visões

Os caminhos culturais incoerentes da Marvel, entre progressismo e censura. O escândalo do prémio Campbell. Retrofuturismo espacial. O que é que isso de ficção científica. Técnicas de infoguerra. Ouvir a música dos antigos gregos. Ver uma autómata do século XVIII. Livros como vetores de infeção em doenças graves. O aparecimento fugaz de uma aeronave experimental russa. Estes são alguns dos destaques das visões que vos trazemos nas Capturas na Rede desta semana.

Visões da Ficção Científica

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UNOMORALEZ: Se Warren Elllis sugere algo, é porque vale a pena descobrir. Estas ilustrações num estilo mangá são incríveis, visões entre o malévolo e o surreal. Muito bom, e muito dark.

“Alone With You” by Junji Ito: Vou só deixar isto aqui. Se não conhecem o trabalho arrepiante de Junji Ito, estão a perder o melhor do mangá de terror.

Da utopia branca à utopia negra: “Utopias” é código académico para FC e Fantástico, são as luvas com que lhe pegam, não vá ficarem contaminados por um género que analisam com um certo desdém. Ficção Científica é mal vista, mas utopias, tudo bem. Ok, resmungos à parte, esta lista de utopias/distopias na ficção é interessante.

The sociology of science fiction: a brief history: O interessante na Ficção Científica é a forma como evoluiu de mero romance de antecipação tecnológica ao estilo de Verne ou das aventuras no espaço com foguetões e rayguns para visões mais complexas sobre a humanidade. A sociologia, aqui nos domínios especulativos, é um dos campos que enriqueceu o género, tornando-o mais complexo em termos conceptuais e literários.

What Sci-Fi Can Teach Computer Science About Ethics: Faz todo o sentido. Os cenários especulativos na base da melhor Ficção Científica são uma excelente forma de refletir sobre tendências éticas, sociais e tecnológicas. Isto não é novidade, para quem conhece o género.

Afinal o que é Ficção Científica – algumas considerações: Para conhecedores profundos do género, é irritante ver autores mainstream a apropriarem-se da estética e estruturas conceptuais da ficção científica, mas negarem que o que criaram tem alguma coisa a ver com FC. Reforça o estereótipo do género como algo à parte, intocável pelos autores respeitáveis. Mas pode ser pior, quando os autores do mainstream tentam fazer FC, costuma ser desastroso. Há uma edição recente da Granta em português dedicada ao futuro que mostra até que ponto pode correr mal quando figuras ligadas à intelectualidade convencional brincam aos futurismos. Reagindo à leitura do livro mais recente de Ian McEwan, que é de ficção científica embora o autor rejeite liminarmente a associação, Cristina Alves destaca no Rascunhos algumas ideias sobre o que significa a ficção científica.

50 BEST SCI-FI BOOKS OF ALL-TIME: THE ULTIMATE LIST (2019): Há aqui uns livros suspeitos, de autores que nunca ouvi falar, mas a maior parte das escolhas desta lista tem os autores e obras que se espera encontrar. Para quem quer conhecer melhor a ficção científica literária, esta lista é um excelente ponto de partida.

“Penny Dreadful: City of Angels” Production Begins; Showtime Releases First Image: Penny Dreadful foi uma das séries de terror mais interessantes dos últimos tempos, entre a mistura de vénia referencial à literatura clássica e um ambiente vitoriano tenebroso. Felizmente, a continuação não segue as linhas do original, renovando o mundo ficcional com um mergulho na Califórnia dos anos 20. Vamos ver se está ao nível da primeira temporada.

Art by Ron Cobb for Alien: Se foi a visão de H. R. Giger a que ficou sinónima com o filme clássico de FC e terror, o artista suíço não foi o único concept artist a trabalhar em Alien.

