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Ilustração de Yuri Molokanov para Grishka and the Astronaut, 1981.

Fim de agosto significa para muitos o regresso à normalidade laboral. Estamos no tempo da rentrée, de baterias carregadas após a pausa estival. Para suavizar o choque dos dias tranquilos com o bulício do dia a dia, propomos sugestões de leitura muito à volta da Ficção Científica. Mas não perdemos de vista os universos da modernidade. Olhamos para o lado cyberpunk (tão ficção científica) dos protestos em Hong Kong. Falamos das distopias high tech chinesas. Recordamos o génio de Leonardo da Vinci. E sugerimos uma experiência transmedia criada por Orson Welles: a famosa, marcante e ainda hoje atual adaptação radiofónica de War of the Worlds de H. G. Wells, ambas obras de ficção científica done right. Estas, e outras leituras, estão a um scroll de distância.

Mundos da Ficção Científica

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Grishka and the Astronaut: Pérolas da ilustração infantil soviética, onde a ficção científica foi autorizada a florescer se seguisse uma perspetiva de progresso pelo cosmos (que escritores como os irmãos Strugatsky ou Stanislaw Lem depressa subverteram).

All 82 Scary Stories to Tell in the Dark, Ranked: Uma visão crítica, e muito completa, das diversas histórias de horror tradicional/mito urbano coligidas por Alvin Schwartz nos seus influentes livros.

Ray Bradbury on Space Travel as a Theological Movement. What is the Cosmic Perspective?: E quem é Ray Bradbury, perguntam-se? Fãs que conheçam bem a Ficção Científica dispensam apresentações. Para os outros, fiquemo-nos por uma comparação: Bradbury foi um Borges da FC. Criador de contos que são pérolas literárias, cheias de luminosidade e otimismo no futuro, preocupava-se menos com o aspeto hard science do género, e mais com o seu lado literário. Um dos gigantes da Ficção Científica, e, apesar de escrever em prosa, em essência, um poeta do futuro.

Congrats to the winners of the 2019 Hugo! Kowal, Wells, Cho, Harrow, Chambers, AO3, Liu, Dozois, Wolfe, and more!: As obras distinguidas com o Hugo deste ano já são conhecidas, anunciadas na Worldcon que decorre em Dublin. Uma convenção que, este ano, contou com presença portuguesa em vários painéis, graças ao esforço da  blogger Cristina Alves.

Z:THE BEGINNING (Sci-fi / Post Apocalyptic Short Film): O trabalho do coletivo nigeriano Critics Company viralizou recentemente, e por excelentes razões. Estes afrofuturistas criam curtas metragens de ficção científica com poucos meios, muita criatividade e uma capacidade de CGI de fazer inveja a muitos estúdios.

Around the World in 28 Alternative Cities!: O urbanismo revisto pelo fantástico é um dos grandes temas da Ficção Científica, Fantasia e literatura fantástica. Neste artigo, vinte e oito cidades reais, transformadas pelo poder do imaginário.

Mr. Extraterrestrial and Fado Music: No portal de FC portuguesa para o público global, fala-se de um fado, no mínimo, atípico. Ficção científica e fado? Pois, aconteceu.

MATTE PAINTING REVIEW: A Selection of Overlooked Films – Part Four: Gostaria que o Matte Shot publicasse mais regularmente. As seleções que nos traz de pintura matte para cinema e efeitos especiais visuais pré-digitais são sempre surpreendentes. Mas peca pelo excesso. Desta vez, entre os registos de vários filmes, um especialmente intrigante de ficção científica japonesa dos anos 50.

