O Programa Artemis quer enviar uma astronauta mulher à Lua em 2024. E tem sido um longo caminho para as mulheres desde a frase “Um pequeno passo para o homem, um salto gigante para a humanidade”.  

Quem o disse foi Neil Armstrong quando pousou na Lua em Julho de 1969, e quando referiu “homem” queria de facto dizer “Homem”… Ou seja, pretendia-se que fosse um termo inclusivo, dizendo respeito a toda a Humanidade, e que naturalmente incluísse também as mulheres.

Não foi contudo exactamente isso que se passou… Nunca foi escolhida uma mulher para pisar a Lua. O que se terá passado?

Será que a Lua é só para homens???

Vejamos quem foram os homens que pousaram na Lua até agora. Quem foram os escolhidos e o que salta á vista no seu currículo espacial:

Neils Armstrong com a idade de 38 anos 11 meses e 15 dias, na missão Apollo XI (11) a 21 de Julho de 1969, tendo realizado 1 EVA (Extraveicular Activity) também conhecido informalmente como spacewalk (na Lua) com a duração de 2 horas e 31 minutos, estando nessa altura directamente ao serviço da NASA. 

 

Buzz Aldrin tinha 39 anos e seis meses, na missão Apollo XI (11) a 21 de Julho de 1969, com 1 EVA na Lua com a duração de 2 horas e 31 minutos, estando nessa altura destacado pela Força Aérea norte-americana.

 

 

Pete Conrad tinha 39 anos quando andou sobre a Lua na missão Apollo XII (12) que se realizou a 19 de Novembro de 1969. Realizou duas EVA’s com uma duração total de 7 horas e 45 minutos, estando ao serviço da Marinha dos EUA.

 

 

Alan Bean tinha 37 anos quando pousou na Lua, na missão Apollo XII (12) em 19 de Novembro de 1969. Realizou 2 EVA’s com a duração de 7 horas e 45 minutos estando nessa altura também destacado pela Marinha dos EUA.

 

 

Alan Shepard tinha 47 anos quando pousou na Lua ao serviço da Apollo XIV (14), e a 5 e 6 de Fevereiro de 1971, realizou 2 EVA’s com a duração total de 9 horas e 21 minutos estando ao serviço da Marinha dos EUA.

 

Edgar Mitchell tinha 40 anos quando pousou na Lua com a missão Apollo XIV (14), e a 5 e 6 de Fevereiro de 1971  realizou 2 EVA’s com a duração total de 9 horas e 21 minutos tendo sido destacado para esta missão pela Marinha dos EUA.

 

David Scott tinha 39 anos aquando do pouso lunar com a Missão Apollo XV (15), entre 31 de Julho e 2 de Agosto de 1971. David fez 4 EVA’s com uma duração total de 19 horas e 3 minutos, estando destacado para esta missão pela Força Aérea dos EUA.

 

 

James Irwin tinha 41 anos. Viaja a bordo da missão Apollo XV (15), e no pouso lunar entre 31 de Julho e 2 Agosto de 1971, realizou 3 EVA’s com uma duração total de 18 horas e 33 minutos, tendo sido destacado para a missão Apollo 15 pela Força Aérea dos EUA.

 

 

John Young tinha 42 anos quando andou sobre a Lua. Viajava a bordo da missão Apollo XVI (16) e entre 21 e 23 de Abril de 1972 realizou 3 EVA’s com a duração total de 20 horas e 14 minutos, estando nessa altura ao serviço da Marinha dos USA.

 

 

Charles Duke tinha 37 anos quando andou sobre a Lua. Foi na missão Apollo XVI (16) e entre 21 e 23 de Abril de 1972 realizou 3 EVA’s com a duração total de 20 horas e 14 minutos ao serviço da Força Aérea dos USA.

 

 

Eugene Cernan tinha 38 anos quando andou sobre a Lua. Foi na missão Apollo XVII (17) e entre 11 e 14 de Dezembro de 1972 realizou 3 EVA’s com a duração total de 22 e 2 minutos, ao serviço da Marinha dos EUA.

 

 

Harrison Schmitt tinha 37 anos quando andou sobre a Lua. Foi na missão Apollo XVII (17) e entre 11 e 14 de Dezembro de 1972 realizou 3 EVA’s com a duração total de 22 horas e 2 minutos, estando nessa altura directamente destacado pela NASA.

