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Ter a capacidade de imaginar como será o mundo visto pelos olhos de outros é um elemento fundamental para desenvolver empatia. Recentemente, uma equipa de cientistas da Universidade de Trento demonstrou que esta capacidade empática humana se manifesta mesmo no caso de robots. Somos capazes de nos abstrair da nossa personalidade e simpatizar com os problemas de um robot.

Ver O Mundo Pelos Olhos De Um Robot

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Sistema de Análise de Empatia por Realidade Virtual (Ventre-Dominey et al).

Empatia significa identificar-nos com os outros, compreendê-los e com isso ultrapassar desconfianças e juízos. É algo inerente ao espírito humano, embora algumas patologias possam anular isso. Uma das características dos autistas ou portadoras de síndrome de asperger é a sua incapacidade de desenvolver sensações empáticas. Aí, os robots têm sido  uma preciosa ajuda, sendo utilizados para, em ambientes seguros, ensinar autistas a desenvolver mecanismos de interação com outras pessoas. Mas este projeto não segue esse caminho, e investiga a nossa própria relação com os robots. 

O desafio lançado aos participantes foi o de se imaginarem no papel de robots. Isto foi conseguido com dispositivos de realidade virtual imersiva, que criaram a ilusão que estavam a incorporar um robot. Através desta tecnologia, havia uma sincronização entre os participantes e o robot. Ao moverem os olhos e cabeça, sentiam que se movimentavam como robots. E, fundamentalmente, viam o mundo pelos olhos do robot. Com isto, foi possível aos participantes desenvolver sensações relacionais mais profundas com o robot, percepcionando-os como socialmente próximos. Este tipo de estudo foca-se nas problemáticas de aceitabilidade dos robots, bem como da interação e comunicação entre utilizadores humanos e sistemas autónomos.

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Disney: De animatronics a robots autónomos que substituem os duplos.

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Professor de TIC e coordenador PTE no AEVP onde dinamiza os projetos As TIC em 3D, LCD - Clube de Robótica; Fab@rts: o 3D nas Mãos da Educação, distinguido com prémio de mérito da Rede de Bibliotecas Escolares. Distinguido com o prémio Inclusão e Literacia Digital em 2016 (FCT/Rede TIC e Sociedade). Licenciado em ensino de Educação Visual e Tecnológica, Mestre em Informática Educacional pela Universidade Católica Portuguesa. Correntemente, frequenta pós-graduação em Programação e Robótica na Educação pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Tutor online na Universidade Aberta. Formador especializado em introdução à modelação e impressão 3D em contextos educacionais na ANPRI (Associação Nacional de Professores de Informática) e CFAERC. Co-criador do projeto de robótica educativa open source de baixo custo Robot Anprino. Colaborador do fablab Lab Aberto, em Torres Vedras. O seu mais recente projeto é ser um dos coordenadores do concurso 3Digital, que estimula a utilização de tecnologias 3D com alunos do ensino básico e secundário.