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Esta semana, não resistimos a brincar com o Cybetruck da Tesla e o seu design que não deixa ninguém indiferente. Falamos da excelente animação portuguesa, e de capas espantosas de comics. Descobrimos as tecnologias do futuro da educação no passado, e a forma como Leonardo Da Vinci via, realmente, a Mona Lisa. Olhamos para a poesia da auto-estrada e para o colapso do jornalismo. Esta e outras sugestões de leitura, sempre entre os mundos da ficção, da tecnologia e da modernidade.

Ficção Científica

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Jack Kirby: Do cósmico nos comics.

 

Montblanc Making Of “The Magic of Craft” 2016: O trabalho fantástico de animação de Bruno Caetano, que estreou recentemente “O Peculiar Crime do Estranho Sr. Jacinto”, uma curta metragem muito ambiciosa, aqui visto no processo de concepção de um anúncio para a Montblanc.

The 13 GREATEST Mixed Media Comic Book Covers: Sem grande surpresa, Dave McKean domina esta lista, que também inclui Bill Sienkiewicz, ou ilustradores mais insuspeitos como David Aja ou Jim Steranko. Algumas destas capas exploram dimensões estéticas que vão muito para além dos comics. E nisto, a poesia negra do trabalho gráfico de McKean é, sem dúvida, o grande ponto alto dos comics dos anos 90.

Fórum Fantástico – What Ian Watson & Cristina Macía Saw: Consegui evitar estar presente em praticamente todos os momentos em que o convidado principal do Fórum Fantástico deste ano esteve em painéis. Não foi intencional, simplesmente apareceu algo para a eu fazer. Tenho pena, porque percebi que Watson trouxe um certo surrealismo ao Fórum 2019.

Lançamento: A Assembleia das Mulheres: Aristófanes recriado em banda desenhada portuguesa, com um estilo visual muito interessante.

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Chris Foss cover art for ‘Perry Rhodan 2: The Radiant…: O cruzamento de um dos melhores ilustradores clássicos de FC e uma das séries mais longevas de Space Opera europeia.

Marvel Comics Very First Superhero, Revealed (Avengers Spoilers): Ou seja, o universo Marvel vai passar a contar com um super dinossauro. Oops. Grande spoiler, desculpem.

Robert McCall: Nunca há más razões para recordar o trabalho de McCall.

“Doctor Who”: A Celebration of All The Doctor’s Regenerations [VIDEO]: Daquelas séries que os fãs amam. Doctor Who é quirky british Sci-Fi no seu melhor, entre a bizarria dos personagens, o surrealismo das linhas narrativas e os brilhantes jogos linguísticos. A próxima temporada está próxima, e este fanboy está mortinho por rever a Doctor. Esperem, a doctor? Não era um doctor? Esse foi um dos momentos mais corajosos da série, quando regeneraram o excêntrico alienígena como mulher.

Love Baby Yoda, you must: O franchise Star Wars não poupa nada na sua eterna busca de novos brinquedos para vender, digo, de personagens para o seu universo. Baby Yoda (tecnicamente não é o Yoda, porque cronologia, mas a Internet está-se a borrifar para isso), Hello World (e olá memes). Será que poderemos aspirar a um bebé Jar Jar Binks, esse ponto mesmo baixo de Star Wars?

21 cómics de fantasía y ciencia ficción de autores españoles ideales para meterse de lleno en el género: Confesso que tenho alguma vontade de aproveitar a próxima oportunidade de ida a Espanha para vasculhar livrarias especializadas em BD (por lá, algo fácil de encontrar) para descobrir algumas destas obras.