 

 

Quatro destes homens ainda estão vivos! Buzz Aldrin (88 anos), David Scott (87), Charles Duke (83) e  Harrison Schmitt (84)…

A missão Apollo 11 colocou 2 pessoas na Lua;

A Apollo 12 colocou 2 pessoas na Lua;

A Apollo 13 não colocou nenhum homem na Lua;

A Apollo 14 colocou 2 pessoas na Lua;

A Apollo 15 colocou 2 pessoas na Lua;

A Apollo 16 colocou 2 pessoas na Lua;

A Apollo 17 colocou 2 pessoas na Lua.

Nenhuma mulher foi incluída nas missões de pouso. Aliás nenhuma mulher tinha sequer ganho o direito em voar para o Espaço nessa altura. Só em 18 de Junho de 1983 Sally Ride  conseguiu chegar ao Espaço a bordo do Challenger na Missão STS-7 (colocar dois satélites em órbita, recolher um satélite desactivado e realizar experiências farmacêuticas em ambiente de microgravidade).

Sally Ride: a primeira mulher a ganhar o direito a voar no Espaço.

Segundo a NASA, dos 347 americanos que foram enviados para o Espaço apenas 47  eram mulheres. Demorou cerca de década e meia depois de Neils Armstrong e Buzz Aldrin pousarem na Lua até que a NASA resolvesse enviar uma mulher para voar no  Espaço.

Para o ambicioso programa lunar, Artemis – Moon to Mars (ou Lua 2024 – “ir para ficar”, seguido de Marte em 2033), que pretende iniciar a colonização de um corpo celeste, ou seja, conseguir uma presença sustentada do ser humano implantando uma base avançada de operações, que permita lançar missões interplanetárias (bem mais longas e no Espaço profundo).

Uma ambição de colonização obriga a que as mulheres não fiquem de fora. Nem teria qualquer sentido que ficassem. A mudança de paradigma de uma civilização terrena ou planetária para uma civilização de tipo espacial ou interplanetária, obriga a que se contemple o ser humano enquanto espécie, permitindo-lhe a hipótese de se expandir por outros mundos.

Numa altura em que o Espaço era entendido com sendo da incumbência apenas dos homens, Sally Ride apareceu com uma das 6 mulheres escolhidas em 1978 para integrarem o corpo de astronautas dos EUA. Pertencer ao corpo de astronautas não garante que efectivamente se possa vir a integrar missões no Espaço. Mas a “Sally” conseguiu-o! Destacou-se. 

Sally Ride foi um exemplo porque se afirmou não por militâncias feministas, não por reclamar, mas pelo que óbvio e inegável: o seu profissionalismo acompanhado do seu temperamento. De facto se alguma coisa ficou na memória de todos, no que diz respeito à “luta” de Sally Ride para voar no Espaço, foi de como ela era bastante simpática e amigável, além de extraordinariamente profissional.

A “Sally” sempre se apresentou com simplicidade, inclusivamente não usando o seu nome completo ou o apelido formal na identificação que usava ao peito no seu uniforme, mas em vez disso usando unicamente “SALLY” (algo que acabou por ser a sua imagem de marca). A Sally fazia parte da equipa, e portanto seria injusto descriminá-la. E ainda para mais, como descriminar alguém de quem realmente gostamos?

Se olharmos com atenção para o Patch ou emblema de missão que foi usado por todos os membros da equipa que pela primeira vez levou uma mulher ao Espaço (Sally Ride), podemos reparar que a estrela aparece como símbolo de Igualdade.

A Estrela que está do lado direito do emblema, faz uma bonita homenagem á primeira viagem no Espaço de uma mulher.

Uma homenagem que está patente nos símbolos de feminino e masculino, inseridos na estrela.

Créditos: Thamyris Fernandes, in Segredos do Mundo

No emblema o homem é representado pelo símbolo de Marte (que simboliza o sangue, a guerra e a agressividade – o fálico enquanto masculino, e que se assemelha a um escudo e um seta.

Além das quatro setas, encontramos também uma cruz, o símbolo de Vénus que representa o desejo, a fertilidade, o Amor e o nascimento, e que representa a mulher.

Sally Ride abriu o caminho a todas as astronautas mulheres, e à “Escolhida” em 2024. Essa, será a astronauta que irá fazer História ao integrar o Programa Artemis em 2024 – o pouso na Lua com intenção de lançar uma base lunar, que permita uma presença sustentada dos seres humanos, o que é o mesmo que dizer que irá iniciar a colonização desse corpo celeste.

