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Procuramos sempre leituras que estimulem a mente. As desta semana falam de distopias. Dos filmes que são sinónimos de cidades. Da forma como a internet e a inteligência artificial nos influenciam. De autómatos de Leonardo daVinci. Sobre como detetar imagens falsas. Da perenidade da tecnologia clássica dos livros. Das repercussões na comunidade tecnológica do escândalo Epstein. Ou dos perigos da interferência entre ideologia e educação. Estas, e outras mais, nos destaques da semana.

Ficção Científica e Fantástico

Robert McCall, 1974As missões Soyuz-Apollo nunca foram tão belas.

Old Sci-Fi Movies Probably Aren’t as Good as You Remember: O que não é exatamente algo que os fãs mais cultos de ficção científica nunca se tenham apercebido. Sabemos que grande parte da Ficção no cinema clássico não era assim tão boa quanto isso, e envelhece mal. Histórias algo patetas, personagens básicas, estruturas narrativas pouco coerentes, maus efeitos especiais, realizadores muitas vezes em modo idgf. No entanto, também reconhecemos a importância das obras clássicas para despertar a imaginação. E se na generalidade estes filmes não eram assim tão bons, deixam-nos sempre com algo, um elemento icónico, uma cena incontornável, um momento visual retrofuturista marcante, ou um conceito interessante. É por isso que os revemos, e não os deixamos cair no esquecimento.

“The Orville”: What Seth MacFarlane’s Series Can Teach “Star Trek: Discovery” About “Trek” [OPINION]: The Orville sempre foi mais fiel ao espírito Star Trek do que os reboots e séries contemporâneas do universo Trekkie. Apostou no aprofundar do humanismo das personagens (mesmo as profundamente alienígenas) , na solidez narrativa, na aventura sem os intensos dramatismos de ST Discovery. E funciona, esta improvável comédia SciFi tornou-se umas das interessantes séries de ficção científica da atualidade.

Cómo ha cambiado la literatura de ciencia ficción en los últimos 50 años: de la distopía al hopepunk: A ficção científica tem sofrido imensas mudanças e evolução como género nos seus pressupostos culturais. Talvez a grande constante seja a sua progressiva diversidade, alargando o espetro da FC da clássica aventura no espaço aos campos sociais, políticos e de identidade. Há quem não goste, eu, pessoalmente, prefiro um género literário amplo e diverso, cheio de ideias e histórias intrigantes. No final do livro, o que conta realmente é a sua qualidade literária.

The Hope In Dystopia: Podem as utopias ser um símbolo de esperança? Parece contraintuitivo, uma vez que a distopia por si representa o imaginar dos piores sistemas sociais. No entanto, nesse ato estão as sementes de revolta contra injustiças, e o aviso vindo da Ficção que nos ajuda a olhar para os problemas da contemporaneidade como ultrapassáveis.

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Vincent Di Fate: Aka o ilustrador que me obrigava a comprar a Asimov SF Magazine, quando chegava a Portugal.

The Surprising Trans-Themed Story in Space Adventures #7 from 1953: De facto, deparar com histórias que abordem explicitamente a transsexualidade vindas dos Comics de ficção científica dos bem pudicos anos 50, surpreende. Foi por estas que se gerou o pânico moral que deu origem à Comics Code Authority, uma iniciativa de auto-censura industrial em resposta a pressões de setores da opinião pública, que “limpou” o género espartilhando-o, ditando o fim de muitas vertentes narrativas exploradas por uma indústria que se fixou na banalidade dos super heróis.

The signature film of every major city: Qual é o filme que fica indelevelmente associado a uma cidade? Esta lista tem pontos discutíveis, mas ninguém pensa em Casablanca, o filme, sem associar à cidade marroquina, ou Berlim às Asas do Desejo. Outras cidades têm outros filmes, todos marcantes, e há que adorar Blues Brothers como símbolo de Chicago. Falta Lisboa na lista. Mas, que filme marca a nossa cidade? Fugindo ao clássico popularucho Canção de Lisboa e às visitas de Wim Wenders com Lisbon Story, que tal Três Irmãos de Teresa Vilaverde?

A BEDETECA DE BEJA EM BRUXELAS: LA BANDE DESSINÉE PORTUGAISE EST SUPER!: Os autores portugueses em destaque na Festa da BD de Bruxelas. Pena é que no site do evento não se encontre nada mais detalhado sobre isto.

