Um assunto pouco ou quase nada falado até agora no que diz respeito ao combate ao incêndio que deflagrou na Catedral de Notre Dame, foi a utilização de uma pequena experiência francesa… O Colossus “salvou a vida” ás dezenas de bombeiros que estiveram a combater o incêndio, mas também permitiu salvar muitas das obras e relíquias sagradas que se encontravam no interior do edifício.

Isto porque foi permitido aos bombeiros “controlar” o incêndio a partir do interior da catedral, evitando que o fogo se alastrasse para áreas mais críticas, através da utilização de um drone/robot terrestre conhecido como Colossus.

Este robot foi produzido pela Shark Robotics, uma pequena empresa da comuna de La Rochelle, e fundada em 2016. Este robot foi desenhado para ser utilizado em situações de perigo extremo, como é o caso de desabamento de estruturas, deslizamento de terras e temperaturas muito elevadas.

O drone Colossus em ação na Notre-Dame Créditos: Shark Robotics
Este drone terrestre possui uma autonomia até ás 8 horas, consegue levantar até 2 toneladas de peso em destroços ou em carga útil, e lança jactos de água até 1,60 metros (em linha recta), apresentando um peso total de 500 Kg.
Quanto ás suas dimensões há a assinalar que tem 1,60 metros de comprimento, 76 cm de largura e um pouco menos que 70 cm de altura. É à prova d’água, resistente ao fogo e impulsionado por dois motores elétricos alimentados por seis baterias de iões de lítio.

Este robot recebe também a designação de “drone terrestre”, porque necessita de comandos, ou seja, tem que ser operado directamente por um humano.

Nestes instrumentos de controlo, a informação aparece apresentada quase como num jogo de computador: não só o drone está a captar informação sobre os fumos como também vai fazendo um mapa de temperatura das zonas afectadas.

Segundo o co-fundador da Shark Robotics, Cyryl Kabbara, o Colossus está em parceria com a Brigada de Bombeiros de Paris desde 2017. “Ele é capaz de extinguir incêndios, evacuar pessoas e levar equipamentos necessários para as áreas de risco”, explicou. “Usa sensores de gás e ferramentas de inspeção por vídeo.”

Embora partes inestimáveis desta catedral com 856 anos tenho ficado destruídas, os bombeiros de Paris devem efectivamente bastante a este robot de 1300 euros (segundo se conseguiu apurar, sem certezas absolutas).

A complexidade deste incêndio foi tal que basta conferir o Twitter de Gregg Favre, responsável pela segurança pública dos Estados Unidos, onde foi explicando de forma concisa todos os desafios que iam surgindo.

Condições brutais do Colossus

Notre Dame
Créditos: Shark Robotics

Quando a torre de Notre-Dame estava a ameaçar entrar em colapso, o Colossus foi enviado para dentro, ainda pelo meio das chamas. O Colossus foi projectado para aguentar condições “brutais” e pode ser operado a uma distância máxima de 300 metros.

Dois policias e um bombeiro ficaram feridos numa jornada que durou cerca de 5 horas, tendo participado no combate ao fogo por volta de 400 bombeiros.

Chegou a ser “twittado” que iram ser utilizados aviões de “Drop”, para ajudar a extinguir o incêndio. Os especialistas consideram que se isso tivesse acontecido parte da estrutura iria certamente desabar, e muitas das antiguidades teriam sido perdidas. A única razão para não se ter chegado a utilizar esta medida mais radical, foi a fabulosa prestação do Colossus.

 

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National Geographic tem tecnologia 3D para reconstruir Notre Dame