A primeira cidade inteligente ou cidade futurista foi pela primeira vez anunciada em Outubro de 2017, pela Arábia Saudita. Terça-feira passada o sonho de Mohammad bin Salman apareceu novamente, mas desta vez com o anúncio de investimento de US$ 500 bilhões do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita e com investidores internacionais, como os russos da SABIC Riad, com o objectivo de construir Neom. Foi apresentado ainda um vídeo promocional anunciando que com esta cidade, começou a Hipermodernidade.

Este anúncio foi destaque de abertura na conferência internacional de negócios de três dias em Riyadh, onde participaram mais de 3.500 pessoas e 88 países.

São 26.500 quilómetros na região fronteiriça entre Arábia Saudita, Jordânia e Egipto, que serão ligadas através de uma ponte sobre o Golfo de Aqaba: a ponte Rei Salman, que ligará o Egipto e a Arábia Saudita.

Neom será do tamanho da Bélgica e deverá através do trânsito económico do Mar Vermelho, movimentar um décimo do comércio mundial. Fazendo outras contas, terá 33 vezes a área de terra da cidade de Nova York. Será uma hiper “City that never sleeps”, como diria Sinatra.

Um mundo à parte: terá um governo próprio, as suas próprias leis tributárias e sistema judiciário também autónomo.

Esta iniciativa está inserida no plano Saudi Vision 2030 iniciando uma era pós-petróleo, visando reduzir a excessiva dependência da Arábia Saudita dos combustíveis fósseis substituído-os por energias renováveis. Já o fundo de US$ 500 bilhões resultará de um   programa de privatização, incluindo a venda de 5% da gigante do petróleo Saudi Aramco, que vai permitir o encaixe de 300 bilhões de dólares.

O dinheiro não parece ser um impedimento a este projecto, uma vez que Bin Salman anunciou também mais de meio trilhão de dólares nos próximos anos, de investimentos privados adicionais. Segundo ainda o Governo de Riyadh, tanto Nova York como Londres, Tóquio e Hong Kong estarão interessados nas acções da Aramco.

Sabe-se que será Klaus Kleinfeld, presidente e CEO da Alcoa Inc e da Siemens AG a liderar o desenvolvimento desta megalópole (cidade gigante), chamada Neom.

A cidade dos robôs!

Tudo em Neom será automatizado e os robôs vão desempenhar funções críticas como segurança, mas também logística com entregas ao domicilio, numa cidade que será completamente abastecida por energia solar e energia eólica. Táxis voadores, um Jurassic Park de robôs, professores holograma, uma lua e chuva artificiais, tudo isto haverá em Neom.

Não há assim tantos pormenores, no entanto já se sabe que Neom se irá concentrar em setores como energia e água, biotecnologia, alimentos, manufatura avançada e entretenimento, de acordo com declarações do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman.

Falando na Future Investment Initiative em Riyadh, o príncipe herdeiro fez um claro apelo ao empreendedorismo, anunciando que nesta “cidade inteligente” as pessoas com visão terão a sua oportunidade.

Há rumores de que a Tesla e Elon Musk serão envolvidos neste projecto, até pela tecnologia dos veículos autónomos desenvolvida pela Tesla.

A primeira secção de Neom estará construída até 2025 e obrigará à recolocação de 20.000 que serão expropriadas da zona de construção. Todas estas informações foram avançadas pelo Wall Street Journal que teve acesso ao documento de planeamento de Neom com 2.300 páginas.

Paris e o mundo em mudança!

As cidades estão a mudar por todo o mundo. Não há avanços tecnológicos dissociados de um novo paradigma de cidade.

E por isso está agora mesmo a ser construída uma torre alta em Paris. É feita inteiramente em madeira recondicionada, e desenhada para albergar um grande número de espécies vegetais, que lhe vai marcar o seu aspecto exterior.