Tecnologias Que Nos Definem

The Art of Fugue…Japan’ first CG anime film 1968: Pessoalmente, fascinam-me estes artefatos dos primórdios da computação gráfica. O que hoje nos parece básico, foi o resultado de enormes esforços de investigação. Este filme, note-se, usa figuras geradas por computador mas foi filmado fotograma a fotograma a partir da impressão de cada imagem.

Si me das tu número de teléfono es probable que ni imagines lo que puedo averiguar sobre ti: Na verdade, tudo o que o jornalista fez foi encontrar informação publicamente disponível a partir de números de telefone. Um número dá acesso a uma foto de perfil e um nome no telegram ou whatsapp, e a partir daí é cruzar informação das redes sociais. Arrepiante? Depende. Se são daquelas pessoas que nunca refletiram sobre como funcionam as redes sociais e como melhor as aproveitar, pode parecer surpreendente descobrir que as informações que julgavam partilhar em grupos restritos, afinal são acessíveis por todos (os que tenham vontade para isso, e aqui a coisa pode tornar-se séria, com motivações criminosas). Mas se perceberam as suas regras do jogo, sabem que adotar um perfil público trata-se de, em essência, perceber que imagem querem projetar, criar uma persona adequada e controlar os fluxos de publicações que criam. Isto só sublinha a real importância da verdadeira literacia digital.

Resale of E-books Ruled Illegal in EU: Tradução – não haverá alfarrabistas para livros eletrónicos.

Twitter Users Share The Things Kids These Days Can’t Do: Não sei qual delas a melhor. Se a incapacidade de bater enfaticamente com os auscultadores do telefone para mostrar fúria (façam isso com um smartphone de gama alta e a fúria logo se transforma em arrependimento) ou o estar habituado a texto cursivo manuscrito, e não como tipo de letra de estilo retro no ecrã.

Kids are surrounded by AI. They should know how it works: Sim, devem. Como professor ligado às tecnologias, ouço muitas vezes a boca de “ah, para que é que lhes ensinas 3D e programação, o que eles precisam de saber é Word e powerpoint e pesquisar na Internet”. Pelo menos já evoluíram para incluir competências de pesquisa, penso enquanto lhes tento explicar pacientemente a diferença entre literacia tecnológica e uso de ferramentas (na verdade, a razão pela qual tantos acham importante ensinar estas ferramentas é porque o seu uso representa o ponto máximo das suas competências digitais). Falar e mexer com inteligência artificial é o passo lógico. Não só pelo argumento utilitarista de quanto mais cedo descobrirem, mais longe irão, mas essencialmente porque uma compreensão profunda destas tecnologias é uma condição de cidadania elementar, numa sociedade mediada pelo digital e cada vez mais estruturada por algoritmos.

I create fake videos. Here’s why people believe even the obvious ones: A razão disto é bem conhecida. Estamos mais predispostos a acreditar em ideias que confirmem os nossos preconceitos e enviesamentos cognitivos e ideológicos, mesmo que sejam falsas ou manipulativas. E as provas em contrário não nos convencem precisamente graças a esta predisposição. No entanto, muito interessante esta nota de esperança, mostrando que talvez esta crise das imagens falsas seja uma questão geracional: “For my generation and generations before, particularly those of us who saw the transition from film to digital photography, the trust in the image is there to be broken. For my son and subsequent generations raised on media, the trust, it seems, was never there in the first place”.


How the Internet has changed the way we write — and speak. It’s not all ALL bad: Os males que a internet está a fazer à literacia e uso da língua é uma refilice comum. No entanto, talvez o que o mundo digital veio trazer foi a aceleração da evolução linguística, com o espalhar rápido de expressões vernaculares que se tornam parte da normalidade falada. Como estamos a viver essa transformação, isso parece-nos estranho ou arrepiante, quase uma degradação, mas a verdade é que as línguas evoluem, não falamos como falaríamos há meio século ou mais, nem usamos as mesmas expressões. Se ouvir dizer lolada pode irritar o ouvido, recordem-se que já ninguém diz que vai à pharmácia.

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Leonardo da Vinci’s mechanical lion recreated: Um dos autómatos clássicos do renascimento, que só sobrevive por apontamentos nos diários de Da Vinci e em relatos da época, reconstruido.

