O Capturas na Rede é um observatório. Lemos e analisamos, em busca dos algoritmos que definirão os nossos amanhãs. Falamos da visão de Jack Kirby. De como se podem enganar carros autónomos. Da relação entre Inteligência Artificial e arte. De sistemas mecânicos de busca de informação. E não resistimos a uma história muito marota dos astronautas da Apollo 12.

Novos Algoritmos Digitais

Ghosts Only Cars Can Perceive: Intrigante. Uma técnica de spoofing que projeta imagens indetetáveis pelo olhar humano, mas detetáveis pelos sensores de carros autónomos. Com isso, torna-se possível manipular os seus trajetos, ou provocar acidentes, forçando os veículos a agir perante sinais que não existem.

The Underworld of Online Content Moderation: Quais são as consequências para quem está nas trincheiras das redes sociais, a analisar todo o material que é considerado não apropriado? Duras, muito duras. Ao ponto de levar a perder a confiança nas pessoas, por se estar tão exposto a comportamentos inacreditáveis.

Machine learning has been used to automatically translate long-lost languages: Intrigante. Uma vez que a linguística conseguiu estabelecer um conjunto de regras que ditam a evolução das línguas, estas investigações em IA transformam-nas em parâmetros que podem auxiliar na descodificação de línguas extintas.

In Streaming Age, Classical Music Gets Lost in the Metadata: Aparentemente, a forma como os serviços de streaming musical etiquetam a música está otimizada para o pop, e formas musicais maus complexas perdem-se, ocultas por motores de recomendação que não as encontram. O fundamental neste artigo é perceber que a forma como formatamos meta-dados tem impactos diretos na capacidade de aceder a artefatos culturais na era digital.

Where We See Shapes, AI Sees Textures: Arquivar na categoria de comportamentos inesperados de algoritmos de inteligência artificial. Ao analisarem imagens, estes algoritmos não detetaram as suas formas, mas sim as texturas. Isto tem enormes implicações no domínio das aplicações da visão computacional.

How One Meme Reveals the Difference in How Humans and AI “See”: Mais um artigo a debruçar-se sobre as fronteiras estéticas da inteligência artificial. É de recordar que, para a máquina, as imagens não fazem qualquer sentido específico. É o nosso olhar, a nossa perceção, que lhes confere significado.

Ahead of 2020, Beware the Deepfake: Usar algoritmos de IA como arma de desinformação em ambientes mediatizados digitais durante campanhas eleitorais? Bem vindos ao novo normal.

Endless AI-generated spam risks clogging up Google’s search results: É garantido que, por aqui, isso não se passa. Os textos são cem por cento escritos por humanos. Mas fica no ar a questão. À medida que os algoritmos de IA capazes de produzir texto vão evoluindo, quanta da informação que lemos online é real e relevante, e não um texto automatizado para otimizar SEO e publicidade?

Machine Learning For Art – Deep Kitsch Or Creative Augmentation?: Um argumento certeiro. Usar algoritmos e ferramentas de IA que geram imagens por si só, não é especialmente interessante ou sequer prática artística. O efeito surpresa vai-se desvanecendo quanto mais clicamos nos botões de geração aleatória de estilos e iconografias. Mas estas não deixam de ser ferramentas importantes para a expressão artística, se quem as usar as usar para criar um diálogo entre si e a sua técnica, e com isso ser capaz de produções verdadeiramente originais, híbridas entre a estranheza da IA e a intuição humana do que é belo.

Computer from NASA’s Apollo program reprogrammed to mine bitcoin: Não foi bem para isto que criaram o Apollo Guidance Computer, e não esperem ficar ricos a minerar bitcoin em hardware vintage. Parede daquelas ideias que se implementam pelo simples argumento de e porque diabos não havíamos de o fazer?

Mundos Ficcionais

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Jack Kirby’s robots: Diga-se que o gosto pelo traço de Kirby é algo que se adquire, há algo de imediatamente brutal na forma como desenhava que, à primeira, pode ser desencorajador. Mas quando se aprende a apreciar os seus desenhos, percebe-se a espetaculariade.

Satirical Staple ‘MAD’ To Exit Newsstands And Recycle Its Classic Material: E, discretamente, termina toda uma era dos comics. A MAD Magazine é uma publicação longeva e lendária, datando dos anos 50, e se isto não é um final anunciado, diga-se que transformá-la numa publicação que apenas recicla material antigo e só terá uma edição nova anual é torná-la num zombie editorial.