A empresa italiana Stefano Boeri Architetti é responsável pelo design, tendo o projecto sido nomeado de Forêt Blanche (“Floresta Branca”). Definido para ser erguido no subúrbio parisiense de Villiers-sur-Marne, Forêt Blanche terá 54 metros de altura e será coberto por quase 2000 árvores, arbustos e plantas.

Esta construção será de fácil identificação pelas suas largas varandas com árvores, pelos andares inferiores com apartamentos de luxo e terraços ocupando os quatro cantos do edifício. Terá iluminação e ventilação natural.

Esta é a receita para exaltar a luta contra a mudança climática e promover a biodiversidade em ambientes urbanos. Também a Floresta Branca é a marca da chegada das cidades inteligentes. Neste conceito as plantas absorvem dióxido de carbono o que permitirá, se este tipo de construção passar a ser adoptada, o combate ao aquecimento global.

A Floresta Branca do arquitecto Stefano Boeri. Image Credit: Stefano Boeri Architetti

As previsões… O que vai ser o Futuro?

Há quem se preocupe em pensar o Futuro. Isto porque o mundo mudou muito em cerca de 100 anos. Em 1918 tivemos a epidemia da gripe, exactamente no ano do fim da 1ª Grande Guerra. Esta pandemia reivindicou mais 20 a 40 milhões de vidas. Foi trágico!

Também nesse ano foram estabelecidos os horários de Verão e começámos a ter correio aéreo com a emissão do primeiro selo de mercado de avião.

Hoje em dia ninguém morre de gripe, ou de varíola que foi erradicada em 1977, até porque entretanto apareceram os antibióticos.

Hoje vivemos num ritmo vertiginoso de avanços tecnológicos, que até é difícil de acompanhar ou perceber completamente. Recentemente fomos informados sobre a  tecnologia de Neurolink, que irá transformar o cérebro num computador…

Por todas estas razões alguns estudiosos começaram a pensar como seria o mundo daqui a 100 anos.

As previsões: 2118 e as cidades do Futuro…

Em 2118 os carros não terão condutor e isso será ponto assente. Teremos mais e melhores maneiras de nos locomover. Seremos mais ecológicos ou teremos que abandonar o planeta Terra.

Não é Sci-Fi: a Tesla querer atingir a autonomia 5 (carros independentes dos humanos), ainda antes de 2030. E também na China começam a chegar os comboios movidos a energia solar, o que marca a preocupação ecológica.

Espera-se uma cidade em 2118 que possa consertar-se a si própria, usando robôs ou self-healing. Não haverá buracos para que os carros nos possam conduzir em segurança.

Deverá chegar o Rendimento Universal Único, porque a Inteligência Artificial estará encarregue de quase todos os trabalhos. Em especialidades como a Medicina, os robots apenas auxiliarão os seres humanos, não tomando conta deste tipo de funções.

Iremos ver pessoas com exoesqueletos a realizar algum tipo de funções que impliquem força ou destreza, e a Impressão 3D estará em toda a parte. A quase totalidade dos nossos items pessoais será impressa em 3D.

E por falar em 3D, haverá em 2118 úteros artificiais. Para quem não sabe já foram testados fetos artificias em carneiros. Também as doenças genéticas vão desaparecer com a edição de genes CRISPR. Desta forma distúrbios imunológicos e inflamatórios, cancro e condições genéticas muito provavelmente desaparecerão, de acordo com o defendido por Phil Gold, professor do Centro de Pesquisa Clínica da Universidade McGill.

Também o planeta ficará muito mais quente. Um estudo de 2015 previu o fim do gelo no Verão, na Gronelândia, até 2050. O nível do mar no mundo inteiro está a caminho de subir entre 0,6 a 0,9 metros até 2100.

Vão haver eventos climáticos mais frequentes e fatais, e cerca de 4 milhões de pessoas terão que ser deslocadas por causa destes eventos.

As nossas cidades em 2118 vão reflectir estas preocupações todas. Pensando bem, até é possível tentar perceber como será o futuro das nossas cidades dentro de 100 anos.

 

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