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Tpkyo, vista pela lente de Hosokawa Ryohei.

Rastrear o futuro também implica saber olhar para trás. Meditando no passado, na história da tecnologia e sociedade, percebemos como chegámos aos desafios contemporâneos. E é também interessante rever os futurismos do passado, ver como os nossos antepassados imaginavam os anos vindouros. Podem explorar estas visões na secção sobre retrofuturismo. De resto, olhamos para as consequências do aquecimento global, vemos com a guerrilha urbana em Hong Kong se adapta para combater tecnologias de videovigilância,  não se foge à problemática do 8Chan. E porque sonhar futuros é uma excelente forma de os fazer nascer, partilhamos muitas novidades sobre ficção científica. No entanto, o melhor achado destas Capturas está na secção de espaço: fotos inéditas dos testes aos foguetões V2 em White Sands, tiradas por um dos engenheiros que lá trabalhou em 1945.

Tecnologias para o Futuro

Beautiful, spirographian images created with metal and wood drawing machines: Daquelas fantásticas interseções entre arte e tecnologia.

do your :bit Resources: Planos e ideias para projetos de programação com o Micro:Bit sobre os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.

Scratch cards for micro:bit: Um excelente ponto de partida para utilizadores da linguagem de programação Scratch que queiram experimentar o Micro:Bit.

Work Ruined Email: A ler um livro sobre os primórdios da internet, deparei com esta pérola – aparentemente, pouco depois do email ter sido inventado (notem que estamos a falar do final dos anos 60 do século XX) e o seu uso se começar a disseminar, já havia quem se queixasse de sobrecarga de mensagens, ou quem se orgulhasse de ser tão eficiente nas respostas que fazia o que hoje chamamos de inbox zero.

Virtual reality shows new promise for some kinds of surgical training: Na verdade, não há nada de novo aqui. Uma das grandes vantagens da realidade virtual em termos educacionais está precisamente na forma como pode ser usada para, de forma segura e barata, treinar procedimentos médicos ou outros em ambientes imersivos. Não substitui a prática real, claro, mas em situações onde esta é complexa de conseguir, ou perigosa, ajuda e muito a treinar profissionais. Na verdade, a cirurgia está a descobrir aquilo que os pilotos de aviões já sabem há muito: um ambiente virtual bem concebido é um elemento fundamental de treino de competências procedimentais.

8chan’s new internet host was kicked off its own host just hours later: O intrigante, e relevante para o nosso ponto de vista, desta história não é a colocação offline de um site decididamente infeto. Está no vislumbre que nos dá sobre as infraestruturas da internet, e o ecossistema de empresas que presta serviços fundamentais, mas são praticamente invisíveis para a maior parte dos utilizadores da rede.

Cost Of Non-Europe In Robotics And Artificial Intelligence: A Comissão Europeia não é muito conhecida pela sua rapidez de reação, o que não significa que não esteja atenta às tendências que estão a moldar o nosso futuro. E sabe que é preciso um investimento europeu mais forte na Inteligência Artificial, sob pena de passarmos a um terceiro plano face aos Estados Unidos e China.

Mundos da Ficção Científica

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ADVENTURES IN SCIENCE FICTION COVER ART: THE SURREAL CITYSCAPE COVERS OF LUDOVICO DE LUIGI: O título do post diz tudo. O surrealismo destas capas de edições italianas de livros de Ficção Científica é notável.

Cyberpunk: Interessados neste género no cinema? Explorem as sugestões desta lista.


STAR TREK art by Robert McCall: É preciso explicar?

Time Travel (31 eBooks to Download): Sugestões de leitura muito clássicas de Ficção Científica que tocam no tema das viagens no tempo. Assumo que sejam todas obras de domínio público.

Comandante Serralves (Commander Serralves) – Who doesn’t like Portuguese space rebels?: Um dos mais divertidos projetos de FC portugueses. Um universo partilhado de space opera, que desafia regularmente escritores a criarem contos e obras multimédia que o expandam.

