FCAS militar
Maquete à escala real do Next Generation Fighter (Dassault).

A Europa está a trabalhar no desenvolvimento de aeronaves de combate de sexta geração. O primeiro protótipo militar foi mostrado no Paris Air Show, com um modelo arrojado de aeronave. Para além das capacidades aerodinâmicas avançadas, o projeto FCAS – Franco-German Future Combat Air System vai também introduzir opções de pilotagem remota e controle de enxames de drones de combate.

FCAS: Um Sistema Integrado

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FCAS em Le Bourget (Karl Schwarz).

O consórcio que está a desenvolver o FCAS é constituído pela Dassault Systèmes e Airbus Industries. A segunda empresa é o gigante europeu da aeronáutica civil, embora também desenvolva sistemas de aviação de transporte e helicópteros militares. A Dassault é o lendário gabinete francês de desenvolvimento de tecnologias que criou aeronaves icónicas como os caças da classe Mirage. As forças francesas estão equipadas com o Rafale, o seu mais recente sistema avançado de combate aéreo.

O FCAS será mais do que uma aeronave de combate. O seu conceito envolve uma interligação profunda como sistema de armas, constituído por equipamentos diversos e interoperáveis. O caça agora mostrado em maquete à escala real em Paris, denominado de NGF, Next Generation Fighter, será o centro de um sistema de combate compatível com os sistemas da NATO. Envolve enxames de drones, mísseis de cruzeiro, e os aviões de combate de quarta e quinta geração que correntemente equipam as forças aéreas europeias. Tudo isto é interligado em rede de dados adquiridos por satélites e plataformas aéreas de vigilância, comando e controlo.

A Indústria Europeia Na Vanguarda

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Sistema FCAS (Airbus).

O NGF, em protótipo mostrado em Paris, mostra que irá ser uma aeronave de aerodinâmica arrojada. É um bimotor com vetorização de fluxo e características stealth. Ainda coloca o piloto no centro do sistema, embora não descarte o uso de sistemas de inteligência artificial. A aeronave aposta em sistemas futuristas de controlo, com ecrãs envolventes que dão ao piloto um grande campo de visão situacional.

Construído pela Dassault e Airbus, conta com o desenvolvimento de motores pelos construtores Safran e MTU, e aviónica e armas pela Thales e MBDA. Este é um verdadeiro esforço industrial europeu, para já franco-germânico, mas ao qual se juntará em breve a Espanha. Prevê-se que os protótipos do FCAS iniciem testes de voo em 2026. Estarão prontos para entrar ao serviço em 2040. Mesmo no final da vida útil dos Rafale, F-35, F-16 e Gripen que equipam correntemente as forças aéreas europeias.

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