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Estamos num fim de semana de calor intenso. Hora de descontrair, sugerimos a sombra fresca de uma boa esplanada. E um tablet, para aproveitar a canícula descobrindo as nossas sugestões de leitura sobre tecnologia, robótica e cultura. Esta semana, propomos a descoberta da arquitetura perdida de Frank Lloyd Wright. Descobrimos que a Força Aérea Portuguesa ganhou um dos troféus mais prestigiados da aviação militar. Recordamos os primeiros navegadores web. Criticamos a lógica incompreensível das sugestões de tributação da impressão 3D. Também descobrimos um projeto português que humaniza os robots. Estas, e outras leituras, são as Capturas na Rede desta semana. Ótimas para ser lidas acompanhadas de bebidas refrescantes.

Leituras sobre Tecnologia

Tecnologia Leituras

HUMANIZING INDUSTRIAL ROBOTS BY STICKING A JIBO ON TOP: É giro (piada não intencional) ver em destaque no Hackaday este projeto da portuguesa Artica.cc, que procura humanizar um braço-robot industrial utilizando a antropormifização de um robot Jibo. O processo é mais complexo do que simplesmente colar um Jibo nos braços industriais, claro, e é aí que reside o interesse deste projeto para os hackers e makers.

Learning At 300 Baud: O Tedium recorda um dos primeiros serviços de ensino à distância em e-learning, que vinha com aquilo a que chamavam de knowledge modem. Isso mesmo, um simples modem. No entanto, estava-se nos primeiros anos da massificação da internet.

Lenovo’s algorithm tracks smartphone habits to notify when to charge its battery. It even wakes you up to recharge, if asleep: Não sei porquê, mas ao ler sobre esta patente da Lenovo que faz de tudo para recordar o utilizador que o dispositivo tem de estar alimentado, só pensei na Audrey, a planta carnívora do clássico Little Shop of Horrors, e o seu lendário grito feed me, feed me!

Tributação da impressão 3D: Tanta coisa errada neste artigo, felizmente de opinião, que nem sei por onde começar. Só me recorda aquela vez em que a junta de freguesia da Ericeira foi multada pelas Finanças. Porquê? Investiu em viaturas a biocombustíveis e aproveitava óleo reciclado para o combustível. Como diminuiu os gastos com combustíveis fósseis, foi multada por lesar o estado nos valores correspondentes ao imposto de combustível. Há sempre uma alminha cinzentona que olha para a tecnologia inovadora e vê ali um perigo para as finanças tradicionais. Note-se que os materiais e equipamentos de impressão 3D são sujeitos a IVA, e os rendimentos obtidos são tributados em IRS e IRC. Fico especialmente boquiaberto com o argumento que o fim da deslocalização da produção para outros países é um risco para os impostos… porque diminui a receita das taxas aduaneiras. Uma das maiores valências da impressão 3D é mesmo essa, o travar a fuga da produção para países de mão de obra barata. Pelos vistos, para este fiscalista, fixar capacidade produtiva em Portugal é mau para a Autoridade Tributária, ir comprar à China é melhor. Pessoalmente, nunca tinha visto as coisas sob este prisma. Nunca tinha percebido que a impressão 3D é pura pirataria tributária. Afinal, sempre que imprimo um objeto, ao invés de o comprar, estou a lesar o estado nos impostos.

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It’s Full of Stars: Ui, tanta aeronave experimental numa só foto.

AUTOMATE THE FREIGHT: AMAZON’S ROBOTIC PACKAGING LINES: A tecnologia que permite à Amazon automatizar o mais possível a gestão de armazéns. Este artigo olha para as máquinas de embalamento que produzem embalagens à medida dos bens na linha de envio, poupando materiais e acelerando o processo de transferência do armazém para o envio.

Facial recognition is coming to US schools, starting in New York: Daquelas ideias muito, muito duvidosas. Esta intrusão de hipervigilância no espaço escolar está a ser introduzida com os argumentos do costume, os do reforço da segurança das crianças face a predadores sexuais ou tiroteios. Mas se invertemos a lógica, teremos uma geração para quem estar sempre debaixo de olho de algoritmos de reconhecimento facial, que aprende a gerir os seus comportamentos para não ultrapassar os parâmetros, é o normal.

The best coding kits for kids: Há aqui algumas excelentes soluções para atividades de programação tangível para crianças, entre os kits Little Bits aos Lego. E já se começa a olhar para os BBC Micro:Bit, que têm um enorme potencial.

