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Sistema de parqueamento robótico Stan (Stanley Robotics)

O aeroporto inglês de Gatwick irá ser palco de uma experiência inovadora. A partir de agosto, um dos seus parques de estacionamento será completamente automatizado. Utilizando os robots Stan, criados pela empresa francesa Stanley Robotics, os passageiros deixam de se preocupar com perder tempo a estacionar. E com este sistema, a gestão do aeroporto ganha mais lugares para veículos. No parque operado pelo Stan, os humanos não precisam de entrar.

Chegar e entregar o carro ao Robot

É menos uma preocupação nas ansiedades antes de levantar voo. Em vez da perspetiva de perder tempo à procura de lugar no parque de estacionamento, basta deixar o automóvel aos cuidados do serviço de estacionamento. Mas não é preciso entregar a chave aos empregados. Nem teremos um completo estranho a pegar no nosso carro para o estacionar. Todo esse trabalho é feito de forma automatizada por um robot.

O aeroporto de Gatwick vai estrear um novo serviço de estacionamento assistido. A partir de agosto, os condutores podem dirigir-se a uma zona de estacionamento e entregar o seu veículo a um dos robots de estacionamento do aeroporto. Basta-lhes introduzir a informação de voo, trancar o carro, pagar e ir para o terminar. O robot trata do resto. Apelidados de Stan, estes robots são dotados de uma plataforma que sustenta o automóvel. Estaciona-os num parque especialmente concebido para este sistema, otimizado, onde não é permitida a entrada a humanos. O processo de estacionamento é automatizado, de forma similar aos silos automáticos que já se encontram nalgumas cidades. A diferença está no robot em si, capaz de transportar um veículo a qualquer lugar de estacionamento disponível.

Desenvolvido pela empresa francesa Stanley Robotics, o Stan é capaz de mover automóveis com até cinco metros de comprimento e três toneladas de peso. Foi especialmente concebido para operar apenas em aeroportos, otimizando os sisteamas de estacionamento. Gatwick será o local da estreia comercial de uma tecnologia que já foi testada nos aeroportos franceses Charles de Gaulle e de Lyon.

Gerir Eficazmente o Espaço

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Sistema de parqueamento robótico Stan (Stanley Robotics)

Uma das grandes as vantagens destes sistema está na otimização das zonas de parqueamento. Uma vez que os condutores deixam de necessitar de entrar ou sair dos veículos para estacionar, os locais de estacionamento podem ser concebidos sem espaço extra para abertura de portas. Também as vias pedestres de acesso para os condutores deixam de ser necessárias. O parque em Gatwick onde este sistema será instalado tem, em condições normais, espaço para 170 veículos. Mas após ser otimizado para estacionamento por robots, irá comportar mais cem veículos. A zona de estacionamento é considerada hostil a humanos, tendo sido concebida para uso apenas do robot. Com esta tecnologia, é possível aumentar a capacidade de parques de estacionamento já existentes, sem criar novos parques.

Se esta é uma solução conveniente para os passageiros que se dirigem aos aeroportos, a tecnologia tem potenciais mais vastos. Nos espaços urbanos contemporâneos, o automóvel tornou-se um problema, e as zonas para estacionar não têm capacidade para responder a uma procura crescente. A automatização do parqueamento pode tornar-se uma solução para melhorar a mobilidade urbana.

Aceite o nosso convite e leia o artigo Changi: gerir um aeroporto com robótica e automação.

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Professor de TIC e coordenador PTE no AEVP onde dinamiza os projetos As TIC em 3D, LCD - Clube de Robótica; Fab@rts: o 3D nas Mãos da Educação, distinguido com prémio de mérito da Rede de Bibliotecas Escolares. Distinguido com o prémio Inclusão e Literacia Digital em 2016 (FCT/Rede TIC e Sociedade). Licenciado em ensino de Educação Visual e Tecnológica, Mestre em Informática Educacional pela Universidade Católica Portuguesa. Correntemente, frequenta pós-graduação em Programação e Robótica na Educação pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Tutor online na Universidade Aberta. Formador especializado em introdução à modelação e impressão 3D em contextos educacionais na ANPRI (Associação Nacional de Professores de Informática) e CFAERC. Co-criador do projeto de robótica educativa open source de baixo custo Robot Anprino. Colaborador do fablab Lab Aberto, em Torres Vedras. O seu mais recente projeto é ser um dos coordenadores do concurso 3Digital, que estimula a utilização de tecnologias 3D com alunos do ensino básico e secundário.