Por que ler os clássicos da ficção científica: Essencialmente, por isto, colocado de forma brilhante: “Durante o século XX, livros de ficção científica foram responsáveis por moldar a imaginação sobre avanços tecnológicos industriais por gerações. Uma construção coletiva, ao longo de encadernações e páginas, para se discutir o que seja a ciência no agora, seus propósitos, conquistas e suas consequências”. E não resisto ao comentário. Isso implica mergulhar no trabalho de autores hoje controversos não pelo seu trabalho, mas por as suas posturas políticas e sociais não se ajustarem aos nossos ideais contemporâneos. Estou a pensar no racismo de Lovecraft, que tem levantado protestos da parte dos autores de literatura fantástica contemporânea com maior diversidade étnica e cultural, das tendências fascistas de Campbell recentemente apontadas por uma vencedora do prémio Campbell, ou do sexismo e comportamentos inadequados de muitos outros autores. A tendência atual parece ser a de querer silenciar essas vozes, rejeitando-os liminarmente por causa da sua inadequação aos pressupostos culturais contemporâneos. O que é um erro tremendo, relevador de falta de visão de continuidade cultural. Significa rejeitar as bases da Ficção Cientifica, o seu otimismo utopista e confiança no progresso através da ciência e tecnologia. É tão errado querer esquecer o contributo destes autores pela sua falta de pureza face aos pressupostos culturais contemporâneos, como fingir que os seus defeitos não foram reais, e condicionaram as suas visões. Mas nada disso justifica o seu apagamento da história da Ficção Científica.

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2001 A Space Odyssey Marvel Treasury Special: Jack Kirby adaptou 2001 para comics, e se o filme de Kubrick já era far out, Kirby ainda foi mais longe.

“Supernatural,” “The Orville” & More: 5 TV Clichés Needing a Red Card [BC TV MELTDOWN-OPINION]: Vivemos na era de ouro da narrativa televisiva, com séries ambiciosas, interessantes, desafiantes, bem escritas e filmadas. Mas até no melhor pano cai a nódoa, e mesmo neste ambiente de exigência, há artifícios narrativos estafados que, de vez em quando, são utilizados. Como o episódio feito de recordações de outros episódios, o esquecimento de consequências diretas de ações, ou o o que seria o mundo se a personagem x não tivesse sofrido o trauma/momento pivotal y.

Five Books That Changed Me In One Summer: Todos os amantes de literatura tem os seus livros formativos, aqueles cuja leitura os transformaram irremediavelmente.

Visões da Tecnologia

Sphero acquires LittleBits and its set of scientific toys: Não resisto à piada. Spherobits? No entanto, o assunto é sério, e mostra a importância económica da robótica educacional. Os Sphero são um dos muitos robots programáveis, o que os distingue é serem esféricos. LittleBits são kits modulares de eletrónica, que permitem construir circuitos com  diferentes níveis de complexidade. São divertidos, e permitem aprender conceitos de eletrónica e programação na prática. Ambos são equipamentos bastante caros, mas claramente há mercado.

Ethical Hackers Sabotage F-15 Fighter Jet, Expose Serious Vulnerabilities: É sempre bom saber que não é particularmente complicado comprometer os sistemas de caças avançados de combate. O que é que poderia correr mal?

Codici Visivi. New tendencies in algorithmic graphics. Exhibition, workshop and talks @TorinoGraphicDays19: Posso baldar-me à escola e ir à Turim em outubro? Para ver algo que realmente interessa nesta cidade (pista: não é o jogador número 7). Este evento vai analisar a arte algoritmica, experiências artísticas multimédia em que a programação é o meio de expressão.

The Info War of All Against All: Uma análise brutal sobre janelas de overton e técnicas de normalização do inaceitável através de aproximação às visões censura e exclusão. Técnicas de desinformação que estão a transformar em mainstream os discursos radicais.

