C2Land

Os aviões modernos já têm a capacidade de aterrar de forma automática. Mas estes sistemas não são verdadeiramente autónomos, e dependem da infraestrutura dos aeroportos. Investigadores da Universidade Técnica de Munique estão a desenvolver uma tecnologia de visão computacional que permite a um avião aterrar de forma completamente autónoma. O piloto deixa de ser necessário.

C2Land: Facilitar a Tarefa dos Pilotos

Aterrar de forma automatizada já é possível, e é um procedimento rotineiro na aviação comercial. Mas este automatismo não representa verdadeira autonomia. O processo depende dos sistemas ILS (instrument landing system). Este envia continuamente sinais de rádio que guiam o piloto automático numa aterragem segura. Uma tecnologia que é especialmente útil em condições atmosféricas de baixa visibilidade. No entanto, trata-se de uma automatização, e não de um verdadeiro sistema autónomo que reaja perante o ambiente e tome decisões.

O trabalho dos investigadores alemães no projeto C2Land utiliza algoritmos de visão computacional para controlar a aterragem de uma aeronave. Depende do input de duas câmaras. Uma funciona no espetro visível. Outra na gama dos infravermelhos. Combinando os sinais óticos destes instrumentos, o algoritmo consegue analisar o terreno que sobrevoa em quaisquer condições de luminosidade. Embora não dependa de GPS, o sistema compara-os com os dados visuais para verificações mais rigorosa. Ainda dispõe de algoritmos de geração de percursos virtuais, para guiar os sistemas fly by wire da aeronave na aterragem.

O projeto C2Land não pretende substituir os pilotos. O seu objetivo é desenvolver um sistema complementar que permita, para já, a pequenas aeronaves dispor de condições de aterragem em segurança em aeroportos cujas dimensões não justifiquem a instalação de equipamentos ILS. No entanto, este não deixa de ser um passo importante no desenvolvimento de tecnologias aeronáuticas totalmente autónomas.

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Professor de TIC e coordenador PTE no AEVP onde dinamiza os projetos As TIC em 3D, LCD - Clube de Robótica; Fab@rts: o 3D nas Mãos da Educação, distinguido com prémio de mérito da Rede de Bibliotecas Escolares. Distinguido com o prémio Inclusão e Literacia Digital em 2016 (FCT/Rede TIC e Sociedade). Licenciado em ensino de Educação Visual e Tecnológica, Mestre em Informática Educacional pela Universidade Católica Portuguesa. Correntemente, frequenta pós-graduação em Programação e Robótica na Educação pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Tutor online na Universidade Aberta. Formador especializado em introdução à modelação e impressão 3D em contextos educacionais na ANPRI (Associação Nacional de Professores de Informática) e CFAERC. Co-criador do projeto de robótica educativa open source de baixo custo Robot Anprino. Colaborador do fablab Lab Aberto, em Torres Vedras. O seu mais recente projeto é ser um dos coordenadores do concurso 3Digital, que estimula a utilização de tecnologias 3D com alunos do ensino básico e secundário.