Estação Espacial Internacional (ESA).

O projeto IMPERIAL é o novo desafio da ESA nos domínios da manufatura aditiva no espaço. Tem como objetivo desenvolver uma impressora 3D de grandes dimensões para a Estação Espacial Internacional. Desenvolvido por um consórcio internacional, contará com tecnologia portuguesa. A empresa BEEVERYCREATIVE, que desenvolve tecnologia de impressão 3D, é um dos parceiros desta iniciativa que irá inovar na exploração espacial.

Imprimir em 3D em Órbita

Impressora 3D MELT (ESA–G. Porter, CC BY-SA 3.0 IGO)

A ESA tem tido uma aposta forte no desenvolvimento de aplicações espaciais de tecnologias de manufatura aditiva. Exemplo disso são projetos de protótipo de abrigo lunar impresso com regolito, ou substituição de peças manufaturadas por maquinação por elementos impressos em 3D em componentes de naves espaciais. Ser capaz de produzir componentes in situ, ou inovar no design de equipamentos espaciais com peças mais leves, complexas e resistentes, são algumas das potencialidades da manufatura aditiva que a Agência Espacial Europeia explora nestas iniciativas.

Outro exemplo é o projeto MELT, do qual já falámos aqui no Bit2Geek. Neste, foi desenvolvida uma impressora 3D capaz de imprimir em microgravidade para instalação na ISS. Um projeto que contou com tecnologia e investigação portuguesa. A impressora 3D foi desenvolvida pela BEEVERYCREATIVE, empresa de Aveiro pioneira da impressão 3D em Portugal.

Tecnologia de Impressão 3D Portuguesa em Destaque

Peça impressa na impressora MELT (OHB SE)

Analisados os resultados do projeto MELT, a ESA avançou para um próximo passo. Denominado IMPERIAL, visa a conceção, desenvolvimento e teste de uma impressora 3D de grandes dimensões para a ISS. O desenvolvimento está a cargo de um consórcio internacional que envolve as empresas alemãs OHB e Sonaca Group, a portuguesa BEEVERYCREATIVE e a instituição académica irlandesa Athlone Institute of Technology.

Este consórcio irá desenvolver uma impressora de grande volume, capaz de trabalhar na Estação Espacial Internacional. Terá também de produzir peças impressas em 3D utilizando polímeros de alta performance. Com isto, demonstrar-se-á o potencial desta tecnologia em órbita. A capacidade de impressão 3D no espaço permitirá o desenvolvimento de novas estratégias de manutenção e suporte de vida na exploração espacial tripulada.

Aceite a nossa sugestão e leia o artigo Impressão 3D em Seis Eixos Desenvolvida em Portugal.

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Professor de TIC e coordenador PTE no AEVP onde dinamiza os projetos As TIC em 3D, LCD - Clube de Robótica; Fab@rts: o 3D nas Mãos da Educação, distinguido com prémio de mérito da Rede de Bibliotecas Escolares. Distinguido com o prémio Inclusão e Literacia Digital em 2016 (FCT/Rede TIC e Sociedade). Licenciado em ensino de Educação Visual e Tecnológica, Mestre em Informática Educacional pela Universidade Católica Portuguesa. Correntemente, frequenta pós-graduação em Programação e Robótica na Educação pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Tutor online na Universidade Aberta. Formador especializado em introdução à modelação e impressão 3D em contextos educacionais na ANPRI (Associação Nacional de Professores de Informática) e CFAERC. Co-criador do projeto de robótica educativa open source de baixo custo Robot Anprino. Colaborador do fablab Lab Aberto, em Torres Vedras. O seu mais recente projeto é ser um dos coordenadores do concurso 3Digital, que estimula a utilização de tecnologias 3D com alunos do ensino básico e secundário.