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Esta semana, destacamos lançamentos e momentos do Amadora BD. Falamos de BD independente portuguesa. Olhamos para o fascínio com as casas assombradas e as discussões abertas pelo filme Joker. Recordamos a Maker Faire Lisboa. Descobrimos que as Inteligências Artificiais parecem simular literacia. Recordamos o óbvio, as redes sociais amplificam o que é nocivo. Olhamos para o fundo do mar, onde corre a internet. Perguntamos qual a primeira cor do universo, e percebemos que a literatura pode ser útil nas balanças. Semanalmente, tentamos trazer leituras intrigantes, entre o local e o global.

Ficção Científica Global

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Bernie Wrightson, 1974: Dos melhores ilustradores clássicos de comics, com um estilo gráfico sempre arrebatador.

Batman & Dylan Dog #0 to be Published in Italy at the End of the Month: Oh, wow, os meus dois personagens favoritos num crossover transatlântico. E escrito pelo Recchioni, o que garante qualidade.

Um momento de publicação independente: H-alt: O Público traça o perfil de um dos mais vibrantes projetos independentes de edição de BD em Portugal, a revista (e site, e podcast) H-alt.

Apresentação da H-alt #09: E, por falar em revista h-alt, o seu editor comunicou em press release que “a apresentação oficial da H-alt nº 9 vai ocorrer na Amadora BD 2019 no dia 3 de Novembro das 16:00 às 16:30. Existirá depois uma sessão de autógrafos com os autores das 16:45 às 19:00. A capa é da autoria do grande ilustrador e autor de BD Miguel Montenegro. Nesta edição vão sair 14 histórias de BD, duas das quais são continuações de histórias anteriores. Como sempre a temática da revista é ficção especulativa (Ficção cientifica, terror, fantasia, história/realidade alternativa, surrealismo..)”.

Lançamentos Polvo: Aproveitando o grande evento de BD em portugal que é o Amadora BD, a Polvo lança Folia de reis”, de Marcello Quintanilha, e  “A loja”, de Derradé. De acordo com nota enviada pelo editor, Rui Brito, “”Folia de reis” terá apresentação no Auditório do Amadora BD, a 02 de Novembro, pelas 16h00, com a participação de Marcello Quintanilha, Rui Brito (editor) e João Morales (jornalista convidado); “A loja” terá apresentação no Auditório do Amadora BD, a 26 de Outubro, pelas 16h30, com a participação de Derradé e Rui Brito (editor)”. Desde que me lembro que esta editora aposta em autores de vanguarda, e recentemente tem trazido aos leitores portugueses o melhor que se tem feito em banda desenhada brasileira.

There’s a Lot Of Alfred in Today’s Batman Comics For a Dead Man: A morte no mundo dos comics raramente é terminal. Tom King chocou o fandom ao matar o eterno mordomo de Bruce Wayne. Realmente, foi preciso coragem para matar um personagem que acompanha Batman desde o seu início, intrínseca à série. Mas duvido que uma personagem do calibre de Alfred Pennyworth não regresse à continuidade de Batman com alguma brevidade.

Houses of horror: Do fascínio com as coisas que nos fazem arrepiar, o delicioso contrasenso de apreciar o que nos atemoriza.

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Gray Morrow’s 1968 cover art for The Tomorrow People: Um toque de grafismo FC old school.

Sunday Reading: Spooky Stories: A New Yorker dá-nos uma bela prenda para estes dias em que o dia dos finados se aproxima, com a cada vez mais global noite de Halloween. Histórias de fantasmagorias e terror, para arrepiar ainda mais a espinha nestas noites em que a escuridão começa a cair cada vez mais cedo.

Interior and cover art for German prog band Grobschnitt’s 1977 album Rockpommel’s Land: Diga-se que boa parte dos discos destas bandas valiam mesmo pelas capas.

Terra Incognita Especial – Coringa (com spoilers!): Joker é um filme que está a mexer com as pessoas, pelas mais variadas razões. Essencialmente, por ser um filme deliberadamente inquietante, que coloca em tons de cinzento o habitual mundo binário dos super-heróis. Esta análise do escritor brasileiro de ficção científica Fábio Fernandes é das mais completas que já ouvi.

Tecnologia e Sociedade

Maker Faire Lisbon 2019 – Reportagem Completa: A Mauser, também conhecida como a loja da desgraça dos makers, dá-nos esta completa reportagem sobre a Maker Faire Lisbon 2019.

