A NASA escolheu a empresa MAXAR como parceira… Definitivamente a Missão Lua 2024 “ir para ficar”, tomou conta da actualidade da Exploração Espacial.

O Programa que inicialmente estaria destinado a 2028, deu um salto a pedido do Vice-Presidente dos Estados Unidos (Mike Pence), muito em resposta à agressividade do Programa Espacial Chinês que exibiu uma enorme capacidade técnica ao orbitar e estacionar a sonda Chang’e 4 no lado oculto da Lua, recorrendo apenas a um satélite (o “Queqiao”) de retransmissão (relay), e a CubeSats (os “Longjiang”).

Este facto preocupou visivelmente os americanos que pretendem agora responder com a construção de uma  “Moon Village” ou melhor, com início de colonização da Lua: Um “ir para ficar”, como afirmou publicamente Jim Bridenstine (Administrador da NASA) juntamente com alguns dos poderosos empreiteiros da NASA como a Lockheed Martin, (a principal empreiteira do módulo tripulável Orion), em resposta à solicitação de Mike Pence.

Esta solicitação está a ser apoiada pelo Presidente Trump, que reforçou o orçamento da NASA em US $ 1,6 mil milhões, e não é em vão… Alguns estudos sugerem que em termos económicos, o Espaço vai trazer inovações nunca vistas: Por exemplo, numa economia que cresça globalmente cerca de 10%, duplica o seu valor a cada 7,3 anos. Quando começarmos a explorar e minerar o Espaço, em apenas 3 duplicações do valor inicial, atingiremos os 100% de crescimento.

Por esta razão, a corrida ao Espaço transformou-se numa Gold Rush, que obriga à apresentação de cronogramas agressivos (como o de 2024), e a um esforço extra de investimento para os cumprir.

Artemis com ajuda da MAXAR até “pelo menos” 2022!

E por isso a NASA através do Programa Artemis, que visa a construção de um posto avançado na Lua, escolheu já o seu primeiro empreiteiro: a MAXAR Technologies.

Tendo a MAXAR sido anunciada a 23 de Maio no Florida Institute of Technology, é preciso agora perceber a urgência do seu enquadramento: Para realizar missões tripuladas prolongadas na superfície da Lua, a NASA quer desenvolver uma estação orbital lunar (Lunar Gateway), para apoio das missões. Por esta razão a NASA foi buscar uma empresa do Colorado que está a gerir uma frota de satélites terrestres para observação remota, a MAXAR.

O contributo da MAXAR será lançar o primeiro módulo do Gateway, ou seja o elemento/unidade de potência (Elemento de Potência e Propulsão – PPE) que funcionará com propulsão elétrica solar. A razão para ir buscar a MAXAR é a de ser necessário ir buscar o Know-How a quem já o tem (mas não só, como explicaremos em seguida), uma vez que para o Gateway é necessário uma unidade de propulsão 3 vezes mais potente que os projectos de design actuais da NASA.

Assim sendo, a NASA quer lançar o módulo de propulsão até ao final de 2022 (em cerca de 3,5 anos). Este é o principal componente do Gateway, sendo que o Gateway permite aos astronautas trabalhar em toda a Lua, e não apenas nas regiões equatoriais a que estavam limitados anteriormente. Por outro lado, a meta de 2022 não é apenas uma meta de “passagem de fase” uma vez que estes planos vão servir para serem reutilizados na missão a Marte, conforme explica a NASA.

A importância e necessidade da existência de um Lunar Gateway para se trabalhar na superfície da Lua é explicada pelo Administrador da NASA neste vídeo, bem como de que forma funcionará o Programa Artemis nesta fase 1.

A FASE 1 do Artemis vai custar US $ 375 milhões

E apesar disso a MAXAR ficará proprietária do módulo de propulsão durante a totalidade do contrato. Contudo parece ser um bom negócio para a NASA, pelo menos aparentemente, uma vez que a MAXAR vai basear as comunicações do Gateway nos seus satélites da série 1300 que estão em órbita da Terra, garantindo portanto a segurança de comunicações do Gateway a uma distância tão grande.

Mas a MAXAR não está sozinha nesta empreitada… Acompanham-na a Blue Origin de Jeff Bezos (que recentemente apresentou a Base Lunar Blue Moon), que irá trabalhar com os sistemas de operados por mão humana e pela Draper que ficará responsável pelas trajectórias do módulo. E vão juntar-se mais empresas em breve, até porque será necessário um grande veículo lançador (foguete), como a Starship da SpaceX, isto porque o módulo de propulsão (PPE) vai pesar no lançamento cerca de 5 toneladas.

Não ficamos por aqui em matéria de parcerias: a NASA concedeu contratos de estudo em novembro de 2017 à Boeing, Lockheed Martin, Orbital ATK (agora Northrop Grumman Innovation Systems), Sierra Nevada Space Systems e Space Systems Loral (agora Maxar) para trabalharem numa sonda espacial para redireccionar asteróides. Essa missão foi suspensa (temporariamente) pela Directiva Espacial 1 da Casa Branca, que coloca a preponderância do Espaço na colonização da Lua e de Marte. No entanto há um pormenor: essa sonda utilizava uma forte propulsão eléctrica, e portanto deverão voltar a “emparelhar-se” com a MAXAR, com anteriormente.

E no fundo, questão fundamental é…

Com data de 14 de Maio de 2019 a NASA lançou um breve vídeo explicativo de como e porquê vai chegar à Lua em 2024, desta vez lançando as bases para ficar, bem como a importância desse marco para lançar uma missão tripulada a Marte, que está em perspectiva.

Até agora e em apenas uma semana, este vídeo teve cerca de 10.5 milhões de visualizações. Isto significa que a Golden Age do Espaço está a começar e que o público percebeu isso mesmo!

Por aqui no Bit2geek, vamos continuar a acompanhar o Programa Artemis – Lua em 2024 – ir para ficar!

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