O cometa 67P que também é conhecido pelo nome de “Churyumov-Gerasimenko”, uma vez que foi apelidado em honra dos cientistas que o descobriram ou seja, Klim Churyumov e Svetlana Gerasimenko, está agora em filme. O 67P é um corpo celeste errante do nosso sistema solar, composto por gelo e rocha, e que tem um período orbital de 6,45 anos. O 67P foi descoberto a 11 de Setembro de 1969 e a sua última passagem mais perto do Sol foi a 13 de Agosto de 2015.

Este cometa foi o destino escolhido pela Rosetta Philae, que marcou uma nova era para os mecanismos roboticos estudam corpos celestes errantes. Esta sonda era composta por um orbitador com 165 kg Rosetta OSIRIS, e por um lander (ou “aterrissador”) – o Philae – com cerca de 27 kg, sendo ambos alimentados por paneis fotovoltáicos.

Esta missão partiu a 2 de Março de 2004 do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa e utilizou com lançador Ariane 5G+ V-158, ou seja um Ariane V (utiliza-se o “G” para designar “Genérico”, incorporando as especificidade do lançador como pertencente a uma classe específica – os Ariane V, que são lançadores descartáveis a cargo da Ariane Space, e construídos pela Airbus Defence and Space sob a supervisão da Agência Espacial Europeia (ESA) e do Centre National d’Études Spatiales (CNES).

Normalmente o Ariane V é utilizado para lançamentos de “cargas” ou satélites para órbitas estacionárias e também para baixa altitude. É um lançador muito eficaz, sendo que em 24 de agosto de 2016, o Ariane 5 realizou sua 73ª missão bem sucedida consecutiva desde 2003, estabelecendo um recorde com o lançamento dos satélites Intelsat 33e e do Intelsat 36.

400.000 fotografias do 67P, tiradas pela Rosetta

A 30 de Setembro de 2016 a Agência Espacial Europeia encerrou a missão da sonda espacial Rosetta ao fazê-la colidir com o cometa a sonda orbitava há já dois anos. Pouco antes do impacto a sonda acabou por enviar um último pacote de dados, que só foi descoberto cerca de um ano depois: uma foto a 331 metros de altitude, mesmo antes do impacto. É impressionante, mas não foi a única…

Cometa, Churyumov–Gerasimenko, 67P
Legenda: Foto em “wide-angle” capturada pela Rosetta’s OSIRIS na sua descida para o cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko, a uma altura de 331 metros. Créditos ESA.

Esta é a imagem dramática que foi descoberta pelo cientista Holger Sierks, em 6 pacotes de dados de 23.048 bytes. Por a transmissão ter sido interrompida pelo impacto, e ter ficado incompleta, o software dos cientistas não reconheceu na altura a imagem.

Entretanto, como entre 2014 e 2016 a sonda Rosetta esteve a seguir o cometa para colectar dados científicos, nesse conjunto de dados foram tiradas mais de 400.000 fotografias que vieram a resultar num filme (que mostramos no início deste post), criado pelo Motion Designer Christian Stangl e pelo compositor Wolfgang Stangl, que trabalharam juntos para combinar e aprimorar digitalmente as imagens do cometa.

Este filme mostra-nos literalmente imagens de “outro mundo” cometa Churyumov-Gerasimenko (67p), como um corpo celeste “activo” que se esconde nos confins do nosso sistema solar.

Foto tirada pela Rosetta (NAVCAM) a 19 September 2014, a 28.6 km do cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko. Créditos: ESA/Rosetta/NAVCAM, CC BY-SA IGO 3.0

Vale a pena ver o filme inteiro!

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