What Will the Internet Look Like in 2030?: Não há respostas fáceis a isto, e cada especialista tem a sua visão. Mas há um padrão, um risco de balcanização da web entre o libertarismo corporativo americano, o protecionismo europeu e a web censurada da China e países que lhe seguem o exemplo. No entanto, apenas um especialista falou dos impactos do aquecimento global na internet. Se se prevê que as zonas costeiras de hoje estejam submersas ou em risco de submersão em 2030, grande parte dos datacenters sobre os quais corre a infraestrutura da internet vai estar debaixo de água.

Facebook isn’t free speech, it’s algorithmic amplification optimized for outrage: Sim, já sabemos disto. Mas nunca é demais repetir os problemas éticos que o enviesamento algorítmico está a trazer à nossa sociedade. Se as câmaras de eco online se radicalizam, como de facto está a acontecer, isso transvasa para a sociedade em geral. E este enviesamento existe por uma única razão: captar atenção e maximização de lucro das plataformas digitais.

Qantas completes record 19-hour flight to test limits of air travel: Credo, dezanove horas preso numa aeronave, mesmo que seja num voo non-stop, parece-me altamente saturante. Mas os limites da aviação global estão sempre a ser estendidos.

Machines Beat Humans on a Reading Test. But Do They Understand?: Uma questão intrigante. Poderá a análise estatística de textos ser equivalente à sua compreensão, ou mera simulação? Experiências mostram que é possível desenvolver algoritmos de análise textual capazes de atingir resultados iguais ou superiores aos humanos na compreensão de texto, que vai mais longe do que a leitura. Mas serão realmente compreensão, ou simulacro?

How High-Frame-Rate Technology Killed Ang Lee’s Gemini Man: A ironia do efeito pernicioso da alta resolução. A busca de níveis superiores de realismo levam à dificuldade em apreciar a imagem no ecrã.

Ghost Hands, Player Pianos, and the Hidden History of AI: Quando se fala da potencial criatividade dos algoritmos de Inteligência Artificial de produção de imagens, estamos na verdade a replicar uma velha questão que já foi colocada nos tempos em que os mecanismos maravilhavam com o seu simulacro de vida. A real questão da criatividade artificial está na interação entre o criador e o algoritmo.

The Most Futuristic Developments We Can Expect in the Next 10 Years: Que tendências tecnológicas podemos esperar na próxima década? Uma nova revolução industrial, alimentada por automação e inteligência artificial; adaptações culturais rápidas, com as culturas a terem de reagir a um fluxo constante de novos normais. Biotecnologia, resolver os problemas do aquecimento global. Não resisto. The future’s so bright, I gotta wear shades.

The greatest network the world has ever seen: The global internet map: Das histórias mais fascinantes e menos conhecidas do mundo digital, a infraestrutura submersa que o sustenta. Desde o século XIX que os cabos submarinos conectam o planeta.

Modernidade Global

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Un fascinante y desconocido mundo microscópico en las 20 fotomicrografías ganadoras del concurso Nikon Small World 2019: A ciência pura, revelando-nos vistas inauditas e de enorme beleza. Estas fotos estão na fronteira entre o rigor científico e a expressão artística.

What was the first color in the universe?: Levemente alaranjada, e nos seus primórdios o universo não tinha cor, por ser demasiado denso para ser atravessado por fotões.

You Can’t Read This Article Si T’es Pas Bilingue: Que artigo divertido, escrito em inglês e francês, completamente misturados nas frases. Uma delícia de texto que nos mostra que ser bilingue é mais do que ler, é pensar de várias formas diferentes.

The Stasi Played Along: Nos tempos terminais da RDA, a Stasi via com um misto de tolerância e preocupação a cultura dos clubes de computadores, que se recusavam a usar os computadores localmente fabricados em favor de Amigas, e trocavam abertamente jogos e software entre si. Entre a necessidade de desenvolver competências avançadas de informática e a ameaça à pureza ideológica do regime.

On The Sobering Uses Of Literature: Uma história clássica, do uso dos livros de Sartre como peso, graças à falta de pesos de cobre durante a II Guerra.

We have the tools and technology to work less and live better: O paradoxo da produtividade. Temos condições para trabalhar menos, mantendo níveis de produção e de vida. Mas cada vez trabalhamos mais, e o sonho keynesiano de redução de horas laborais continua distante.

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Comboio: um transporte do futuro inventado no século XIX