forma

Entre as sugestões de leitura para esta semana, destacamos os vários artigos sobre edições de banda desenhada ou literatura do fantástico em português. Descobrimos o uso de memes como arma, e recordamos o momento em que a Internet nasceu. Terminamos entre o poderio militar chinês e o porquê daquelas músicas que persistem na cabeça. Ajudar a perceber de que forma o futuro está a ser gerado é um dos grandes objetivos das Capturas na Rede.

Formas da Ficção Científica

forma

We Are The Mutants: Aniquiladora? Não é exterminador?

Recomendações assustadoras: Banda desenhada: A Cristina Alves está a aproveitar este período mais de halloween para sugerir algumas leituras arrepiantes. Começou com BD, e são excelentes sugestões para estas noites mais longas e escuras.

Mars, memories and monsters: The decade in fiction: Boas sugestões de leitura na ficção científica das primeiras décadas do século XXI.

The Newest Uzumaki Teaser Introduces Junji Ito, the Pleasant, Polite Master of Horror: Como se costuma dizer, são os caladinhos que são os piores. Se bem que o horror de Junji Ito, apesar de forte, visceral e perfeito body horror, não é dos mais desconfortáveis do que vem do Japão.

‘CAM 117 Gunship,’ by Angus McKie: Oh yeah, space opera!

Prémios Nacionais de BD: os Vencedores: Novamente, Mar de Aral volta a varrer prémios de banda desenhada portuguesa. O livro é de facto bom, mas suspeito que estes prémios reflitam a falta que o trabalho de José Carlos Fernandes faz ao panorama da BD portuguesa.

The artist before the publisher – The story of Apocryphus: Este projeto de edição de BD portuguesa tem sido consistente na qualidade das suas propostas.

Alex Schomburg: Coisas old school.

Lançamento: H-alt #9: Um dos projetos editoriais mais consistentes na edição de novos autores de BD portuguesa tem o lançamento da sua nova edição marcado para o final do Amadora BD.

Painel Escolhas do Ano – Fórum Fantástico: É um dos momentos tradicionais do Fórum Fantástico, o painel em que João Barreiros, Cristina Alves, Rogério Ribeiro e eu discutimos os melhores, e os piores, livros que nos passaram pelas mãos durante o ano. Aqui ficam as escolhas da Cristina, as minhas estão no meu blog.

A Bay of Blood: Bava, giallo no seu melhor. Sangrento e depravado, como só o horror italiano dos anos 70 e 80 conseguia ser.

forma

moonzerotwo: Islands in the Net – Peter Elson: Há um certo ar blue thunder (aquela série sobre um super helicóptero dos anos 80) nesta ilustração.

Cómo DC ha intentado introducir ‘Watchmen’ en su universo tradicional de comics de superhéroes: Bem, com lentidão. Muita lentidão. O evento Doomsday Clock tem sido tão prolongado, com adiamentos sucessivos das edições, que a integração do universo Watchmen na continuidade DC está complicada. E talvez seja incompatível com o universo DC principal, uma vez que a volta que Moore deu aos heróis Charlton não se coaduna com o habitual dos comics.

RUR – A play: O texto clássico de Karel Kapec chega ao teatro em português, numa peça que estreia em Setúbal em Novembro. Este texto está em análise no Portuguese Portal.

Lançamento: Dampyr – O suicídio de Aleister Crowley: Uma das novidades da Seita, a nova editora dedicada a fumetti e banda desenhada independente, tem o seu lançamento previsto para o Amadora BD com presença do desenhador Michele Cropera.

Onde estão os novos ficcionistas portugueses?: Confesso que estou indeciso quanto a este artigo. Por um lado, acerta nalguns pontos, como a falta de vontade editorial, ou pouca experiência literária dos novos autores. Por outro, há por ali um certo ar de snobismo, de ah estas novas gerações que não fazem o que nos achamos que é o bom, nas críticas aos aos que cresceram com ecrãs. Bom, mas os estilos literários evoluem, a forma de escrever altera-se com os tempos. E eu, como fã e frequentador de festivais literários não-mainstream, vejo (e leio) o oposto: muitos jovens a criar, a traçar o seu caminho. Não é é nos gostos limitados e umbiguistas da literatura mainstream.

All Watched Over by Machines of Loving Grace: Parece promissora, esta antologia da editora/associação independente de comics Chili Com Carne. O tema parte do poema de Richard Brautigan, e suspeito que as histórias andarão à volta da influência da tecnologia na sociedade.

Castlevania’s Vlad Tepes Is One of the Most Fascinating Takes on Dracula Around: Porque, digo eu como fanboy, é Warren Elllis a trabalhar este personagem que já sofreu tantas variações. De facto, o Drácula de Ellis é dos mais intrigantes, pela sua frieza e alheamento absoluto, precisamente por ter uma centelha de humanidade.

Tecnologia Formativa

Syd Mead’s vision of L.A. in 2013: Syd Mead sempre esteve alguns passos à frente do seu tempo.

How memes got weaponized: A short history: Se só puderem ler uma história destas Capturas, que seja esta. Artigo curto e incisivo, sobre a forma como os memes são eficazes como arma de propaganda viral. Eficazes na forma como manipulam opiniões, quase impossíveis de erradicar.