Há uma corrida de bastidores… Sabem-se só algumas pistas. E uma das pistas é fundamental: a escolhida já faz parte do corpo de astronautas!

As pistas deixadas por Jim Bridenstine sobre a primeira mulher na Lua, em 2024…

Recentemente numa entrevista para France 24, o Administrador da NASA afirmou que pousar uma mulher na Lua pode inspirar toda uma geração de jovens mulheres: “Eu tenho uma filha de 11 anos e quero que ela se veja a si mesma como tendo todas as oportunidades que eu tive quando estava a crescer”.

Quanto à mulher que a NASA decidiu que será a primeira mulher na Lua, isto foi aquilo que Bridenstine deu a conhecer:

“Ela já está no corpo de astronautas. Será alguém que tenha sido provado, alguém que voou, alguém que já esteve na Estação Espacial Internacional”.

Há actualmente 38 astronautas ativos no corpo de astronautas da NASA. Destes, 12 são mulheres. Pela importância que a presença das mulheres têm no Programa Artemis, resolvê-mos dar a conhecer um bocadinho sobre cada uma delas.

Uma destas mulheres será a “Escolhida”! Mas qual será a escolha da NASA? 

Serena Auñón-chanceler (a médica determinada)

Serena é engenheira aerospacial formada pela Universidade George Washington e também tirou o curso de Medicina na Universidade do Texas, onde além disso concluiu um mestrado em Saúde Pública, acabando por se especializar em medicina aerospacial (o que é a sua grande mais valia como astronauta).

Foi contratada pela NASA como cirurgiã de voo e passou nove meses na Rússia em apoio a operações médicas para os astronautas da Estação Espacial Internacional, e integrando também as equipas terrestres STS-127 e Expedição 22. Serena é Vice-Líder das operações médicas do projeto Orion, na NASA. Além da sua determinação, o facto de ser médica pode valer-lhe um lugar a bordo na missão Artemis (Lua 2024 – ir para ficar!)

É especialista em Kung-Fu e ministrou aulas de artes marciais a crianças.

Em 2009 foi selecionada o corpo de astronautas da NASA. Como parte do seu treino, passou dois meses na Antártida na expedição ANSMET – exploração de ambientes gelados onde recuperou 1200 meteoritos do solo gelado – o que mostrou bem a sua tenacidade.

Em 2012 participou no NEEMO 12 como piloto do submersível Deepworker 2000 em Key Largo, na Flórida e em 2015 como Aquanauta do NEEMO 20.

Serena foi ao espaço em 6 de junho de 2018 como engenheira de voo da nave russa Soyuz MS-09, para uma missão de seis meses na Estação Espacial Internacional.

Serena Auñón-chanceler em 2009, ano em que entrou na NASA, recebeu o prestigioso prêmio Julian E. Ward Memorial Award da Associação Médica Aeroespacial, pela sua contribuição científica e profissional para a saúde clínica das tripulações de voos espaciais e pelo desenvolvimento de estojos médicos para utilização nas missões espaciais.

É uma forte candidata a integrar a missão Artemis (Lua em 2024)! E em 2024 a missão Artemis terá que ter um/uma Médico/a a bordo!

Tracy Caldwell Dyson (a “bébé” astronauta)

Uma pista interessante sobre Tracy: foi a primeira astronauta norte-americana a nascer depois do primeiro pouso na Lua realizado pela Apollo 11 em Julho de 1969. É emblemático e portanto há quem considere muito a sério esta coincidência, a propósito da missão Artemis (Lua 2024). 

Tracy participou no desenvolvimento e testes de hardware e software russos para a Estação Espacial Internacional antes do ano 2000. Tem formação em Física e em Química, mas a sua mais valia é ter um grande background na área de comunicações a bordo.

Foi selecionada como astronauta em 1998 e voou duas vezes para a ISS, uma vez a bordo do Space Shuttle STS-118 Endeavour em 2007, permanecendo 13 dias no Espaço, e depois novamente em 2010 a bordo da nave russa Soyuz TMA-18. A sua segunda tarefa na ISS foi uma missão de longa duração onde Tracy acumulou 176 dias e realizou 3 EVA’s ou Spacewalks. A Tracy é Ph.D. em química.