The Books of College Libraries Are Turning Into Wallpaper: Antes que comecem os resmungos sobre o fim iminente dos livros, sacrificados ao altar dos ecrãs, leiam o texto e notem que é mais sobre o papel da biblioteca como arquivo de conhecimento do que local de leitura. Livros estarem a ser levados das estantes acessíveis para arquivo não significa o declínio da biblioteca, antes a sua revitalização, com o digital a desempenhar um papel importante. E notem este facto curioso: a maior parte das obras disponíveis nas bibliotecas raramente são acedidas, e isso faz todo o sentido, só quando um investigador necessita é que as consulta.

Before Netscape: The forgotten Web browsers of the early 1990s: Hoje, a coisa está resolvida entre os que usam Chrome ou Firefox (e a malta dos macs, que por inerência só conhece Safari). Mas, nos primeiros anos da internet, houve diversos browsers até o Netscape Navigator se ter tornado o primeiro navegador standard. Este artigo da Ars Technica recorda-nos isso.

Culturas Contemporâneas

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Bringing New Life to Frank Lloyd Wright’s Lost Designs: A arquitetura não construída, ou perdida, de Frank Lloyd Wright ganha vida através do poder da tecnologia de modelação 3D.

There Is Too Much Stuff: Os problemas da infinda variedade de produtos essencialmente iguais uns aos outros. Crises na tecnologia do late stage capitalism, e um sentimento de falsas escolhas, com o cérebro sobrecarregado de opções em excesso.

Somehow I Became Respectable: Há que adorar a lucidez e eterno espírito enfant terrible de John Waters. A respeitabilidade da transgressão é paradoxal, mas aceita-a com bom espírito. E sublinha o papel de ousar pensar diferente: “First of all, accept that something is wrong with you. It’s a good start. Something has always been wrong with me, too. We’re in a club of sorts, the lunatic fringe who are proud to band together. There’s a joyous road to ruin out there, and if you let me be your garbage guru, I’ll teach you how to succeed in insanity and take control of your low self-esteem. Personality disorders are a terrible thing to waste”.

‘Wow, What Is That?’ Navy Pilots Report Unexplained Flying Objects: Sem querer entrar em teorias da conspiração ou alucinações do tipo eles estão entre nós, não deixa de ser intrigante que a marinha americana tenha dado linhas-guia ao seus pilotos sobre identificação de OVNIS. Que, note-se, não têm necessariamente de ser naves alienígenas pilotadas por greys ou little green men. Agora, será este um momento the truth is out there? Por aqui não se cai em teorias da conspiração, apenas curiosidade científica sobre que fenómenos, naturais ou não, estão por detrás destes avistamentos.

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Here Are Some Of The Coolest Paint Jobs We Have Seen At NATO Tiger Meet This Year: Um docinho visual para os fãs de aviação. Como sempre, as aeronaves que participam no Tiger Meet. o encontro anual de esquadrilhas das forças aéreas europeias e americanas que têm como símbolo o tigre, distinguem-se pelos esquemas de pintura. E, este ano, o Tiger Meet tem mais uma distinção. Depois de oito anos sem participar (porque, austeridade), os F-16 portugueses da Esquadra 301 Jaguares vieram para casa com os troféus Silver e Tiger Spirit. Note-se, estes galardões são atribuídos não pela estética das aeronaves, mas pelas capacidades técnicas e operacionais dos seus pilotos. A Força Aérea Portuguesa está de parabéns, e para o ano, o Tiger Meet será em Beja. Isto é uma notícia perfeita para os airplane spotters portugueses.

More Than a Decade Ago, Checkmate Gave Readers a Brilliant Fusion of Politics and Superheroes: Recordo que a primeira série deste título me impressionou, nos idos dos anos 90. Passada dentro do mundo dos super-heróis, mas em tom noir e a puxar à espionagem e operações secretas, fugindo aos estereótipos habituais dos personagens super-poderosos. A começar pelo facto de nenhum dos operativos da organização Checkmate ter algum poder.

First You Make the Maps: E, depois, vem o território. Uma delícia visual para os que gostam de mapas, esta curta história da evolução da tecnologia de mapeamento do planeta, da era medieval até à era moderna.

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“Voyager Mission Control: Por favor enviem-nos mais Chuck Berry!”