A China tornou público há dois dias que pretende não só entrar na corrida pela colonização da Lua, como também ser a primeira nação mundial a enviar taikonautas (os astronautas chineses) a Marte, com o objectivo de estudar a eventual existência de vida extra-terrestre que possa existir no planeta vermelho. E quer fazê-lo antes da NASA.

A China tem surpreendido tudo e todos com a agressividade do seu Programa Espacial, e esse assunto já foi explicado aqui no Bit2geek em anteriores artigos.

O facto de ter lançado uma missão ao lado oculto da Lua, com a Chang’e 4, utilizando como apoio um satélite de relay (ou de retransmissão), o Queqiao, que por sua vez foi apoiado por dois cubesats (os Longjiang), para pousar na face oculta, e por fim através do seu rover lunar Yutu transmitir imagens em HD, deixou os concorrentes da China pasmados.

Em vésperas de se iniciar a colonização da Lua, com o lançamento do Programa Artemis para 2024 (desta vez ir para ficar), tal como mostra o vídeo seguinte da NASA, o objectivo é utilizar a Lua para missões de longo curso em Deep Space.

A baixa gravidade lunar e a abundância de minério para construção de naves em ambiente de gravidade relativa, bem como a possibilidade de abastecer as naves espaciais com hidrogénio ou helium 3, levam a que a Lua seja entendida como uma espécie de “estação de serviço” para lançar missões por exemplo a Marte.

A Directiva 1 de política espacial da Casa Branca, a “Moon to Mars”, que tenta estabelecer a preponderância dos EUA na exploração Espacial e no controlo do Espaço, concretiza-se no seu primeiro passo com o regresso à Lua e consequente construção de um posto avançado (lunar).

Para além disso está previsto o lançamento do Mars 2020 (Julho de 2020), um rover que levará consigo um helicóptero para estudar a superfície de Marte, e que se vai juntar ao Curiosity que é actualmente o único que está presentemente em funcionamento em Marte.

Mas quando a NASA explicou a missão do Marscopter…

Recentemente Susan Gorton, líder da NASA para o projeto Revolucionário “Vertical Lift Technology (RVLT)”, ou Marscopter, que caracterizou como “o voo inicial do helicóptero Mars representará a versão desse planeta, da conquista dos irmãos Wright em Kitty Hawk e a abertura de uma nova era”, foi acompanhado por uma declaração da China…

E as declarações da China apareceram como uma bomba no mundo espacial. Há dois dias a China divulgou os novos planos para enviar humanos a Marte, a fim de procurar vida extraterrestre.

“Vamos estabelecer bases na Lua para conduzir operações científicas, expandir um local habitável para a humanidade e ganhar experiência e conhecimento para expedições no espaço profundo além da Lua.”

Nestas declarações foi acrescentado: “O objetivo a longo prazo é enviar humanos para Marte”.

Explicado pelo China Daily, a China claramente quer ter o ascendente sobre Marte, enviando a primeira missão tripulada antes dos EUA. E também informam o público que a China está na corrida pela colonização da Lua.

A corrida à Lua tem notícias todos os dias…

Corrida à Lua, colonização, base lunar
Legenda: Boeing Lunar Lander Créditos: Boeing

A Boeing anunciou em 5 de novembro que enviou uma proposta à NASA para desenvolver um módulo lunar que poderia ser lançado numa só peça, acoplado ao SLS Moon (Space Launch Systeam, o foguetão da NASA para atingir a Lua).

“Utilizando a capacidade de elevação do Sistema de Lançamento Espacial Bloco 1B da NASA, desenvolvemos uma abordagem de ‘Menos Passos para a Lua’ que minimiza a complexidade da missão, oferecendo o caminho mais seguro e mais direto para a superfície lunar”, afirmou Jim Chilton, vice-presidente para as áreas de Espaço e Lançamentos na Boeing Defense, Space and Security, em comunicado da empresa.

A SpaceX também deverá apresentar uma proposta, provavelmente baseada no seu lançador reutilizável Starship, que ainda se encontra em fase de desenvolvimento. Um porta-voz da SpaceX, também a 5 de Novembro, explicou que a empresa não estava  divulgar pormenores técnicos mas que tal como a poderosa Gwynne Shotwell Presidente e Chief Operating Officer na SpaceX , afirmou no mês passado no mês durante o Congresso Astronáutico Internacional, a SpaceX tem como “objetivo de fazer parte do Programa Artemis, com certeza.”

Base lunar, colonização, Taikonautas
Créditos:NASA/Bill Ingalls no Flickr-Gwynne Shotwell COO da SpaceX

E também o Japão se juntou à corrida…

A ISpace, é uma empresa japonesa que se lançou na conquista da Lua, recentemente anunciou que reviu o seu cronograma para as primeiras duas missões.

A Ispace com sede em Tóquio, planeava lançar uma missão de demonstração para a órbita lunar em 2020, seguida de um pouso lunar e desenvolvimento de uma missão rover um ano depois.

Só que o sentimento de “Gold Rush” na corrida à Lua, fez-se sentir também nos objectivos da empresa, que vai dispensar as missões de demonstração ou teste para se lançar numa missão já, com carga útil, a ser lançada em 2023. Esta missão irá ser montada como carga secundária de um Falcon 9 da SpaceX.

As missões 2021 (agora descartada) e 2023 juntas, seriam a espinha dorsal do Programa Hakuto-Reboot da ISpace, ou Hakuto-R, para abreviar. Hakuto que significa “coelho branco” em japonês, era o nome da equipe gerida pela ISpace no Google Lunar X Prize (GLXP), uma competição que ofereceu US $ 20 milhões ao primeiro grupo privado a pousar na Lua e a percorrer 500 metros num rover, retransmitindo imagem e vídeo em HD de volta para a Terra.

A ISpace tem como objectivo, tal como o diz no seu site, de até 2040 colocar cerca de 1000 pessoas a operar na Lua continuamente, proporcionando a visita à Lua de 10.000 pessoas por ano.

Juntam-se as estas missões em 2021 a empresa Astrobotic (de Pittsburgh) e a Intuitive Machines (de Houston) que vão lançar missões de pouso lunar, no âmbito do CPLS da NASA (programa para entrega de carga na Lua).

Falta um ano para começar tudo isto… A Lua vai estar muito “ocupada”

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