 

Jeanette J. Epps (a ex-CIA)

Jeanette Epps foi selecionada como astronauta em 2009. Antes de ingressar na NASA, Epps estava na Ford Motor Company onde seu trabalho levou ao registo de uma patente nos EUA. Isto é o mesmo que dizer que ela é genial!

Jeanette acabou por ser recrutada para a CIA onde esteve 7 anos como oficial de “inteligência técnica”, tendo sido destacada inclusivamente para missões no Iraque.

Epps actualmente desenvolve a sua actividade na Filial de Operações da ISS, dando apoio técnico ás equipas da ISS.
Jeanette Epps tem um grande “contra” para poder vir a ser a primeira mulher na Lua em 2024: ainda não voou para o Espaço.

Apesar de ter sido designada para ser engenheira de voo de uma missão em 2018, acabou por ser substituída por Serena Auñón-Chanceler (cujo CV está um pouco acima neste texto). Nunca ficou clara a razão pela qual Jeanette Epps foi removida da missão. E justamente isso valeu-lhe um trunfo: A NASA afirmou que a afro-americana seria “considerada para atribuição em missões futuras”. Brandi Dean como porta-voz da NASA esclareceu que a decisão se relacionou com “assuntos pessoais às quais a NASA não presta esclarecimentos”. Contudo a irmã de Epps veio para a praça pública afirmar que a sua irmã tem lutado contra o racismo e contra a misógenia durante toda a sua vida, e estas declarações foram muito polémicas.

O jornal Washington Post fez um artigo na altura que eliminou as pretensões da irmã de Epps, intitulado: “Mudanças de último minuto na tripulação não é algo incomum para a NASA. Correu tudo ao contrário…

Jeanette tem treino especial de astronauta, nomeadamente enquanto Aquanauta a bordo do Aquarius na NEEMO 18, que começou a 21 de Julho de 2014 e durou 9 dias.

 

Christina Koch (a tal que não quebra sob pressão)

Créditos: expresocampeche.com

Existem demasiados rumores de que Christina Koch será o nome escolhido para ser a primeira mulher a pousar na Lua em 2024 ou seja, a mulher que vai integrar o Programa Artemis. Ás vezes pode acontecer como no Vaticano onde na altura da eleição “quem entra Papa, sai como Cardeal!”. Na minha opinião é a mais forte candidata!

Christina costuma contar que quis ser astronauta desde pequena. Formou-se em Física e tirou Mestrado em Engenharia Eléctrica na Universidade Estadual da Carolina do Norte. Em 2001 fez o programa da Academia da NASA no Centro de Voos Espaciais Goddard.

Christina trabalhou no desenvolvimento de vários instrumentos de ciência espacial e em áreas de engenharia de detecção remota, durante seu tempo no Goddard Center (e isto é um grande trunfo que tem na sua mão). 

Há outra coisa que torna a Christina uma das favoritas: “She is a Tough Cookie”!!! A vantagem que esta astronauta tem sobre todas as outras é a sua resistência emocional e física. Entre 2004 e 2007, participou como investigadora no Programa Antártico tendo passado três anos e meio a viajar entre regiões do Ártico e da Antártida.

Na Antártida ela passou uma temporada inteira na Estação Polar Amundsen-Scott no Polo Sul durante o inverno com temperaturas a rondar os -79°c. Também lá fez parte  da equipa de  “Search & Rescue” em ambientes gelados ou oceânicos, e o seu trabalho voluntário foi muito bem visto na NASA.

Em 2012 ela trabalhou na Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) em duas funções: primeiro como engenheira de campo no observatório de monitoramento global da NOAA em Barrow, no Alaska, e depois como chefe de estação do Observatório da NOAA na Samoa Americana.

Christina Koch está actualmente a bordo da ISS – Estação Espacial Internacional, onde chegou em Março e fez recentemente a sua primeira EVA (Spacewalk). Está programado que fique na ISS até fevereiro de 2020, o que significa que ela deve passar quase um ano no espaço. Se este cronograma se mantiver, ela vai superar Peggy Whitson, que atualmente detém o título do maior voo espacial de uma mulher, com 288 dias de permanência no Espaço.