YOUR NEXT ROBOT NEEDS GOOGLY EYES, AND OTHER LESSONS FROM DISNEY: Recordo que uma das coisas que encanta quem mexe com o robot anprino Nandy é que o posicionamento da carenagem do sensor HR-SR04 faz parecer que o robot tem olhos. Há uma razão para isso, é psicológica. Empatizamos com mecanismos que tenham traços antropomórficos. Algo tão simples como colar googly eyes é o suficiente para nos despertar reações de carinho para com os mecanismos.

The Myth of Technophobia: É, de facto, paradoxal. Sempre que uma nova tecnologia potencialmente transformadora nos chega às mãos, a reação pública parece sempre ser uma de rejeição absoluta. E, no entanto, as tecnologias pegam, ganham tração e nornalizam-se. Pessoalmente, recordo o momentpo em que os telemóveis começaram a tornar-se produto de consumo, e do consenso geral que usar aquilo era uma bimbalhice, mais sinónimo de ostentação do que de modernidade. E agora, ninguém concebe a vida diária sem o seu dispositivo móvel. Ou seja, esse padrão de rejeição pública de novas tecnologias não se traduz na sua real aceitação.

Algorithms Are People: Novamente, o perigo dos algoritmos black box. Se não sabemos como operam, ou sob que pressupostos foram programados, como é que podemos garantir a fiabilidade dos seus resultados? Essencialmente, confiamos as nossas decisões a sistemas de apoio que desconhecemos a forma como nos ajudam a tomar decisões.

Fake Photo Or Real? Check If An Image Is Morphed Or Edited: Um belíssimo achado do Jorge Candeias. Dicas sobre como identificar indícios que uma imagem seja falsa, técnicas de backsearch e ferramentas de análise. Um recurso fundamental para perceber a fiabilidade da imagem na era da manipulação digital.

iPad Pro leak suggests tablet photography just won’t die: Curiosamente, o iPad Pro seria o único dispositivo Apple que eu remotamente consideraria adquirir, para poder modelar em 3D no FormIt e no Shaper3D. Mas depois recordo-me do que realmente faço, e da inutilidade de ensinar a criar 3D em dispositivos móveis com um Apple a alunos que só podem usar Android. Por isso fico-me pelo Onshape para os mais avançados, e o 3DC.io para os pequeninos. Mas estou a desviar-me do tema. De facto, usar um tablet para tirar fotos é algo ridículo, mas as lentes têm lugar nestes dispositivos. Para, por exemplo, realidade aumentada, fotografia rápida de referência, ou fotogrametria. Fatores que ajudam a explicar a continuidade das câmaras em tablets, mas que se calhar não são as que passam pela cabeça daqueles turistas com um ar algo pateta, a tirar fotos aos monumentos com os seus grandes tablets.

7 Software to Create Stunning 3D Environments: Estou verdadeiramente surpreendido com esta lista, porque a maioria dos programas são bem antigos. Foi com o Bryce que iniciei há doze anos o caminho do 3D na educação. Só isso é indicativo da idade, e longevidade, destas sugestões de software para criar ambientes 3D.

Books Won’t Die: A morte dos livros tradicionais, sempre muito anunciada, com protótipos e projetos de tecnologias que irão tornar livro impresso obsoleto…  só que não. Notem que isto não é uma diatribe anti-livros digitais, antes uma observação que a tecnologia elementar da literacia e do livro simplesmente funciona, e tem-no feito ao longo de centenas de anos. Modificar esta base tecnológica tem produzido experiências que vão do interessante ao absurdo. Mas o conjunto de páginas encarnadas com letras e ilustração continua a ser uma tecnologia estável, acessível por ser fácil de descodificar, e imbatível.

En 2010 Huawei hizo un vídeo de cómo imaginaba la tecnología de 2020… y a día de hoy es más hilarante que visionario: O artigo consegue perder completamente a lógica do porquê destas visões serem pertinentes. Fica-se pelo ridicularizar o obsoleto nestas visões do futuro vindas do passado. Mas é mesmo por isso que são interessantes. Percebemos como o nosso futuro evoluiu a partir das visões que tínhamos. E percebemos que a contemporaneidade não evolui de forma linear.

Da Modernidade Que Nos Rodeia

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*A new pic of the forthcoming interstellar comet.: Outro objeto interestelar a atravessar o nosso sistema solar. A grande questão: o que é que fazemos se ele parar?

