Animação

Em situações de trauma extremo, a rapidez da intervenção médica é essencial. Mas as melhores equipes médicas poderão perder facilmente a corrida contra o tempo numa cirurgia. Uma resposta a este problema está na indução de estado de animação suspensa num paciente. Um antigo sonho da medicina e da exploração espacial, que está mais próximo de se tornar realidade graças ao desenvolvimento da técnica EPR por cientistas médicos da Universidade do Maryland.

Corpo em Animação Suspensa 

É uma das mais clássicas tropes da ficção científica. Como enfrentar as longas viagens através do espaço? Colocando os viajantes em animação suspensa, reduzindo as suas funções vitais ao mínimo durante a longa duração das viagens espaciais. Esta é uma ideia exaustivamente explorada na literatura e cinematografia, em obras que incluem clássicos como 2001: A Space Odissey ou Alien. Adormecer viajantes em animação suspensa poderá ser uma das soluções para ultrapassar a vastidão do espaço interestelar.

Há outro uso possível e discutido, mais próximo da nossa realidade. Colocar pacientes em situações de alto risco em animação suspensa, como parte dos cuidados médicos de emergência. É este o princípio por detrás da técnica que está a ser testada no Centro Médico da Universidade do Maryland. 

Denominada EPR, acrónimo de Emergency Preservation and Resuscitation, baseia-se no arrefecimento rápido do corpo através da substituição do sangue por solução salina fria. Os efeitos são o parar dos batimentos cardíacos e a redução da atividade cerebral, bem como a redução da atividade química das células. Com isto, o corpo necessita de menos oxigénio, o que permite às equipes cirúrgicas mais tempo para intervir em casos de emergência traumática profunda. O paciente fica em animação suspensa durante a intervenção, sendo posteriormente aquecido e o seu coração reiniciado. De acordo com os investigadores, o limite de manutenção de suspensão de vida com esta técnica é de duas horas. A ténica EPR está a ser testada em ensaios médicos, que permitirão aferir os seus limites e potenciais.

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Professor de TIC e coordenador PTE no AEVP onde dinamiza os projetos As TIC em 3D, LCD - Clube de Robótica; Fab@rts: o 3D nas Mãos da Educação, distinguido com prémio de mérito da Rede de Bibliotecas Escolares. Distinguido com o prémio Inclusão e Literacia Digital em 2016 (FCT/Rede TIC e Sociedade). Licenciado em ensino de Educação Visual e Tecnológica, Mestre em Informática Educacional pela Universidade Católica Portuguesa. Correntemente, frequenta pós-graduação em Programação e Robótica na Educação pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Tutor online na Universidade Aberta. Formador especializado em introdução à modelação e impressão 3D em contextos educacionais na ANPRI (Associação Nacional de Professores de Informática) e CFAERC. Co-criador do projeto de robótica educativa open source de baixo custo Robot Anprino. Colaborador do fablab Lab Aberto, em Torres Vedras. O seu mais recente projeto é ser um dos coordenadores do concurso 3Digital, que estimula a utilização de tecnologias 3D com alunos do ensino básico e secundário.