”EAGLE” – THE PAN-EUROPEAN SCIENCE FICTION & FANTASY MAGAZINE: Uma iniciativa intrigante. Usando o inglês como língua franca, esta iniciativa editorial promete publicar ficção científica de toda a europa. Faz todo o sentido, e é uma iniciativa necessária. Um dos grandes problemas que sentimos, como fãs do género, está nas barreiras linguísticas. Sabemos que há excelente FC a ser publicada um pouco por toda a Europa, mas raramente a conseguimos ler.

Zuihitsu: Or, Follow The Brush: Provavelmente, das melhores definições que já li do ato de blogar. O saltitar entre temas, o fluxo pessoal de inspiração, não necessariamente linear, é o espírito dos artigos partilhados. É diferente do ensaio, ou do artigo jornalístico, embora muitos blogs pareçam seguir esse caminho.

Hipermodernidade Contemporânea

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Casablanca’s Gift to Marrakech and the Birth of Morocco’s Modern Art Movement: Intrigante. Um movimento artístico nos anos 60 trouxe o modernismo a Marrocos, fundindo a abstração já presente na arte tradicional islâmica com o estilo abstracionista do alto modernismo.

 

 

Gerrilha urbana bem feita. Como é que se combate o aparato de vigilância digital? Os que estão a protestar em Hong Kong adotaram a técnica de apontar lasers para câmaras e outros dispostivos, uma forma de encalhar a engrenagem algorítmica de hipervigilância chinesa.

Ainigma: Ou os mistérios das decisões black box de algoritmos de Inteligência Artificial. O Near Future Laboratory a fazer aquilo que faz melhor, a rastrear o futuro.

The Military-Style Surveillance Technology Being Tested in American Cities: Não há limites geográficos para a liberdade de captura de imagens em espaços públicos. A mesma liberdade aplica-se quer ao fotógrafo amador de rua quer ao satélite de vigilância. O resultado? Uma forma inesperada de teste a novas tecnologias de videovigilância.

Stunning Night Photos of Tokyo’s Streets by Hosokawa Ryohei: E por espantosas, são mesmo de deixar o queixo caído, com a estética noturna de luz, cor e néon.

À espera de Agosto: Este é o mês de regresso sazonal de muitos que estão a viver e trabalhar lá fora, tratado com a habitual lente de parolice pelos meios de comunicação, e o gozo com os avecs nas redes sociais. A sua exuberância choca, e são fortemente gozados ao falarem um português interjeitado com expressões dos países onde estão a viver. Este texto segue outra via, a do testemunho de um filho de emigrantes. E agora questiono-me. Como sociedade, ridicularizamos as geração anteriores de emigrantes, que de facto não primaram pelo nível educacional. Não uma falha pessoal, mas social, a baixa escolarização é uma condição da pobreza em que o país vivia. Mas, e como vamos reagir aos recentes emigrantes, forçados a sair do país durante os anos agudos da crise, cujo nível educacional é geralmente o superior? Suspeito que não hajam avecs de colarinho branco…

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A Heatwave in Greenland: Isto não é normal, ou aceitável, sob quaisquer circunstâncias. Estamos demasiado próximos de um ponto de viragem terminal em termos ambientais, se é que não o ultrapassámos já. As imagens são belas, mas o degelo acelerado numa Gronelândia sob onda de calor tem consequências graves à escala planetária.

Burning Down the House: As alterações climáticas são o maior desafio que enfrentamos enquanto espécie. Estamos numa era de maravilhas, em que a tecnologia nos coloca no limiar do super-humano, mas a base de tudo o que somos está em decadência acelerada. Não há planeta B, e mesmo que houvesse, não poderíamos desdenhar este que é o nosso berço. Se queremos um futuro nas estrelas, temos também que cuidar do nosso planeta, sob pena de não termos futuro. O desesperante? Ver que a sociedade global satisfaz-se com medidazinhas do tipo combate às palhinhas, enquanto aumenta alegremente as emissões de gases causadores do efeito estufa. Recordam-se de quando se achava que o degelo permitir a navegação desimpedida ao longo do norte do Canadá ser algo assustador? Isso, hoje, é o normal.

Retro Futuros

Deutschland im Jahre 2000: É sempre interessante olhar para estas visões que, no passado, tentavam antever o futuro.