 

Nicole Mann (militar e patriota: a “boa americana” e uma excelente piloto)

Militar, desportista e mãe! O slideshow sobre Nicole Mann devia dizer quase tudo, contudo nem de perto mostra a sua força…

Nicole é uma fortíssima candidata a integrar o Artemis. É Tenente-Coronel dos Fuzileiros Navais dos EUA, tendo-se formado na Academia Naval dos Estados Unidos, na Universidade de Stanford (Engenharia Mecânica) e na Escola de Pilotos de Teste Naval dos EUA.

Ela é piloto do mítico F/A 18 Hornet pelo que quando concluiu o seu curso de astronauta em 2015 foi escolhida para estar no primeiro voo da CST-100 Starliner da Boeing.

É directa e não faz jogos: Ao contrário de outras astronautas, não conta a história que desde pequena que sempre quis ser astronauta… Pelo contrário: afirma que esse interesse só apareceu quando ingressou na Academia Naval. Também explicou que o seu avô era de origem estoniana, mas que quando emigrou para os EUA participou na WWII pelos EUA.

Tem no seu currículo 47 missões de combate entre o Iraque e Afeganistão, como piloto do F/A 18 Hornet. Foi selecionada para o programa de astronautas em 2013, como um dos 8 seleccionados de entre 6,300 concorrentes.

Dadas as suas credenciais de valor indiscutível em Agosto de 2018 foi atribuída ao BOE-CFT (Boeing Crew Flight Test) do CST-100 Starliner que em princípio estará agendado para Novembro de 2019, e que voará até à International Space Station.

Nicole é líder do corpo de astronautas que estão a ser treinados para a sonda Orion e para o SLS Moon (o foguetão lançador).

A NASA já admitiu que nas missões que vão lançar a Marte e aos asteróides, Nicole Mann estará sempre entre nos primeiros lugares. Pode ser a Nicole a pilotar a missão à Lua em 2024! O seu currículo é pura e simplesmente “devastador”!

 

Megan McArthur (a oceanografa)

Selecionada como um astronauta em 2000, McArthur serviu como especialista em missões a bordo do vaivém espacial para o telescópio Hubble em 2009, tendo nessa altura permanecido 13 dias no espaço. Ela é Ph.D. em oceanografia e pela Scripps Institution em San Diego, Califórnia. Além disso também é formada em engenharia aeroespacial pela UCLA.
McArthur nunca viajou para a Estação Espacial Internacional e não nos parece que, embora possa vir a ser uma das escolhidas, que seja um dos nomes em cima da mesa para integrar o Programa Artemis. Pelo menos não de início…

 

Anne McClain (a piloto com um impressionante CV e cabeça fria – não gosta de correr riscos desnecessários!)


McClain foi selecionada para o corpo de astronautas da NASA em 2013. Ela é engenheira mecânica e aerospacial, tenente-coronel do Exército formada em West Point. Tem o impressionante currículo de 2000 horas de voo, dominando mais de 20 tipos diferentes de aeronaves (entre os quais o Kiowa Warrior, o Beechcraft C-12 Huron, o Sikorsky UH-60 Clack Hawk e o Eurocopter UH-72 Lakota). Especializou-se como piloto de helicópteros de combate no Iraque, tendo participado em 216 missões de combate.

Apesar de ter já no seu CV duas EVA’s (Spacewalks), recusou um terceira EVA por razões de segurança. Apesar de ser muito importante para o seu CV realizar a EVA, a NASA na altura apenas tinha mais um fato acima do seu tamanho (médio). Ela poderia ter feito a EVA, foi-lhe dado a escolher mas ela recusou. Anne McClain ganhou assim a fama de não correr riscos nunca, mesmo que isso seja fundamental para o seu futuro. 

McClain já contabiliza uma experiência de 6 meses no Espaço. É também uma fabulosa atleta, integrando uma equipa de Rugby feminino.

Apesar de McClain ser a mais jovem (com 40 anos) do corpo de astronautas tem uma longa lista de condecorações: recebeu a Estrela de Bronze, a Medalha do Ar com Valor, duas Medalhas Aéreas adicionais, duas Medalhas de Comenda do Exército, duas Medalhas de Realização do Exército, a Medalha da Campanha do Iraque com duas estrelas de serviço, a Medalha do Serviço Global de Combate ao Terrorismo e três fitas de serviços no exterior.

McClain é uma fortíssima candidata a integrar a a missão Artemis à Lua, em 2024!