Ideias na Tecnologia

15 Futuristic Technologies That Were Supposed to Forever Change The Way Kids Learn: Como professor, e fã de futurismo, tenho um gosto especial por visões sobre o futuro da educação. A imagem dos alunos a ouvir livros é satírica, mas o mesmo não se pode dizer das restantes. É curioso descobrir que preocupações com robots a substituir professores vêm dos anos 50 (e hey, em muitos casos, os alunos não notoriam a diferença – costumo dizer aos meus colegas que se tudo o que fazem é debitar matéria e exercícios para preparar alunos para exames, então um robot ou um algoritmo faz o trabalho deles de forma mais eficaz). Também interessante ver especulações sobre sistemas de apoio à aprendizagem – que, nos anos 80, tiveram algum desenvolvimento com os sistemas de tutoria inteligente, essencialmente algoritmos de apoio estruturado à aprendizagem. Outro pormenor é a crença nos novos media para, por si só, potenciarem aprendizagens, como se observa pelo que se dizia do potencial pedagógico da rádio, cinema ou televisão. Não é nada diferente do que dizemos hoje do computador na educação. A grande falha destes futurismo? Nenhum consegue realmente imaginar uma educação futura que consiga ir além do clássico modelo instrucionista, em que a criança absorve informação comunicada por um professor humano ou sistema tecnológico. No fundo, fazer evoluir o modelo de aprendizagem é o verdadeiro desafio à imaginação futurista.

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Tesla wants to reinvent the pickup with the $39,900 Cybertruck: Bem, a tecnologia por detrás deste Tesla deve ser groundbreaking, mas em termos de design, é puro “olá, os anos 80 telefonaram a dizer que querem o carro de volta”. Visualmente, parece um modelo low poly saído de jogos de computador cyberpunk.

Lego trolls Tesla with its own ‘shatterproof’ truck: LOL! A melhor reação bem humorada ao design radical da pickup da Tesla (quase tão boa como a piada de “é o que acontece quando estás a aprender Autocad nas vésperas da data de entrega do projeto”, mas está só a malta do 3D é que percebe). Assume-se que este hipotético automóvel da Lego (é spoof, ironia, vá lá, nem tudo o que aparece online é verdade) seja suficientemente grande para não haver risco de magoar os pés se for pisado.

How to recognize AI snake oil: Assim rapidamente – se se trata de a análise, sim, a tecnologia de facto está avançada. Mas no resto, as afirmações do avanço de tecnologias de Inteligência Artificial são na sua maioria não fundamentadas e, nalguns casos, perigosas.

Ghost ships, crop circles, and soft gold: A GPS mystery in Shanghai: Pirataria no século XXI. Spoofing de sinais GPS para ocultar navios que extraem ilegalmente areia do rio Yangtze.

Hitting the Books: Humans are responsible for the antics of our AIs: Um recordar que a computação é algo fundamentalmente humano, apesar das visões de artificialismo e desumanidade. Que são perigos reais, se não nos apropriarmos do potencial da tecnologia digital. O livro de Maeda está nas minhas leituras e tem um otimismo interessante, saído de alguém que equilibra tecnologia e artes.

Once again, a Chinese rocket has doused a village with toxic fuel: Hey, com tantos chineses na China, se alguns morrerem ninguém nota. Da prática chinesa de não se preocupar com a segurança dos lançamentos de foguetões, mesmo que isso implique poluição com o notoriamente tóxico combustível, ou queda de componentes em zonas habitadas.

Mona Lisa como há 500 anos: Quando se fala em Humanidades Digitais (usar ciências da computação como ferramenta em ciências sociais), é isto. Neste extraordinário exemplo, a tecnologia dos materiais é usada para perceber as alterações dos pigmentos aos longo dos séculos. Com computação gráfica, as alterações de cor trazidas pelo decair dos pigmentos são virtualmente revertidas, e conseguimos ver a Mona Lisa tal como Leonardo, e os seus contemporâneos, a viam. Num esplendoroso azul, no rosado do rosto enigmático. A chave da técnica foi uma digitalização em muito alta resolução da superfície do quadro.

Oil is the New Data: Se a indústria da tecnologia promete tornar-se cada vez mais verde, apostando na sustentabilidade e energia renovável, na verdade procura ativamente trabalhar com a indústria do petróleo. A razão? O riquíssimo filão de dados recolhidos e trabalhados por estas indústrias. Há muito dinheiro a fazer em armazenamento de dados, infraestrutura de cloud computing, e algoritmos que processem as vastas quantidades de dados geológicos petrolíferos.

