Créditos: NASA

Estamos a um ano apenas de lançar 4 missões a Marte, a começar em Julho de 2020. Estas estarão entre as últimas missões antes de tentarmos recolher amostras de Marte para as devolver à Terra.

Marte: ir e voltar!

Chegar até ao planeta vermelho é complicado: são 54.6 milhões de quilómetros para chegar a Marte e pelo menos outro tanto para regressar (se quisermos recolher amostras, como iremos fazer no futuro). A questão é que tanto o movimento da Terra como o movimento de Marte nas suas órbitas dificulta esta missão. Por exemplo quando a sonda chegar a Marte, Marte já não estará à mesma distância que estava da Terra, na altura do lançamento da sonda de exploração. E não estará porque demora 8/9 meses até chegar a Marte, e os planetas seguiram a sua rota.

Por esta razão a distância média entre a Terra e Marte é de 225 milhões de quilómetros e a distância máxima a que Marte pode estar da Terra, com a sua órbita mais lenta do que a do nosso planeta (a órbita de Marte em torno do sol é de 687 dias terrestres), é de 401 milhões de quilómetros.

São 8/9 meses de viagem em média. Muito, para quem por exemplo compara com uma viagem entre a Europa e os Estados Unidos, que demora em média 8 horas e onde se percorre apenas 8.000 Km. Uma distância tão curta dificulta a percepção do que serão 55 milhões de Km…

Se nada se alterar no plano tecnológico, lembramos que a primeira nave espacial a fazer uma viagem da Terra até Marte foi a Mariner 4 da NASA, lançada no dia 28 de Novembro de 1964 e tendo chegado a Marte a 14 de julho de 1965, tendo realizado com sucesso uma série de 22 fotografias. O tempo total de voo da Mariner 4 foi de 228 dias (7 meses e meio).

A segunda missão bem sucedida a Marte foi a Mariner 6. Decolou a 25 de fevereiro de 1969 e atingiu o planeta vermelho a 31 de Julho de 1969; um tempo record de voo de apenas 156 dias. Houve também o sucesso da Mariner 7 com apenas 131 dias para fazer a viagem. Já a Mariner 9, a primeira nave espacial a atingir com sucesso a órbita de Marte, foi lançada no dia 30 de maio de 1971 e chegou no dia 13 de novembro de 1971, numa viagem que durou 167 dias. E estas foram as sondas mais rápidas.

Se compararmos com a última sonda a pousar em Marte, a InSight, lançada da Vandenberg Air Force Base na California, a bordo de um Atlas V-401, a 5 de Maio de 2018 e que chegou a Marte 26 de Novembro de 2018 (7 meses), vemos que não há grandes oscilações: o padrão mantido nos últimos 50 anos de exploração leva-nos a crer que nos próximos 10 anos não possa ser possível ultrapassar a meta de 150 a 300 dias numa viagem para Marte.

4 missões em 2020 vão ter que ultrapassar este desafio!

A primeira missão será a do “caçador de vida” Mars 2020 rover que vai abandonar o planeta Terra a 17 de Julho de 2020.

E a bordo do Mars 2020, debaixo da “barriga” do rover, voará também um pequeno  helicóptero, que quer fazer uma exploração mais ampla de Marte. É o Marscopter!

 

Também o ExoMars, rebatizado de Rosalind Franklin, seguirá 8 dias logo a seguir!

Planeado para ser lançado em Julho de 2020, este vai ser o primeiro rover da ESA (European Space Agency) em Marte. Este rover movido a energia solar, vai procurar durante 7 meses (218-sol) vestígios de vida passada em Marte. Vamos ter uma verdadeira corrida com o Mars 2020, para ver quem descobre primeiro o quê…

O Rosalind vai pesar 295 kg e será aproximadamente 60% maior do que os rovers de 2004 da NASA (o Spirit e o Opportunity), mas cerca de um terço do tamanho do rover Curiosity lançado em 2011.

Ambos os veículos (ExoMars e Mars 2020), pousarão em fevereiro de 2021 e vão à procura de vida extraterrestre em Marte.

 A China também pretende aproveitar a janela de oportunidade em meados de Julho de 2020 para a sua missão Mars Global Remote Sensoring Orbiter e Small Rover, também conhecida como HX-1.

Como o nome sugere esta missão incluirá um orbitador e um robô, que entre eles levarão 13 instrumentos científicos para estudar Marte.

O rover movido a energia solar pesa 240 kg ou seja, é duas vezes mais pesado do que o rover Yutu que pousou na Lua com a missão Chang’4.

A última missão de 2020 será a missão a dos Emirados Árabes Unidos. A missão Hope Mars dos Emirados Árabes Unidos, também conhecida como Emirates Mars Mission, decolará do Japão no topo de um foguete H-IIA e chegará ao Planeta Vermelho no início de 2021 – o ano em que os EAU completam 50 anos.

Se tudo correr bem, os Emirados Árabes Unidos terão uma sonda espacial em órbita de Marte até 2021..

Anunciado em Julho de 2014 pelo Sheik Mohammed bin Rashid, vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos e Governante do Dubai, a Emirates Mars Mission deve ser lançada em Julho de 2020, enviando a sonda até ao Planeta Vermelho. Espera-se que chegue sete meses depois ou melhor, apenas meio século depois da fundação do país, uma união de sete emirados no Golfo da Arábia.

Tudo indica que esta história vai acabar bem, graças a um longo estudo de viabilidade que começou no final de 2013.

Esta sonda construída em alumínio terá um rastreador de estrelas, bem como uma série de painéis solares e propulsores, encaixados no tamanho de um carro pequeno. Incluirá também equipamentos de imagem e espectrometros ultravioleta e infravermelhos que ajudarão os cientistas a entender a dinâmica e o clima das diferentes camadas da atmosfera de Marte, numa missão que está planeada para 2 anos.

A missão “visa coletar informações sobre as camadas meteorológicas de Marte e estudar as causas da perda de hidrogénio e oxigênio, os dois principais constituintes da água, da camada superior da atmosfera marciana”, informou o Gulf News, dos Emirados Árabes Unidos.

Com a chegada destas missões a população robótica de Marte irá chegar aos dois dígitos. Atualmente, estão duas missões operacionais em Marte: o rover Curiosity e a InSight da NASA, além de seis orbitadores em volta do planeta (MAVEN, Mars Odyssey e Mars Reconnaissance Orbiter da NASA; a europeia Mars Express e a ExoMars Trace Gas Orbiter europeia e russa; além da indiana Mars Orbiter Mission).

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