Jessica Meir (médica anestesista,  e especialista em fisiologia)

Meir foi selecionado pela NASA em 2013 para o programa de astronautas. Filha de dois imigrantes, ela é formada em biologia, biologia marinha e estudos espaciais e é um piloto privado.
Ela trabalhou para a Lockheed Martin de 2000 a 2003 apoiando a pesquisa em fisiologia humana, e passou tempo como aquanauta no habitat subaquático da NASA na costa da Flórida, a bordo da experiência Neemo.
Meir ainda não chegou ao espaço, mas está programada para voar para a ISS ainda este ano onde irá permanecer durante seis meses.

 

Kate Rubins (bióloga molecular especializada no estudo de vírus)

Selecionada pela NASA em 2009 para o Astronaut Corps, Rubins registrou 115 dias no espaço a bordo do ISS em 2016. Rubins é microbióloga e liderou pesquisas em estudos sobre o vírus da Varíola, Ebola e Marburg.
Rubins foi a primeira pessoa a sequenciar o DNA no Espaço e tem no seu CV 115 dias no Espaço e duas EVA’s ou spacewalks, com uma duração total de 12 horas.

Formada em Biologia Molecular pela Universidade da Califórnia em San Diego e com uma licenciatura e Ph.D. em Biologia do Cancro da Universidade de Stanford. Tem-se dedicado à investigação no Laboratório de Doenças Infecciosas do Salk Institute, principalmente na área do HIV-1.

Kate juntamente com cientistas do Instituto de Pesquisa Médica do Exército dos Estados Unidos, na área de Doenças Infecciosas e de Controle e Prevenção de Doenças,  desenvolveram o primeiro modelo de infecção por varíola. 

 

Shannon Walker (toda a carreira dirigida a um só objectivo: ser astronauta!)

Walker nunca trabalhou em mais nada que não no “Espaço”. Mal acabou o curso de Física, foi para a NASA trabalhar como controladora de voo de sondas espaciais na NASA (área de robótica da Estação Espacial Internacional) e logo aos 22 anos.

12 anos depois de entrar na NASA foi enviada a Moscovo para fazer parte de uma equipa que iria trabalhar em desenvolvimentos da ISS- Estação Espacial Internacional juntamente com as Roscosmos – Agência Espacial Russa.

Apenas um ano depois regressou a Houston para ficar destacada para funções técnicas relativas à ISS, até  finalmente ser selecionada para o grupo de astronautas em 2004.

Tem um mestrado e doutoramento em Física, e a sua ascensão foi completamente direccionada desde o primeiro minuto para chegar um dia a integrar o Corpo de Astronautas dos USA. Em 2010 passou 163 dias no Espaço.

 

Stephanie Wilson (a astronauta “veterana”)

Não parece mesmo nada mas Stephanie tem 52 anos. Foi selecionada para o Corpo de Astronautas em 1996 e completou mais viagens no Espaço do que qualquer das suas colegas, ainda que por temporadas mais curtas.

Voou a bordo da Space Shuttle (Vai-Vem) em 2006, 2007 e 2010. Tem uma experiência de 42 dias no Espaço.

É licenciada em Engenharia Aerospacial em Harvard. Integrou o Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA e trabalhou com a sonda Galileo que explorou Júpiter.

O seu mestrado em Engenharia Aerospacial na Universidade do Texas foi financiado pela própria NASA.

Foi uma das astronautas que teve o sangue-frio para regressar ao Espaço logo a seguir da tragédia com o Space Shuttle Columbia em 2003 e depois do ano das “más experiências” no Discovery… É de facto preciso ter muito sangue-frio!!!

Sunita Williams (Veterana com 300 dias de Espaço)

Um currículo invulgar: Williams foi selecionada como astronauta em 1998. Ela voou duas vezes para o Espaço: primeiro em 2006, quando completou quatro EVA’s ou Spacewalks, tendo nessa altura passado mais de seis meses na estação espacial. A sua segunda missão foi em 2012, durante a qual passou quatro meses no espaço.
Tem 53 anos de idade e está atualmente a treinar para ser uma dos astronautas da Starliner da Boeing, estando programada a realização da sua terceira missão espacial de longa duração a bordo da ISS. Tudo dito, Williams passou um total de 322 dias no Espaço,  com mais de 50 horas Spacewalks (EVA’s). Sunita é uma máquina “acumuladora” de experiência…

Poderá a NASA estar a pensar em enviar a Sunita Williams à Lua, em 2024???

 

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