Here’s what happened in the impact crater the day it did in the dinos: Mau dia para se ser dinossauro. E agora, graças à recolha de vestígios geológicos nas profundezas do golfo do México, estamos mais próximos de perceber como, realmente, se processou o impacto do asteróide cujas consequências levaram à extinção dos dinossauros.

Death by helicopter: Uma para o arquivo de coisas de ironia muito negra. Fazer o primeiro salto de pára-quedas e ir parar em cima de um helicóptero com  os rotores em funcionamento. O acaso na realidade, por vezes, bate o imaginário do horror aos pontos.

Hitting the Books: ‘Dirty bomb’ fears spawned America’s nuclear spy force: Não é “o que é que teria acontecido se Hitler tivesse desenvolvido uma bomba atómica”, mas sim se os responsáveis pelo armamento nazi se tivessem apercebido do potencial do material radioativo para criar armas sujas. Não é precisa uma explosão nuclear para contaminar uma zona com radioactividade. Um dos medos que acelerou o desenvolvimento do projeto Manhattan.

Houthi Drone Strike Has Damaged Half of Saudi Oil Facilities: Não leiam isto com um óbvio “lá vem mais um aumento dos preços dos combustíveis”. O intrigante é a capacidade de uma milícia rebelde usar drones para incapacitar a produção de petróleo num país que tem investido boa parte dos proventos dessa atividade em sistemas de armamento avançado.

French city makes its buses free, spurring new ridership and decreasing car use: Enquanto por cá as iniciativas para reduzir os custos do transporte público parecem estar a ser ativamente bloqueadas pelos operadores, ao não reforçar carreiras para responder ao aumento da procura, noutros países experimentam-se formas mais avançadas de soluções de mobilidade urbana. Tornar o acesso a transportes públicos gratuito não é nenhum tiro no pé económico, muito pelo contrário. A economia depende do movimento, da liberdade de circulação, e quanto maior for a capacidade das pessoas circularem, maior o potencial estímulo para a economia local. Já repararam que primeiro vêm as autoestradas e depois os centros comerciais? O outro grande argumento é ambiental, retirar os carros das cidades, diminuindo emissões e melhorando a habitabilidade e qualidade de vida das zonas urbanas. Algo que não se faz apenas com ruas cosmeticamente ajardinadas, parquímetros e trotinetes elétricas, são precisas soluções de transporte que realmente tornem o automóvel como a opção menos lógica no espaço da cidade.

WHY ARE BOOKS THAT SHAPE? FROM CODICES TO KINDLES, WHY THIS RECTANGLE STAYS GOLDEN: Confesso que apesar de sofrer de bibliofilia crónica profunda, não suspeitava das complexas razões para os livros terem a forma que têm. Em parte, o seu tamanho é ditado pela necessidade de manuseabilidade. Mas não sabia que a proporção dourada ou as harmonias pitagóricas eram fatores no design do formato dos livros.

GNU founder Richard Stallman resigns from MIT, Free Software Foundation: O escândalo Epstein está a ter repercussões inesperadas nos meios académicos ligados à tecnologia. Para quem não tem prestado atenção a estas coisas, o caso prende-se com os comportamentos criminosos de um bilionário amante de meninas menores de idade, com uma propensão para as voar de jato privado para a sua ilha pessoal nas caraíbas. Para além da pedofilia, Epstein tinha outro fetiche – socializar com a elite intelectual. Era um contribuinte financeiro entusiasta para organizações como a Edge ou o MIT Media Lab. Instituições que, quando os seus comportamentos criminosos se tornaram do conhecimento geral, continuaram a aceitar entusiasticamente os seus dólares de forma anónima. E dado o hábito de Epstein em convidar cientistas, artistas e pensadores destacados para festas e férias na sua ilha. de repente uma parte substancial da intelligentsia tecnológica ficou sob suspeita de conivência ou participação ativa nos comportamentos criminosos do bilionário. Os media focam-se em personalidades mediaticas como ex-presidentes americanos ou membros da família real britânica, alimentando teorias da conspiração sobre o suicídio de Epstein na prisão. Mas fora do foco da escandaleira dos telejornais, as repercussões são muito mais fortes. Este escândalo já levou à demissão de Joi Ito da direção do MIT Media Lab, por ter continuado a aceitar o financiamento de Epstein sob forma anónima, depois dos crimes virem a público. John Brockman, editor da fantástica Edge, está a ser queimado pela sua associação a Epstein. Lawrence Lessing, cuja acutilância nos domínios legais da sociedade digital é ímpar, descredibilizou-se a defender Ito e os financiamentos secretos de Epstein. Nicholas Negroponte também não está a escapar a este mau ambiente. Marvin Minsky, apenas um dos pais da inteligência artificial, poderá ter estado envolvido em crimes sexuais. Agora cai Stallman. co-criador do GNU Unix (sem o qual não teríamos linux ou android), depois de uma atabalhoada defesa do indefensável. São gigantes intelectuais da tecnologia que estão a cair. Mostra que a sedução do dinheiro e poder corrompe profundamente.