On the Future of the Telephone as an Instrument for Listening to Music Remotely (Summer, 1876): O que o retrofuturismo nos mostra é a falibilidade das predições contemporâneas sobre o que irá ser o nosso futuro. Em 1876, nos primórdios do telefone, pensava-se que seria um meio para ouvir música. Cento e cinquenta anos depois, a ideia parece absurda, a rádio foi o media que permitiu isso, mas no entanto, dois pormenores: temos a praga da música em espera de atendimento (nunca Vivaldi foi tão insultado, as Quatro Estações são a peça mais comum nestes sistemas); e se olharem para o dispositivo usado hoje para se ouvir música… certo, é o telemóvel. Mas só a música de espera de atendimento é que cumpriu a ideia de pegar num auscultador para ouvir música.

Visões da Cultura Global

Music was ubiquitous in Ancient Greece. Now we can hear how it actually sounded: Fascinante. O trabalho destes historiadores musicais está a permitr que se volte a ouvir sonoridades que se silenciaram há milénios.

Working Off the Past, from Atlanta to Berlin: O peso histórico da capital alemã como o local mais acolhedor para o judaísmo, do ponto de vista de uma académica que sentiu as discriminações sociais no Sul dos Estados Unidos e em Tel Aviv.

Some fairy tales may be 6000 years old: Interessante. As narrativas tradicionais são mais antigas do que julgaríamos, podendo datar dos primórdios da humanidade. Honestamente, mas claro, não tenho forma de saber mais sobre isto, tenho a sensação que muitas destas histórias nos chegaram dos tempos pré-históricos, não com as roupagens atuais, claro, mas na sua essência.

“Deportados para outro mundo”: A história da II Guerra é fascinante, e tem sempre pormenores novos. Nesta reportagem da RTP, fala-se dos portugueses que estiveram em campos de concentração nazi. Soa estranho, uma vez que Portugal não foi um país beligerante na guerra, mas houve cidadãos que, por circunstâncias da vida (em muitos casos, por estarem exilados da ditadura salazarista), foram apanhados pela máquina de extermínio nazi. Há outra grande história de Portugal na II Guerra, de que se fala pouco – a ocupação de Timor Leste pelos japoneses. Já Macau nunca foi ocupada, apesar de ter tido forte presença japonesa.

Un proyecto que requiere paciencia: un timelapse de 30 años de los rascacielos de Nueva York: já só faltam 26 anos. O intrigante destes projetos, para além da visão de longo prazo, é a forma como registam a mutabilidade das geografias do nosso dia a dia.

Britain’s Reichstag Fire moment: Vivemos tempos interessantes. Um primeiro-ministro não-eleito de uma das mais antigas democracias europeias suspende o parlamento para tentar levar avante a saída desastrosa do Reino Unido da União Europeia. Para além da estupidez do brexit, é outro sintoma do crescendo do autoritarismo populista na política global, que deturpa a lógica das instituições democráticas para instalar quasi-ditaduras de homens fortes, cujas decisões se sobrepõem às leis, bom senso, ou respeito pelas diferenças sociais e culturais (sendo este um dos principais vetores de ataque destes populistas, em nome de conservadorismos retrógrados). Temos um cancro destes em plena União Europeia, na Hungria. Mas, será isto comparável ao crescimento dos fascismos europeus na primeira metade do século XX? A resposta deste ensaio é nim. Algumas das condições que deram poder a Hitler e Mussolini, hoje, não se verificam. Apesar de ainda estarmos a pagar a fatura austeritária da crise financeira de 2008, os estragos desta são mínimos se comparados com a devastadora grande depressão. E o instinto militarista tornou-se impossível num mundo globalizado, com armas nucleares, e com a memória dos conflitos globais (apesar de, a nível regional, o espectro da guerra violenta não ter desaparecido). Mas há pontos comuns, mais discretos. O manipular da opinião pública e instituições democráticas, forças políticas e económicas que aproveitam o protagonismo dos populistas para ganhar poder ou fazer passar a sua agenda, e o desencanto com a aparente incapacidade das forças democráticas tradicionais em resolver os problemas dos cidadãos. Pois, de facto, vivemos em tempos interessantes.