Read: Jeannette Ng’s Campbell Award acceptance speech, in which she correctly identifies Campbell as a fascist and expresses solidarity with Hong Kong protesters: E pronto, está instalada nova polémica no fandom global de ficção científica. Jeanette Ng, escritora galardoada com o prémio Campbell deste ano, assim denominado como homenagem ao editor John W. Campbell Jr., uma das figuras mais influentes da génese da ficção científica. No seu discurso, fez questão de referir que o editor tinha filosofias caracterizáveis como fascistas… e não está incorreta. E, como observa John Scalzi, confesso praticante do tipo de FC que Campbell privilegiou, este influente editor direccionou a FC num sentido específico, só muito recentemente se abriu à diversidade cultural. Mas, geralmente, este tipo de observações não cai bem no fandom, muito habituado a endeusar as figuras que venera. Passa-se o mesmo com Lovecraft – tentem apontar o seu óbvio racismo e misoginia, e são depressa trucidados pelos fãs, com o argumento que na sua época, essas atitudes eram o normal e não devemos julgar figuras do passado de acordo com os nossos valores (nota: adoro a obra de Lovecraft, mas não sou cego perante as suas falhas). Não vai ser diferente em relação a Campbell. No fundo, o que está em causa não são as reais falhas ou virtudes destas personalidades (e a lista não acaba nestes), mas no abalo que a imagem que o fandom tem delas sofre. Sempre se soube disto, mas era uma daquelas coisas sabidas mas não ditas. É de admirar a coragem das novas gerações de escritores de FC, que se estão a atrever a desafiar os seus grandes ídolos. Note-se que não se trata de esquecer a obra destes autores e editores em nome de um saneamento politicamente correto, mas simplesmente de apontar os seus enviesamentos ideológicos. Pessoalmente, não tenho problemas com isso. Mas boa parte do fandom tem.

Comics, Disseram?

Starblazer: Tipo Robocop, mas com martelos.

Art Spiegelman: golden age superheroes were shaped by the rise of fascism: Parece um fait divers, mas não é, pelo ato em si, e pelo impacto cultural da Marvel. Spiegelman, um dos maiores desenhadores de comics da atualidade, autor do seminal Maus, viu-se forçado a retirar um ensaio escrito para uma edição que colige comics clássicos da Marvel porque o que escreveu fazia referências à fascização implícita no trumpismo. O porquê desta censura é grave. O dono da Marvel é um dos apoiantes e financiadores políticos de Trump. Não sei se isto se traduz no uso das personagens Marvel para disseminar ideais extremistas. Até tenho a perceção que a editora tem seguido um caminho exemplar, criando heróis com uma enorme diversidade étnica – Miles Morales Spiderman, a muçulmana Ms. Marvel, a obviamente queer Squirrel Girl, e até arriscar a ira dos trolls ao ter destronado Thor do seu papel, colocando uma mulher como Deusa do Trovão (e vale bem a pena ler esta run de comics). Polémicas à parte, este texto de Spiegelman para o Guardian é uma excelente história da génese dos comics.

After Twenty Years, Bryan Talbot Returns With “The Legend of Luther Arkwright”: Boas notícias para os fãs deste autor, pioneiro das graphic novels britânicas, traz o seu Luther Arkwright de regresso. Um personagem livremente inspirado na estética do Jerry Cornelius de Michael Moorcock, aventureiro libertário entre mundos paralelos. O tema promete ser apropriado ao crescimento dos extremismos que se assiste na esfera cultural.

Setting The Scene For The Magic Trick Of Batman #77 (Spoilers): Tom King tem sido dos melhores argumentistas contemporâneos do Cavaleiro das Trevas. Com seu estilo narrativo austero, com um ritmo cinematográfico, tem olhado profundamente para esta personagem, num misto entre o lado clássico, e a renovação para a manter contemporânea. Discretamente, que é o que me surpreende na sua abordagem, que é profunda mas sem histerias (comparem com o Batman de Zack Snyder para ver a diferença entre histórias histéricas e histórias bem contadas), tem-se atrevido a levar o personagem nalgumas direções lógicas. Tornou explícita a sua ligação com Catwoman. Agora, no arco City of Bane, atreveu-se a assassinar o eterno mordomo Alfred. É só eliminar um dos elementos mais perenes de Batman, mas não se preocupem, no mundo dos comics, a morte de personagens marcantes raramente é terminal. E desfez alguns tabus: Batman come hambúrgueres, mas de faca e garfo – um detalhe explorado numa sequência hilariante em que Bruce Wayne vai jantar com os seus diversos Robins numa cadeia de fast-food chamada Batburger… e é atendido por um empregado vestido de Batman.