Why this creepy melody is in so many movies: A marcante frase musical do Dies Irae, tantas vezes interpretada pelos grandes compositores, e hoje usada até à exaustão na composição musical para cinema como forma de sublinhar sentimentos de angústia ou medo. Nunca me tinha dado conta que uma das partes mais assombrosas da Fantastique de Berlioz é uma variação da frase musical que identifica um Dies Irae.

The best architecture of the 21st century: Parece que não, mas já vamos com quase um quinto de século XX. Tempo suficiente para registar quais os imóveis mais marcantes da arqitetura contemporânea.

I Was Never Taught Where Humans Came From: Os professores não são máquinas, que replicam conteúdos educativos sem visão pessoal ou crítica (bem, os maus são-no). Mas até que ponto deixa de ser legítimo trazer os nossos sentimentos e opiniões para a sala de aula? Talvez quando estes interfiram ativamente com a verdade científica, ou procurem enviesar as opiniões dos alunos. O artigo é sobre um daqueles casos à americana, onde parece ser aceitável que um professor não ensine partes essenciais do currículo de ciências por razões religiosas, ou se o ensinar, arrisca-se a ter chatices com os zelotas. E por cá, isto será possível? Bem, nós professores somos humanos. Há poucos dias ouvi claramente um colega, que suspeito ser de línguas, na sala ao lado, avançar com uma diatribe anti-acordo ortográfico (is that still a thing?) com uma turma de quinto ano, sem apresentar qualquer ponto de vista contrário. Suspeito que estes meninos de olhos esbugalhados acabadinhos de chegar à nova escola não tenham percebido nada da conversa. Pessoalmente, quando o tema da aula toca em assuntos sobre os quais tenho opiniões fortes, não deixo de as referir, mas tenho o cuidado de mostrar que há outros pontos de vista. Porque no fundo é para isto que são precisos professores, para guiar e apontar caminhos, dar a liberdade de os escolher não para debitar matérias ou indoutrinar em crenças ou ideários.

Skorzeny Was to Kidnap Stalin, Churchill & Roosevelt in WWII: As histórias da história da II Guerra não cessam de surpreender. Aparentemente, havia um plano para assassinar os líderes aliados em Teerão, de que os soviéticos se aperceberam. Ou, por outro lado, talvez este plano audaz nazi tivesse sido uma mistificação para levar o presidente americano a dormir na embaixada soviética no Irão, que estava convenientemente cheia de escutas.

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Professor de TIC e coordenador PTE no AEVP onde dinamiza os projetos As TIC em 3D, LCD - Clube de Robótica; Fab@rts: o 3D nas Mãos da Educação, distinguido com prémio de mérito da Rede de Bibliotecas Escolares. Distinguido com o prémio Inclusão e Literacia Digital em 2016 (FCT/Rede TIC e Sociedade). Licenciado em ensino de Educação Visual e Tecnológica, Mestre em Informática Educacional pela Universidade Católica Portuguesa. Correntemente, frequenta pós-graduação em Programação e Robótica na Educação pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Tutor online na Universidade Aberta. Formador especializado em introdução à modelação e impressão 3D em contextos educacionais na ANPRI (Associação Nacional de Professores de Informática) e CFAERC. Co-criador do projeto de robótica educativa open source de baixo custo Robot Anprino. Colaborador do fablab Lab Aberto, em Torres Vedras. O seu mais recente projeto é ser um dos coordenadores do concurso 3Digital, que estimula a utilização de tecnologias 3D com alunos do ensino básico e secundário.