En Japón un técnico informático se encarga de que este ordenador de 1959 siga funcionando 60 años después: Se a vossa primeira reação a este artigo for aquele humor negro de administrador de sistemas que diz hey, se funciona, não mexe, leiam-no com atenção. Aqui trata-se de um esforço de preservação digital de um artefacto da história da computação no Japão.

I assure you, medieval people bathed.: Por cá, verão é também sinónimo viral de festivais medievais, que no fundo são uma visão muito romântica da época. Este ano, Óbidos contou com dragões, que como bem sabemos pelo registo histórico eram animais comuns nessa altura (*ironia, não vá alguém ler isto literalmente). Apesar destas lentes coloridas, algo que os historiadores têm desafiado é a visão da Idade Média como um tempo de retrocessos. Aqui está um excelente exemplo: as atitudes medievas face à higiene corporal estavam muito próximas das nossas.

The Birth of the Semicolon: Ponto e vírgula, disseram? As marcas ortográficas que nos ajudam a ler o discurso escrito tiveram que ser criadas e normalizadas.

These Robot Burlesque Dancers Were a Less Advertised Part of the 1939 New York World’s Fair: Isto é tão Yoshiwara, pensei quando li. Ok, explicando: no filme Metropolis de Fritz Lang, Yoshiwara é o nome do bairro de casas de lanterna vermelha onde o andróide Maria criado por Rottwang se vai mostrar para difamar o caráter da verdadeira Maria. Estas referências não vêem ao acaso – este é o nome da antiga zona de prostituição de Edo, a antiga capital do Japão. Impossível não pensar nisto ao ver estes algo marotos robots animatrónicos que estiveram na lendária Exposição Mundial americana dos anos 40.

O Futuro Está no Espaço

V-2 Program at While Sands Proving Ground: Através das fotos amadoras de um técnico de rádio que trabalhou com os foguetões V2 trazidos para os Estados Unidos no final da II Guerra, um incrível vislumbre sobre os primórdios da era espacial.

The Orbital Index: Nesta edição, dicas e técnicas de construção de cubesats. É capaz de fazer jeito.

Scientists look to synthetic biology and 3-D printing for life support in space: Não é novidade, e temos estado a cobrir no Bit2Geek alguns dos projetos que exploram a aplicabilidade de diversas tecnologias de impressão 3D no espaço. A lógica por detrás disto é implacável. No Espaço, o espaço é exíguo, e é preciso racionalizar que materiais e suprimentos se leva para missões e estações orbitais. Em vez de acumular suprimentos para quaisquer eventualidades, faz mais sentido ter cargas de materiais de base que possam ser usados em impressoras 3D, ou bioimpressoras, para se produzir na hora objetos, ferramentas ou curativos que os astronautas necessitem.

WHY SPACECRAFT OF THE FUTURE WILL BE EXTRUDED: A impressão 3D (ou, em bom rigor, a manufatura aditiva) é, decididamente, uma das tecnologias que nos irá levar ao  futuro no espaço.

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Exoesqueletos humanóides que nos dão força sobre-humana

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Professor de TIC e coordenador PTE no AEVP onde dinamiza os projetos As TIC em 3D, LCD - Clube de Robótica; Fab@rts: o 3D nas Mãos da Educação, distinguido com prémio de mérito da Rede de Bibliotecas Escolares. Distinguido com o prémio Inclusão e Literacia Digital em 2016 (FCT/Rede TIC e Sociedade). Licenciado em ensino de Educação Visual e Tecnológica, Mestre em Informática Educacional pela Universidade Católica Portuguesa. Correntemente, frequenta pós-graduação em Programação e Robótica na Educação pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Tutor online na Universidade Aberta. Formador especializado em introdução à modelação e impressão 3D em contextos educacionais na ANPRI (Associação Nacional de Professores de Informática) e CFAERC. Co-criador do projeto de robótica educativa open source de baixo custo Robot Anprino. Colaborador do fablab Lab Aberto, em Torres Vedras. O seu mais recente projeto é ser um dos coordenadores do concurso 3Digital, que estimula a utilização de tecnologias 3D com alunos do ensino básico e secundário.