Chris Claremont Hailed as a Visionary in New Marvel TPB… So Why Won’t They Let Him Write a Series Today?: É intrigante perceber que um dos argumentistas seminais da Marvel é pago… para não escrever. Qual será a lógica por detrás disto? Conflitos de propriedade intelectual entre a Marvel e a Sony, que detém os direitos cinematográficos do Homem-Aranha e dos X-Men, que foram o grande contributo de Claremont para a Marvel?

Realidade, Além da Ficção

The world’s largest occult library has a public online archive: Como resistir a uma biblioteca digital que se denomina hermeticamente aberta? Diga-se que os curadores desta biblioteca holandesa especializada em textos herméticos, alquímicos e ocultistas têm sentido de humor.

How many likes for Da Vinci? Why it’s fine to take pictures in an art gallery: É verdade que ter magotes de turistas a fazer selfies frente a obras de arte incontornáveis é deveras irritante (razão legítima para surtos súbitos de homicício, IMHO). No entanto, a lente do telemóvel é um complemento da memória, e dá-nos uma perspetiva pessoal (embora, suspeito, não seja isso que esteja na mente da maior parte dos que se acotovelam para tirar foto aos quadros dos grandes mestres). No artigo, é interessante ver a forma como observa que é perfeitamente natural que usemos o olhar da lente do telemóvel para enriquecer a experiência da fruição da arte. Mesmo que isso implique levar com uma teenager influencer wannabe a fazer duckface ao lado dos girassóis de Van Gogh.

Os frutos dourados do Sol e a sonda Parker: Há duas coisas que me encantam neste texto do João Ventura: o rigor didático sobre a Parker, e a referência a um dos livros que me empurrou para a paixão pela ficção científica.

Leonardo da Vinci: After 500 Years, Still a Man in Full: O fascínio com esta figura ímpar da arte, ciência e cultura europeias, que não só perdura mais continua mais vibrante do que nunca.

(Un)happy Partners: On Jazz and Independent Film: Da relação entre o jazz e o cinema, à partida duas formas artísticas que se complementariam, mas a pressão dos estúdios em procurar o lucro com o mínimo de qualidade garantiu que raramente a conjugação destas duas artes deu frutos interessantes. Pelo menos, de um ponto de vista estético e crítico.

Distopias Não-Ficção

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*Meanwhile, in Hong Kong: Das trincheiras do protesto dos habitantes de Hong Kong, alguns memes potentes, um dos quais com uma tremenda carga de história, quer das revoluções quer da arte. Delacroix, revisto para o século XXI. La Liberté, que de francesa semi-desnuda passou a jovem ativista chinesa, com as novas armas de protesto: máquinas fotográficas, megafones, chapéus de chuva, máscaras, e lasers para confundir os sistemas de videovigilância. A iconografia das revoltas parece manter-se imutável. É muito intrigante esta linha direta da Hong Kong do terceiro milénio à revolução francesa.

Data Leviathan: China’s Burgeoning Surveillance State: Um olhar ao sistema de hipervigilância chinês instalado na região de Xinjiang. Uma rede complexa de tecnologia, complementada por polícia, que não permite a nenhum habitante da região qualquer forma de privacidade. Tecnologias similares são aplicadas, em menor grau, a todos os chineses, para assegurar o seu bom comportamento. A tecnologia está a permitir o velho sonho dos autoritarismos: ter um polícia ao lado de cada indivíduo. A captura e tratamento de dados permite isso à escala de uma nação.

Inside China’s High-Tech Dystopia: Fábricas automatizadas com robots, dinheiro digital pós-cartão de crédito/débito onde o telemóvel se tornou a carteira. E uma história arrepiante, para os padrões europeus, da normalização da vigilância total, contada por um expat que nos diz que segundos depois de ter passado numa passadeira antes do sinal verde, foi imediatamente multado via telemóvel. Como? Conjugação avançada entre videovigilância, reconhecimento facial e redes de comunicação.

‘One Belt One Road’ Is Just a Marketing Campaign: Qual é a profundidade da iniciativa chinesa? Menor do que aparenta. É mostrada como um tremendo investimento para estreitar os laços globais com a China, mas não está a ser feita de forma organizada e metódica. Parece mais um golpe de publicidade e uma componente do culto de personalidade do corrente líder chinês, Xi Jinping. Há quem acredite piamente na iniciativa, outros simplesmente alinham para que a China lhes seja favorável nos negócios. No entanto, por detrás das cerimónias, há a possibilidade de, com a gestão correta, esta iniciativa realmente transformar o mundo.

