita🚀), enquanto o foguetão ou veículo lançador equipado com os propulsores Raptor que o fazem vencer a gravidade da Terra, agora passa a chamar-se de Super Heavy. No conjunto, a denominação passa a Super Heavy Starship.

É chato ser já a quarta mudança, desde que a SpaceX começou a planear esta nave espacial: começou por ser o “Mars Colonial Transporter” (MCT, ou “Transportador Colonial de Marte”), pois sempre foi afirmado que seria desenhado para lançar a Missão ao Planeta Vermelho. Mais tarde passou a ser o Interplanetary Transport System ( ITS, ou “Sistema de Transporte Interplanetário”), acompanhado da nota ambiciosa de que esta versão serviria também para voar até outros planetas para além de Marte. Mais recentemente ouvimos falar no BFR, ou seja a nave que levará a Humanidade a Marte…
BFR
Crédito: SpaceX

Foi a 17 de Setembro que tudo começou…

Começou tudo a 17 de Setembro, quando a SpaceX nomeou o seu primeiro passageiro privado a ser lançado no BFR: Yusaku Maezawa, um bilionário japonês e colecionador de arte. Com Maezawa o objectivo é o de voar em redor da lua e levar uma equipe de até oito artistas e dois astronautas numa missão que é apelidada de “#dearMoon”.

Essa primeira missão decorrerá em 2023, pretendendo-se que (segundo a SpaceX) a partir de 2024 se iniciem os lançamentos de carga, mais tarde culminando numa missão tripulada ao planeta vermelho. A construção do BFR, aliás o Super Heavy Starship está orçamentada para um custo total de 5 mil milhões de dólares.

Os cronogramas agressivos de Musk e o renomear deste transporte levou alguns críticos a provocá-lo no Twitter, tendo recebido uma resposta ainda mais surpreendente:A verdade é que dentro em breve começaremos a receber notícias dos “saltos curtos” de teste da Super Heavy Starship, e nessa altura o público perceberá como esta realidade está próxima. E depois há a grande novidade desta nave espacial: segundo Musk, a própria Starship é capaz de alcançar a órbita da Terra sem a ajuda de um booster, desde que transporte uma “baixa carga útil”, explicou no passado Musk. Mas ainda segundo Musk “a Terra é o planeta errado para usar um único estágio orbital. Já em Marte não há esse problema.”

Musk revelou a primeira fotografia da Starship

150 toneladas de carga por viagem é a nova meta da SpaceX, segundo avança o Russia Today. Segundo outros tweets de Musk ficamos a saber que a nave será construída à base de aço inoxidável, material que acabou por ser escolhido em detrimento do previsto inicialmente, e que seria um material à base de carbono.

Musk acrescentou que os motores Raptor, destinados ao foguetão com vista a acelerar a nave espacial, os denominados “Super Heavy” – foram também “radicalmente redesenhados”.

“Farei uma apresentação técnica completa da Starship depois de um voo do veículo de teste que estamos a construir no Texas, espero fazê-lo em março ou abril“, respondeu Musk aos cibernautas.

***Aceite a sugestão do Bit2Geek e leia A missão Insight e a sua relação com os “dust devils” marcianos, escrito por um dos cientistas que opera a InSight.