Tim Berners-Lee unveils global plan to save the web: Er… pois… Desejo a melhor das sortes, porque há tendências que caracterizam a Internet hoje que estão a tornar-se perigos reais para a sociedade global. Mas a verdade é que por muito que a sociedade civil se organize, a Internet está de facto refém das estratégias comerciais das grandes empresas de tecnologia. Que, nestas coisas, afirmam sempre a necessidade de mudar práticas, mas nunca implementam realmente mais do que pálidas medidas. E por uma boa razão. Não foi pela moderação e refrear do explorar de situações limite que se tornaram tão lucrativas.

Inside the Instagram AI that fills Explore with fresh, juicy content: Um olhar, mais superficial do que gostaríamos de ler, sobre os algoritmos de seleção de conteúdos do Instagram.

Tempos de Hoje

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A Peep into the Future, Technology, and Socialism (1901): Ah, o fascínio dos futuristas do passado com veículos voadores sobre as cidades.

Thousand-yard think: Ou a necessidade de parar para pensar. O que, no nosso mundo contemporâneo de aparente imediatismo, parece sintoma de arcaismo. Mas reparem, como é que se pode criar algo, sem pensar sobre isso? Muitas vezes em sentidos que se mostram becos sem saída.

Iridescence: As ilustrações deste autor são pura poesia visual.

The collapse of the information ecosystem poses profound risks for humanity: Seria fácil desconsiderar este artigo como “jornalista lamenta que esta coisa da Internet permita a qualquer um publicar o que pensa”, mas não é por aí. O problema não está na democratização da publicação, mas no foco que as plataformas digitais colocam em conteúdos polémicos. E nisto, nada mais eficaz que a propaganda. A sua capacidade para gelar o sangue das pessoas e despertar sentimentos fortes assenta como uma luva nos algoritmos de maximização de atenção das redes sociais. Não é um problema de liberdade excessiva de publicação, mas sim de enviesamento algorítmico da percepção.

‘They Can’t Stop Us:’ People Are Having Sex With 3D Avatars of Their Exes and Celebrities: Ainda estou para descobrir a tecnologia que tenha escapado à regra 34 (se não sabem… a vossa inocência é tocante). Desta vez, os recursos 3D ao serviço dos fetiches e desejos inconfessáveis.

In the Company of Ghosts – The Poetics of the Motorway Part 2: Houve uma altura em que o betão cinzento do alto modernismo não era sinónimo de arquitectura depressiva, e o asfalto em vias largas da auto-estrada simbolizava um futuro mais positivo do que iminente apocalipse ambiental e múltiplos engarrafamentos.

Adiós al primer Airbus A380 entregado a una aerolínea: Não é o fim do A380, mas é o princípio do fim. O maior triunfo da engenharia aeronáutica europeia não teve o sucesso comercial previsto, e está para breve o encerramento da sua linha de montagem.

Chinese magazine ‘accidentally’ reveals new top secret weapon: É sem dúvida um grande míssil, e pobre do porta-aviões que estiver na sua mira. Mas duvido que esta revelação tenha sido acidental. Nestas coisas, não há acasos, apenas estratégias bem estudadas.

How China’s Rise Has Forced Hong Kong’s Decline: Um panorama mais alargado da crise em Hong Kong, relacionando-a não só com o estreitar do jugo chinês, mas também com a decadência daquela que foi uma das cidades globais mais influentes, mas que perdeu importância para a megalopole de Shenzen.

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A Massive Triple Tandem Triplane (1921): Não sei porquê, não fiquei surpreendido ao ler que as tentativas de meter esta bisarma com asas a voar terminaram em acidente.

Archive of blood: how photographer Letizia Battaglia shot the mafia and lived: A história extraordinária de uma fotógrafa que registou a Mafia italiana nos piores tempos dos anos 80, onde travaram uma guerra contra as autoridades italianas. Fotos de violência e sentimento, que ajudaram a desmistificar a imagem dos criminosos.

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