Tech Is Fueling the Hong Kong Movement. An Insider Told Us How, and Why It’s a Huge Step for Freedom: Questões ideológicas e estratégicas à parte, o que se passa em Hong Kong é muito interessante nas perspetivas do impacto social das tecnologias digitais. A forma como estas são usadas para organizar os protestos e estruturas o movimento de forma fluída e descentralizada mostra o poder do digital na afirmação política. Mas isso, só, não chega, já houve outros momentos de convulsão onde as redes digitais foram fundamentais para organizar protestos e tentativas de mudança. O problema é que todas falharam, ou engolidas por caos provocado por implosão institucional, ou esmagadas por intervenção policial e militar. Como será em Hong Kong?

As Delícias dos Dead Media na Ficção

Orson Welles – War Of The Worlds – Radio Broadcast 1938 – Complete Broadcast: A transmissão da adaptação da Guerra dos Mundos de Wells por Orson Welles, e o pânico que causou, é correntemente citada como uma história curiosa das primeiras décadas do século XX. Mas é bem mais que isso. O pânico que se gerou (e, no Portugal dos anos 60, uma transmissão em português criada nos mesmos moldes que a de Welles também causou pânicos) mostra que Orson Welles soube perceber as possibilidades estéticas e narrativas do então novo media que era a rádio. É isso que torna esta transmissão tão poderosa, e ainda hoje tão ressonante. Em vez de narrar a história, Welles reconstruiu-a como uma série de transmissões em direto, quer dos locais atingidos, quer com experts em estúdio a discutir o assunto. Uma hora gasta a ouvir esta gravação não é, garanto-vos, uma hora perdida. Hey, escrevi isto, e faz parecer uma qualquer emissão noticiosas televisiva, certo? Welles percebia da coisa…

Kitty: a wonderful early computer animation from Russia (1968): Confesso que sou fã da estética acidental das primeiras experiências de animaçao por computador. Os investigadores apenas estavam a tentar desenvolver a técnica, mas inadvertidamente, porque estas coisas andam sempre ligadas, acabaram por criar experiências visuais marcantes.

Paper Theaters: The Home Entertainment of Yesteryear: Multimédia e entretenimento das eras pré-digitais. Capitalizando o imenso interesse no teatro nos séculos XVIII e XIX, havia pequenos teatros de papel como brinquedos, para que as crianças fizessem as suas peças. São curiosos artefactos de interatividade, antes de sequer termos desenvolvido esse conceito para intereção com tecnologias. A história dos primórdios do multimédia é riquíssima, entre teatros de sombra, lanternas mágicas, ou artefactos óticos, entre muitos exemplos. Se estiverem dispostos a dar um salto a Leiria, o Museu da Imagem em Movimento tem muitos exemplares destas antigas tecnologias em exposição.

Indícios de Hipermodernidade

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Could Architecture Help You Live Forever?: Definitivamente, weird. Projetos de arquitetura intencionalmente bizarra, criados com a ideia que o desafio à perceção trazido por formas arrojadas e cores garridas seriam um estímulo à longevidade. Não há ciência por detrás disto, notem, transhumanistas que lerem o artigo e se predisponham a martelar as paredes cúbicas dos apartamentos. A lógica é artística, dentro do lado mais psicadélico do pós-modernismo.

Unable to buy cars, Venezuelans labor to make sure robotic ones don’t crash: O intrigante nesta história? O poder da inteligência artificial é alimentado por humanos, que categorizam informação para treinar as bases de dados de que os algoritmos dependem.

Visiting Dead Relatives on Google Street View: Rever os falecidos, mas não de forma sobrenatural. Traços das vidas quotidianas que ficam, perdidos nas imensas bases de imagem do google streetview.