Artists Hijack MoMA with AR Art Exhibition: Hijack talvez não seja o termo certo, uma vez que esta exposição está devidamente programada. Mas não deixa de ser uma interessante experiência de uso de realidade aumentada em contexto artístico.

Windows Desktop Pets (eSheep) from the 1990s are back!: Ó bolas. Será que me atrevo a instalar este blast from the past no meu PC? Lembram-se da aplicação que vos enchia o desktop de carneirinhos? É essa.

Secretive US Air Force X-37B Spaceplane Lands After Remaining In Orbit On Classified Mission For More Than 2 Years: É aquela pergunta que dificilmente será respondida. O que é que o X37 andou a fazer em órbita todo este tempo? E, também, porque é que a USAF mantém naves reutilizáveis após o fim de vida do Space Shuttle?

Kevin Kelly e o Elogio da Tecnologia num Mundo Sem Humanos: Um desmontar excelente do vácuo tecno-otimista vindo de silicon Valley. Pior, a visão fundamental é profundamente centrada em elites.

The 2010’s Have Changed The Ways We Perceive The World: A explosão digital acontece na primeira década do século XXI, e gerou a sociedade cognitiva hiperconectada em que vivemos hoje. Um longo e interminável agora, alimentado pelos bits controlados pelos algoritmos das redes.

forma

Here’s the Internet’s ‘Birth Certificate’ From 50 Years Ago Today: É essencialmente um registo, mas marca o momento em que a primeira mensagem foi transmitida pela rede que veio a evoluir para o que é hoje a internet.

Welcome to Year 50 of the Information Age: Tudo tem um ponto de partida, e o definido para a Internet foi a primeira tentativa de login num computador remoto, interligado pelos primeiros routers, chamados de IMP – interface message processor. Foi há 50 anos que circulou o primeiro bit entre dois routers… e a experiência até falhou. Mas foi aí que nasceu a infraestrutura que sustenta a nossa cultura contemporânea.

Artists For Our Pre-Internet Brains: Explorar o choque cultural entre a nossa cognição milenar e as pressões vindas do capitalismo sustentado por tecnologia através de experiências artísticas é a proposta de uma exposição provocadora, de media art.

Forma e Função da Modernidade

setdeco: PAOLO SOLERI, Arcosanti: Um detalhe da utopia arquitectónica e social que nasceu no Arizona.

The Untold Story of the Secret Mission to Seize Nazi Map Data: É por estas que a II Guerra me fascina, é um incessante manancial de histórias intrigantes. Esta é fascinante, sobre um destacamento especial americano encarregue de recolher informações geográficas alemãs. Sublinha que se na cultura popular as guerras são feitas de feitos heróicos, na verdade são ganhas pela ciência e tecnologia, e o fator é muitas vezes quase esotérico, como informação geodésica, útil para geógrafos, e para artilheiros. Toda esta história, e os elementos nela envolvidos, é inesperada e fascinante.

The Music Inside Us: How The Brain Hallucinates: Afinal, aquela coisa dos vírus aurais, as músicas que nos ficam na cabeça, são um indício da atividade cerebral e da forma como processamos informação.

The limits of Chinese military power: É quase um lugar comum falar do poderio militar chinês, mas será que, na verdade, esse poderio é assim tão forte? Apesar do investimento material e tecnológico chinês, ainda não se aproxima do alcance global dos Estados Unidos.

The World’s Most Famous Ghost Ship Is an Enduring Symbol of Empire: A lenda do Holandês Voador como reacção mitológica ao ponto alto do domínio imperial inglês.

The Betrayal of the Kurds: Uma longa e detalhada análise do que realmente se está a passar no norte da Síria, focada no essencial – a forma como uma grande potência abandona aliados por capricho de um presidente inconstante e incompetente.

***IMPORTANTE***

Não se esqueça de ajudar o Bit2Geek a crescer nas redes sociais, para termos mais colaboradores e mais conteúdo, 👍? A sua ajuda muda tudo!

 

***E clique em baixo para saber mais…

Células Estaminais, Drones, EMdrive, Exo-Luas e o hamburger impossível

Artigo anteriorChina anunciou construção de base lunar e missão tripulada a Marte
Próximo artigoComo se usa a energia nuclear no Espaço?
Professor de TIC e coordenador PTE no AEVP onde dinamiza os projetos As TIC em 3D, LCD - Clube de Robótica; Fab@rts: o 3D nas Mãos da Educação, distinguido com prémio de mérito da Rede de Bibliotecas Escolares. Distinguido com o prémio Inclusão e Literacia Digital em 2016 (FCT/Rede TIC e Sociedade). Licenciado em ensino de Educação Visual e Tecnológica, Mestre em Informática Educacional pela Universidade Católica Portuguesa. Correntemente, frequenta pós-graduação em Programação e Robótica na Educação pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Tutor online na Universidade Aberta. Formador especializado em introdução à modelação e impressão 3D em contextos educacionais na ANPRI (Associação Nacional de Professores de Informática) e CFAERC. Co-criador do projeto de robótica educativa open source de baixo custo Robot Anprino. Colaborador do fablab Lab Aberto, em Torres Vedras. O seu mais recente projeto é ser um dos coordenadores do concurso 3Digital, que estimula a utilização de tecnologias 3D com alunos do ensino básico e secundário.