Pensar o Futurismo ás vezes começa com um jogo. E neste caso é um longa história chamada Starcraft 2.

O Starcraft foi primeiramente lançado a 27 de Julho de 2010 pela Blizzard Entertainment, e foi concebido para ser o melhor jogo de sempre de Estratégia, tendo escolhido como tema a Ficção Científica Militar. Recebeu uma pontuação absolutamente arrasadora dada pelas 2 principais plataformas de crítica de jogos: 93% pela Metacritic e 92,67% pela GameRankings.

3 raças fascinam há 12 anos…

Este jogo é composto por 3 raças, os Protoss, os Terran e os Zerg que combatem entre si, usando técnicas militares complexas para controlar o território, fazer o “harvest” de recursos e posteriormente aniquilar o inimigo. A complexidade deste jogo, e número de combinações possíveis de ataque, levou o Starcraft a ser considerado um jogo tão ou mais complexo que o Xadrez. Por isso, e porque funciona em modo “Invitational”, os jogadores começam desde o primeiro jogo a subir num Ranking Mundial, que lhes permite automaticamente vir a disputar prémios milionários nas competições mundiais.

Este fenómeno Geek produziu entretanto estrelas. Os seus combates são transmitidos pelo mundo inteiro em complexos eventos online como este do vídeo seguinte que opõe 2 das estrelas do Ranking Mundial. Vale a pena espreitar os primeiros minutos para se perceber do que é que estamos a falar: São ESTRELAS, génios da Estratégia Militar, que reunem em si uma tal capacidade ofensiva que lhes permite dar 10 ordens por segundo ou 10 cliques no rato de Gamming, num jogo que tem a duração média de 20/30 minutos.

Como disse, existem por todo o mundo jogadores profissionais de Starcraft 2 e considera-se, pelo menos até ao final de 2018, que ainda não foi atingido o grau de Grandmaster. Possivelmente porque se as primeiras 10 a 15 jogadas já estão estudadas, a partir daí a inteligência e o engenho leva a combinações sem fim. Protoss (a minha raça favorita) iniciou a primeira versão “Wings of Liberty” com 15 unidades militares e 17 edifícios de produção. Na segunda actualização “Heart of the Swarm” recebeu mais 3 unidades e na terceira edição “Legacy of the Void” recebeu mais 2 unidades.

Crédito: Ranked for the Win (https://www.rankedftw.com)

Os Terran receberam no início 16 unidades, 15 edifícios e 2 Add-Ons, tendo recebido na segunda expansão mais 2 unidades e na terceira expansão mais 3 unidades.

Já os Zerg começaram com 17 unidades e 18 estruturas na primeira expansão, tendo juntado mais 2 unidades na segunda expansão e 2 unidades e uma estrutura na terceira.

Comparemos com o Xadrez: o xadrez tem 9 tipos de peças e um total de 16 unidades, sendo que os peões só podem andar uma casa á vez, após a jogada de abertura em que se podem mover duas casas. O Starcraft 2 tem mais de 20 unidades por raça, e cerca de 16 edifícios de produção de unidades, energia, recursos, etc… As combinações possíveis são imensas.

E as raças estão equilibradas em relação umas às outras, permitindo apenas inícios mais agressivos (como a raça dos Zerg) ou mais defensivos de início (como os Terran, que caso consigam desenvolver-se e aguentar os primeiros embates se transformam numa dor de cabeça contínua), ou ainda os Protoss que funcionam como um misto das duas, e é a raça mais mística!

O sucesso deste jogo também passou por não ser preciso comprá-lo: o Client está acessível por internet e é FREE-TO-PLAY (havendo apenas um sistema de micro-transacções para opções de customização). É mesmo só fazer o download!

Portanto não ponham o Starcraft 2, nas “mãos” do Google DeepMind

Tarde demais! O Google Deepmind já experimentou o Starcraft 2, e contra os melhores do mundo. Foi há 4 dias atrás!

Anteriormente esta inteligência Artificial do Google, que recebeu o nickname AlphaZero já tinha destruído o campeão do mundo de xadrez (Stockfish), bem como os mestres de Shogi (xadrez do Japão) e de GO (o jogo chinês cujas opções de ataque são tão variadas como as “estrelas do céu”. O Google DeepMind ou AlphaZero arrasou todos.

Há 3 dias atrás o AlphaStar foi defrontar as estrelas do Starcraft 2. E esmagou! (O vídeo começa 30 minutos após a apresentação).

Ou melhor, quase esmagou: MaNA, um dos melhores jogadores profissionais de Protoss de todo mundo, conseguiu vencer o DeepMind (AlphaStar), sabe Deus como…

Agora há jogos de Estratégia e há a realidade. E a realidade é feita por máquinas de verdade, por exemplo por Drones “Skynet” ou seja, aqueles que assustam os mais conspirativos porque ao serem controlados por Inteligência Artificial, e tendo sido feitas no passado declarações (como é explicado neste vídeo), de que vão ser utilizados pela U.S. Homeland Security para questões de segurança, devolvem-nos à Ficção Científica dos filmes de Hollywood. A coordenação é assustadora!

E talvez assustadora seja mesmo o que é preciso, principalmente se se tratar de drones de combate. Aliás, olhando para o Starcraft 2, o DeepMind não ganhou a quase totalidade dos jogos, por ter mais capacidade de fazer “clicks” ou emitir ordens… Foi por outras razões… O segredo do DeepMind foi explicado pelos seus criadores e é surpreendente: Não só emitiu muito menos ordens (correspondente a muito menos clicks) do que os seus adversários profissionais, como também o seu foco se centrou no processo de decisão: só decidiu envolver-se nas pequenas batalhas ou embates ao longo do jogo (ou escaramuças, se quisermos), quando tinha a certeza de ganhar. Nunca desperdiçou unidades sem ter a certeza de sucesso ou de um resultado mais favorável para si, do que para os outros.

E isto diz muito sobre as máquinas da Segurança do Futuro, e cuja precisão é esta:

E se o exemplo acima é estudado por investigadores da Califórnia, também vemos na China exemplos de precisão, como os 1374 drones a dançar sincronizados sobre o Muro da Cidade de Xi’an, onde se quebrou Guinness World Record de drones a voarem sincronizados…

Resumindo, os drones autónomos de Segurança já não são Ficção Científica… Aliás, já existe um DeepMind para os controlar. Falta ver que tecnologia vamos agora começar a testar nos drones… Isso sim vai dizer-nos como será o nosso Futuro!

***Aceite a sugestão do Bit2Geek e leia O Robot-Samurai da Yaskawa usa a Katana para cortar ervilhas ao meio