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Impressão 3D de alta qualidade pela Arte Creator.

Depois de um hiato de quatro anos, a Maker Faire regressou a Lisboa. Foi organizada pelo Fablab Benfica com apoio, entre outras instituições, da Escola Superior de Educação de Lisboa e Associação Nacional de Professores de Informática, e está a reunir uma parte significativa da comunidade Maker alargada em Lisboa. Pode ser visitada este fim de semana, com entrada gratuita. Destacamos alguns dos muitos projetos que podem ficar a conhecer neste evento.

Os Caminhos Maker Vão Dar a Benfica

Recordação da última maker faire, esta estrutura foi concebida, maquinada e construída em 2016 pelos fablabs para a Maker Faire desse ano.

Nos dias 11 e 12 Outubro, os caminho maker vão dar ao Campus da ESELx, em Benfica. Uma Maker Faire é um momento privilegiado de partilha e divulgação de projetos, mas o que lhe dá força é a vertente show and tell, com os visitantes a descobrir o que se faz e como se faz. 

Correndo o risco de se ser injusto, aproveitando que a Faire ainda está a decorrer em Benfica, destacamos alguns projetos a não perder numa visita ao evento. São todos de descobrir, conhecer e trocar impressões com os criadores, mas estes suspenderam-nos em especial. 

Projetos Maker Que Atraem a Atenção

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Rover UBO, um kit de robótica open source.

UBO Rover: Ficámos encantados com este pequeno robot educativo, criado por um designer. É totalmente impresso em 3D, concebido para ter um mínimo de peças e encaixes. É controlado por uma placa arduino, programado no respetivo IDE. O seu ar kawaii é irresistível. Uma bem vinda adição ao mundo dos projetos de robótica low cost e open-source para educação, numa feira que também conta com a presença do Robot Anprino, que se tem revelado um dos mais importantes projetos portugueses nesta área, com mais de quinhentos kits em uso nas escolas de todo o país. Mas quanto mais diversidade, melhor. 

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Jogos de tecnologia retro na MILL.

MILL: o trabalho de Maurício Martins e da Makers In Little Lisbon é dos mais marcantes na comunidade Maker portuguesa. Na Faire, não percam a máquina de photomaton, o telefone musical ou os jogos de estilo retro. A MILL mostra-de onde sempre esteve, no limiar entre a fabricação digital e a criatividade artística. 

Arte Transformer, no cruzamento da educação, artes e tecnologia.

Arte Transformer: Este é um projeto de pequenos objetos, mas grandes ambições. O foco de Manuel Moreira, o seu dinamizador, é a educação artística sem medo da tecnologia. Mecanismos, desenhos animados, máquinas que pintam, robots que decoram ovos com padrões intricados. Este projeto desafia crianças e adultos à criatividade pura, usando a tecnologia como meio de expressão. 

Arte Creator: Outro projeto que nos despertou a atenção. E se pudesse ter em casa esculturas personalizadas, criadas ao seu gosto, impressas em 3D com alta qualidade e acabamentos de alto nível? É este o nicho que estes criadores exploram, criando modelos à medida para impressão 3D.

Um polargraph construído e programado por alunos do CRESAC.

Cresac: A Maker Faire não se resume a Makers e empresas, tendo também uma forte componente educativa. Infelizmente, talvez pelo curto tempo entre o anúncio da iniciativa e o evento, estiveram presentes poucos clubes de robótica a mostrar a vertente Maker da educação. Destacamos o Cresac, da Escola Augusto Cabrita no Barreiro, por dar a alunos de zonas carenciadas um espaço para descobrir a tecnologia, com as mãos na massa. Mas na verdade, o que nos seduziu neste clube foi o projeto Polargraph, um robot desenhador montado e programado pelos elementos do clube. 

BITalino: Quando o criador deste projeto se viu diagnosticado com uma potencial doença cardíaca, acabou por desenvolver um produto inovador. O Bitalino é um kit de desenvolvimento baseado em arduino, com sensores para recolha de dados biomédicos. Um dos projetos Maker portugueses de maior sucesso internacional e longevidade. 

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Show and tell, no espaço Pakciência.

Pakciência: falar do potencial da impressão 3D na educação é hoje quase banal. Este projeto tira partido desta tecnologia para tornar tangíveis aprendizagens de conhecimentos complexos. Para a Maker Faire, trouxeram objetos impressos em 3D que transformam a abstração matemática em elementos físicos. E, também, kits low cost de circuitos elétricos para descobrir a eletrónica. 

Plotters que desenham, um projeto Lab Aberto.

Movimento Maker Portugal: Que nós saibamos, este é óbvia primeiro grande momento de encontro físico desta comunidade virtual que se iniciou nas redes sociais. Trazem à Faire os seus projetos, mostrando o que andam a fazer nas garagens, escritórios e sótãos de todo o país. 

Há Muito Mais a Descobrir na Maker Faire

Crânio voronoizado, um projeto MILL.

Esta listagem é necessariamente injusta. Há na Maker Faire muitos mais projetos a descobrir. Diversos fablabs portugueses, como o Lab Aberto, ÉvoraTech, Aldeias de Xisto, ou o Vivalab, mostram o que tem estado a desenvolver. Na Faire, podemos descobrir apps de realidade aumentada desenvolvidas pela Zaum Studios que dão vida aos desenhos das crianças. Os Mirmex mostram como criar formigueiros high tech. A Mauser, com um espaço de venda de placas, componentes, kits e sensores, é maior das tentações para os Maker, que se sentem como uma criança numa loja de doces. 

O melhor mesmo é visitar para descobrir todos os projetos Maker, empresariais, de Fablabs, institucionais e educativos que mostram a criatividade e o potencial da cultura Maker. O evento é gratuito. Hoje talvez seja tarde para o visitar, mas sábado, dia 12, os makers estão prontos para o show and tell no Campus da ESELx. A Maker Faire Lisboa tem entrada gratuita. 

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Espaço e Manufatura Aditiva: o Futuro da Impressão 3D

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Professor de TIC e coordenador PTE no AEVP onde dinamiza os projetos As TIC em 3D, LCD - Clube de Robótica; Fab@rts: o 3D nas Mãos da Educação, distinguido com prémio de mérito da Rede de Bibliotecas Escolares. Distinguido com o prémio Inclusão e Literacia Digital em 2016 (FCT/Rede TIC e Sociedade). Licenciado em ensino de Educação Visual e Tecnológica, Mestre em Informática Educacional pela Universidade Católica Portuguesa. Correntemente, frequenta pós-graduação em Programação e Robótica na Educação pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Tutor online na Universidade Aberta. Formador especializado em introdução à modelação e impressão 3D em contextos educacionais na ANPRI (Associação Nacional de Professores de Informática) e CFAERC. Co-criador do projeto de robótica educativa open source de baixo custo Robot Anprino. Colaborador do fablab Lab Aberto, em Torres Vedras. O seu mais recente projeto é ser um dos coordenadores do concurso 3Digital, que estimula a utilização de tecnologias 3D com alunos do ensino básico e secundário.