Facial recognition is now rampant. The implications for our freedom are chilling: A combinação de videovigilância com algoritmos de reconhecimento facial é coisa típica dos regimes autoritários tipo a China, certo? Só que não, e pelo Reino Unido, o entusiasmo público e privado por estes sistemas é endémico. Deixo a pergunta no ar: por lá, há pessoas atentas que apontam o uso destas tecnologias. E por cá? Correndo o risco de soar como um paranóico, o não se falar sobre este assunto não significa que não exista.

Cabinas: un reducto para vándalos, rateros y adúlteros: Hã… adúlteros? Parece que por terras espanholas, as poucas cabines telefónicas em funcionamento só servem utentes com propósitos mais sombrios. É assim um pouco por todo o mundo. A ubiquidade do telemóvel ditou a extinção dos telefones públicos. Ainda existem, enquanto governos, por nostalgia ou sentido de utilidade obsoleta, considerarem que devem ser mantidos para suplementar as redes móveis.

De las noticias falsas a los libros falsos: en Amazon se encuentran obras de Orwell falsificadas y editadas por terceros: Edições falsas e adulteradas de 1984? É algo, diria, bastante orwelliano.

Tecnologia e Ficção

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THE REAL NETHERLANDS: Q&A WITH CLEO WÄCHTER: Um projeto fotográfico intrigante. Há quarenta anos, um fotógrafo viajou pela Holanda retratando o país, não no seu lado pitoresco, mas nas paisagens banais do dia a dia. Esse projeto foi recriado recentemente, com outro fotógrafo a ir aos mesmos locais para os voltar a fotografar. O resultado é um cruzamento entre estética e geografia, um registo das alterações feitas pelo homem e pelo tempo na paisagem.

BUILDING VIRTUAL WORLDS IS A NEW FORM OF SELF-EXPRESSION: A Wired descobriu a pólvora dos mundos virtuais como ferramenta de criação expressiva. Lamento, caros, mas isso é muito old news, e só mostra a incapacidade de memória mediática no mundo digital. Nos anos 2000, o mundo virtual Second Life (creio que ainda existe) atraía as atenções precisamente pela capacidade dos seus utilizadores de criarem os seus próprios espaços virtuais… e a Wired cobriu isso, extensivamente. Há dez anos atrás, que são séculos em tempo internet, terminei o meu mestrado cujo tema era, precisamente, usar ferramentas 3D para construir mundos virtuais em VRML (o primeiro standard online para conteúdo 3D, agora totalmente ultrapassado). A piada estava mesmo no gosto pelo conceber, modelar e construir. De caminho, nas leituras e investigação, deparei com imensas variantes de mundos virtuais, alguns dos quais verdadeiras pérolas visuais e interativas. Velhos tempos, com skyboxes a simular céus, imagens transparentes para simplificar vegetação, muita modelação low poly e javascript para permitir interatividade.

The near crash of Air Canada flight 759: A colisão entre más práticas laborais, cada vez mais prevalentes no mundo contemporâneo, e as realidades da fisiologia humana, podem provocar catástrofes. Neste caso, foi evitada literalmente por um triz. Em 2017, um voo da Air Canada esteve a poucos segundos de aterrar em cima de quatro aviões que aguardavam ordem para descolar. Teria sido a pior tragédia da história da aviação. A análise ao caso, agora concluída, mostra que a causa deste quase acidente foi técnica: os escalonamentos de horário dos pilotos da companhia aérea não lhes permitiam tempo de descanso suficiente em voos de longo curso, em horas contrárias ao seu ritmo circadiano. Neste caso, o comandante estava acordado há 19 horas depois de uma noite de sono curto, por ter estado on call para necessidades da companhia, e o co-piloto não estava em situação muito diferente. Ao longo do voo, a fadiga instalou-se, e com isso a diminuição da capacidade de atenção a pequenos pormenores que se avolumaram. No final do voo, à noite, confundiram a pista de aterragem com uma via de acesso. A leitura é arrepiante, especialmente para quem for voar em breve. A cadeia de acontecimentos desta quase tragédia mostra que os pilotos são inocentes. Os verdadeiros culpados, sublinhado pelo relatório, são as práticas laborais desta linha aérea.

GAMERGATE COMES TO THE CLASSROOM: É muito preocupante ver estes traços de polarização extrema na sociedade. Ao ponto de quem tem posturas públicas se sentir intimidado pelas ações dos radicais.

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