O Kino-Pop e o Canal 180: Deparei com este canal naqueles momentos de cansaço extremo/tédio profundo em que faço zapping e fiquei abismado com a sua estética arrojada. Ainda por cima, dá espaço a Edgar Pêra. Só tenho um comentário: inserir aqui emoji do coração.

La magia de los 70 mm: qué hace que una película grabada en este formato sea tan especial y obsesione a tantos directores: Quem gosta de cinema, percebe. Nada como a espetacularidade dos 70 mm, tão bem usada para mostrar paisagens avassaladoras em filmes. Recordo particularmente Lawrence of Arabia, com as incríveis visões do deserto, ou a perfeição de 2001. Este formato, difícil de filmar, ainda hoje é usado por realizadores como escolha estética. O impacto visual deste formato é sempre tremendo.

Review – A Batalha da Escuridão / The Dark Sea War Chronicles: No portal internacional da FC e Fantástico português, discute-se um dos mais divertidos livros de FC portuguesa editadas este ano.

Spectre es el antihéroe con más superpoderes, y a Superman y el Dr. Manhattan les supera Wonder Woman: Uma discussão verdadeiramente geek. Quem, de entre os personagens do género super-heróis, é o mais poderoso? A resposta é algo surpreendente para quem só conhece os principais personagens: The Spectre, um herói de poderes supra-divinos, com uma moralidade muito própria.

A Fronteira Final

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Rare image of US Air Force’s secretive space plane in orbit: O X-37 é aquela nave espacial que ninguém sabe precisamente para que serve e o que faz, apenas que é lançada pela USAF regularmente em missões de longa duração. Agora, um astrofotógrafo, usando algoritmos de pesquisa, conseguiu tirar algumas fotos desta nave secreta em órbita.

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Airmen’s prank on Apollo 12 crew led to pornography being brought to the moon: Pois, realmente, quem é que se lembra dos segundos a chegar à Lua? Aparentemente, uma equipa bem disposta de astronautas, conhecida pelo seu bom humor e pelas partidas que pregavam entre si. Como esta, muito malandra, de inserir fotos de mulheres em trajes menores nos manuais da missão. Foram os segundos a pisar solo lunar, mas têm a dúbia honra de terem sido os primeiros a levar imagens da Playboy para a Lua…

Declassified U2 Spy Photos Reveal New Archaeological Findings: Tecnologia militar dos anos 60 e arqueologia moderna. As fotos secretas tiradas em antigos voos de reconhecimento e que agora estão a ser tornadas públicas são uma valiosa fonte primária para arqueólogos, que as analisam em busca de vestígios de civilizações passadas.

Leituras Soltas

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El impresionante archivo electromecánico de la seguridad social checa: Isto, de facto, existiu. Um arquivo mecanizado, verdadeiro cenário de algoritmos dieselpunk, de informação sobre cidadãos. Um sistema semi-automatizado de arquivo e consulta de informação pré-digital.

First battery-powered cruise ship sails for the Arctic: É melhor não se deixarem enganar pelo título. O navio de cruzeiro não é exclusivamente operado a baterias, estas complementam o motor a diesel tradicional. É híbrido, e o combustível será usado na maior parte da sua viagem. Não deixa de ser um interessante passo no sentido de tecnologias de navegação mais ecológicas, mas não é assim tão arrojado.

Why Talented People Fail Under Pressure: É daquelas coisas que acontece a todos, naqueles momentos de maior pressão. Não tem a ver com falta de preparação, mas com o nosso córtex frontal a complicar desnecessariamente as coisas. Aqui, algumas técnicas para enganar a biologia.

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Pode a Inteligência Artificial criar arte? Os robots pintores mostram-nos como.

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Professor de TIC e coordenador PTE no AEVP onde dinamiza os projetos As TIC em 3D, LCD - Clube de Robótica; Fab@rts: o 3D nas Mãos da Educação, distinguido com prémio de mérito da Rede de Bibliotecas Escolares. Distinguido com o prémio Inclusão e Literacia Digital em 2016 (FCT/Rede TIC e Sociedade). Licenciado em ensino de Educação Visual e Tecnológica, Mestre em Informática Educacional pela Universidade Católica Portuguesa. Correntemente, frequenta pós-graduação em Programação e Robótica na Educação pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Tutor online na Universidade Aberta. Formador especializado em introdução à modelação e impressão 3D em contextos educacionais na ANPRI (Associação Nacional de Professores de Informática) e CFAERC. Co-criador do projeto de robótica educativa open source de baixo custo Robot Anprino. Colaborador do fablab Lab Aberto, em Torres Vedras. O seu mais recente projeto é ser um dos coordenadores do concurso 3Digital, que estimula a utilização de tecnologias 3D com alunos do ensino básico e secundário.