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Como diminuir a sensação de estranheza perante um robot? A resposta passa por controlar os gestos para que se assemelhem mais à interação humana. Neste projeto da Disney, um braço robótico desacelera subtilmente ao pegar nos objetos, o que lhe confere uma maior sensação de naturalidade a um observador humano.

Investigação Disney Em Robótica

Pode parecer estranho a Disney, ligada ao entretenimento, investir na investigação em robótica. Mas os sistemas animatrónicos dos seus parques temáticos são sofisticados, e com introdução de robótica, podem tornar-se ainda mais realistas. No entanto, nos sistemas robóticos de interação com humanos há vários fatores não técnicos a levar em conta. Um deles é conhecido como uncanny valley, medindo sensações de repulsa causadas pela interação com dispositivos que simulam o comportamento humano com elevado nível de realismo. É nesta ótica que se situam os projetos de investigação em robótica da Disney nos domínios da interação homem-máquina.

O objetivo deste projeto desnevolvido na Disney é tornar o movimento do robot mais natural, do nosso ponto de vista. Os mecanismos podem pegar em objetos com enorme rapidez e precisão, mas esse tipo de gestos parece-nos ameaçador. Por isso, este sistema desacelera deliberadamente os movimentos mecânicos, e introduz atrasos intencionais nas várias fases dos gestos. A capacidade de reconhecimento imediato da visão computacional e o movimento de alta precisão dos mecanismos são adaptados para que os movimentos nos pareçam mais naturais. E, com isso, diminuir sensações de estranheza e desconforto na interação com os robots.

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Professor de TIC e coordenador PTE no AEVP onde dinamiza os projetos As TIC em 3D, LCD - Clube de Robótica; Fab@rts: o 3D nas Mãos da Educação, distinguido com prémio de mérito da Rede de Bibliotecas Escolares. Distinguido com o prémio Inclusão e Literacia Digital em 2016 (FCT/Rede TIC e Sociedade). Licenciado em ensino de Educação Visual e Tecnológica, Mestre em Informática Educacional pela Universidade Católica Portuguesa. Correntemente, frequenta pós-graduação em Programação e Robótica na Educação pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Tutor online na Universidade Aberta. Formador especializado em introdução à modelação e impressão 3D em contextos educacionais na ANPRI (Associação Nacional de Professores de Informática) e CFAERC. Co-criador do projeto de robótica educativa open source de baixo custo Robot Anprino. Colaborador do fablab Lab Aberto, em Torres Vedras. O seu mais recente projeto é ser um dos coordenadores do concurso 3Digital, que estimula a utilização de tecnologias 3D com alunos do ensino básico e secundário.