Busoni, Kandinsky, Schoenberg — Instinct at the Cusp: Modernismo e música, e o expressionismo como único movimento artístico em que a música se antecipou às artes visuais.

Heavenly visions of hell: Alan Moore on the sublime art of William Blake: Claro que Moore, adepto de magias e ocultismos e dos mais cultos argumentistas de comics, tinha de falar sobre o poeta e pintor inglês famoso pelas suas visões esotéricas.

Novel explosives of the Cold War: Literatura enquanto arma de combate. Não é uma ideia nova, e os escritores sempre foram instrumentalizados ao serviço de ideologias. Nos tempos da guerra fria, o combate subtil também decorria na frente literária.

When the Public Feared That Library Books Could Spread Deadly Diseases: Livros como vetor de infeções? Intrigante, esta história de pânicos do passado.

Visões Cibernéticas

*Playing a lyre that is now missing: Um artefato maravilhoso dos tempos dos autómatos mecânicos. A passagem do tempo não lhe tem sido simpática, mas os mecanismos continuam funcionais.

All of the Winners in the DARPA Subterranean Challenge Tunnel Circuit: Os desafios da DARPA costumam dar dividendos a longo prazo. O Grand Challenge foi fundamental para iniciar a revolução dos veículos autónomos. Neste, o desafio é o de desenvolver robótica autónoma capaz de operar em ambientes subterrâneos.

Data Sweat: No mundo hiperligado, são recolhidos mais dados do que aqueles que pensamos partilhar. Não são só os nossos likes, ou os conteúdos que partilhamos, que são analisados. Padrões mais esotéricos, com o movimento do rato ou o tempo que ficamos a olhar para uma imagem, são elementos da enorme mina de riquezas que são os padrões de dados agregados.

US hack attack hobbles Iran’s ability to target oil tankers, NYT says: Registemos o estado de ciberguerra aberta entre Irão e Estados Unidos.

6D.ai creates platform for a 3D map of the world: Intrigante. Fiquei sem perceber se esta é uma plataforma de realidade aumentada, se de fotogrametria, se ambas. De qualquer forma, usar as lentes e sensores cada vez mais poderosos dos telemóveis para mapear a realidade em 3D parece-me um passo lógico.

Visões dos Comics

Captain America #13 – Fighting Terrorists in Confederate Flag Face Masks (Spoilers): Apesar destas tropelias da Marvel, as linhas narrativas das personagens não seguem a postura apolítica que, afinal, é bem política. Claro que isto poderá ser exceção, afinal o mais icónico personagem Marvel está a ser escrito por Ta-Nehisi Coates, E o que escreve nesta edição de Captain America é uma clara, óbvia e forte crítica às políticas de imigração de Trump, ao racismo dos serviços fronteiriços americanos. Suspeito que o dono da Marvel, financiador do presidente norte-americano, para o qual foi censurado o ensaio de Spiegeleman para evitar ferir-lhe as susceptibilidades, não ache muita piada a isto.

Marvel Comics Is Doubling Down on Its Misguided Crusade to Remain ‘Apolitical’, and It’s Using Captain America to Do It: Editores da Marvel e a sua nova política de vamos diluir textos para não serem incómodos. Desta vez calhou a Mark Waid, que se atreveu a apontar que há falhas no sonho americano. O problema desta editora em querer ser apolítica é, bem, em primeiro lugar, o seu personagem mais icónico é uma encarnação de patriotismo. Depois, esta postura apolítica parece mais um enviesar ideológico do que, realmente, isenção. É difícil ser-se apolítico, e num espaço de diversidade, o que se quer são diferentes pontos de vista, não o censurar alguns por não corresponderem a uma visão cómoda e alinhada com a visão institucional.

DESENHAR O IRREPRESENTÁVEL: LOVECRAFT NA BD: A Bang! recupera um artigo muito interessante de João Lameiras sobre visões de Lovecraft na banda desenhada. Só uma nota: a editora poderia ter pedido uma atualização ao artigo, que fala ainda em Neonomicon, o comic lovecraftiano de Alan Moore, como algo a ser publicado. Moore terminou esta série, avançou com o genial Providence, em que reescreve todo o Cthulhu Mythos numa enorme homenagem a Lovecraft, e deixou-nos recentemente com a sua meta-ficcional League of Extraordinary Gentleman, cujo fim de publicação marca o final da sua carreira.

23 joyas del cómic europeo que merecen la pena descubrir: Qualquer lista que inclua Dylan Dog é uma boa lista. Entre banda desenhada espanhola, francesa, inglesa e italiana, as sugestões de leitura são excelentes. Faltam sugestões portuguesas, o que diria que é falha de marketing nosso.

David Avallone’s Writer’s Commentary on Bettie Page Unbound #3 – a Visit to Burzana: A Dynamite especializa-se em reviver personagens clássicas dos comics, capitalizando um pouco no mercado da nostalgia, mas normalmente os resultados não costumam ser especialmente interessantes. Há exceções. David Avallone reviveu Bettie Page, e leva o tom de brincadeira muito a sério. O resultado tem sido uma série divertida, leve, de tom retro, e a referenciar a literatura fantástica com visões crítica e irónica.

Earth to Starlab – Why Don’t You Answer?: No espaço, ninguém consegue ouvir o som das mandíbulas de um servo de Cthulhu que devora astronautas. Em conserva, deve ter pensado ao vê-los dentro daquelas latas.

How Tomorrow’s Marvel Comics #1000 Will Change Things (Spoilers): Marvel #1000. Espero que chegue à Kingpin, quero um exemplar na minha biblioteca.

Visões Aeroespaciais

MAKS 2019 Surprise Appearance: The Mysterious Sukhoi Su-47 Berkut Re-emerges.: Não é, de facto, uma aeronave muito vista. Também não um avião stealhtsky. O Su-47 não foi planeado para ser mais do que uma plataforma de testes a novas tecnologias aeronáuticas, que vieram a ser incorporadas nos projetos seguintes do gabinete Sukhoi.

70s European tech in the 80s – Space lab: Recordar a primeira grande contribuição europeia para a exploração espacial, o módulo space lab do space shuttle.

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The future in space: Visões, agora com um toque retro, do futuro no espaço. Há que adorar o pormenor da nave espacial da PanAm.

NASA Reportedly Investigating First Allegation of a Crime in Space: Crime na Estação Espacial? Na verdade, o eventual delito é mais banal do que o título implica. Apenas uma observação que os astronautas são humanos como nós.

Experimental US Air Force space plane breaks previous record for orbital spaceflight: A grande questão é o que é que esta nave espacial anda a fazer. Apenas sabemos que tem uma tecnologia similar ao Space Shuttle, e fica em órbita durante longos e secretos períodos.

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Projeto MELT: Impressão em 3D na ISS, com tecnologia portuguesa.

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Professor de TIC e coordenador PTE no AEVP onde dinamiza os projetos As TIC em 3D, LCD - Clube de Robótica; Fab@rts: o 3D nas Mãos da Educação, distinguido com prémio de mérito da Rede de Bibliotecas Escolares. Distinguido com o prémio Inclusão e Literacia Digital em 2016 (FCT/Rede TIC e Sociedade). Licenciado em ensino de Educação Visual e Tecnológica, Mestre em Informática Educacional pela Universidade Católica Portuguesa. Correntemente, frequenta pós-graduação em Programação e Robótica na Educação pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Tutor online na Universidade Aberta. Formador especializado em introdução à modelação e impressão 3D em contextos educacionais na ANPRI (Associação Nacional de Professores de Informática) e CFAERC. Co-criador do projeto de robótica educativa open source de baixo custo Robot Anprino. Colaborador do fablab Lab Aberto, em Torres Vedras. O seu mais recente projeto é ser um dos coordenadores do concurso 3Digital, que estimula a utilização de tecnologias 3D com alunos do ensino básico e secundário.