O ataque do Irão às bases militares americanas baseadas no Iraque foi detectado a partir do Espaço. São imagens nítidas, mostrando claramente quais foram os edifícios destruídos por aquilo que os especialistas acreditam ser um ataque provocado pelos classe FATEH-110 (com um alcance de 250 km) ou pela evolução desta classe para os sofisticados FATEH-313, que neste caso têm cerca de 500 Km de alcance.

Apesar do Presidente Trump ter anunciado que as defesas anti-aéreas funcionaram, o que é facto é que os mísseis FATEH são supersónicos e portanto de difícil intercepção, tal como provam as fotografias. Contudo não houve registo de vítimas mortais deste ataque.

A closeup of the wreckage at Iraq’s al-Asad airbase, as captured on Jan. 8, 2020, by one of Planet’s SkySat satellites. (Image: © Planet Labs Inc. )

Os satélites (cubesats) operados pela Planet Labs, uma empresa norte-americana baseada em São Francisco que tem lançado a partir da Estação Espacial Internacional constelações de satélites vocacionadas para “Earth-imaging” ou scaneamento/monitorização terrestre, detectaram o ataque. A Planet Labs é uma empresa conhecida neste mercado, que implantou com sucesso mais de 350 satélites em órbita desde que iniciou a sua actividade em 2013.

Em concreto, esta imagens tornadas públicas pela Planet Labs, foram capturadas por uma constelação em específico e pertencente à Planet, que dá pelo nome de SkySats (basicamente são cubesats com o tamanho de um frigorífico).

É também curioso se ligarmos aquilo que já fazemos na área da monitorização terrestre, ao que pretendemos que venha a ser a segurança no futuro, tal como neste artigo em que referimos a ligação cada vez maio à Inteligência Artificial. Desde logo relembramos também que o drone americano que eliminou Qasem Soleimani, também foi guiado por satélite, e dai que exista uma corrida ao armamento espacial por parte dos aliados do Irão, como também explicámos aqui, neste artigo para o Sapo 24.

A retaliação do Irão!

Voltando à SkySats, esta tem uma capacidade de resolução 72 cm na superfície da Terra, razão pela qual as fotos capturadas são bastante nítidas. E por isso estas constelações de cubesats capturaram a 8 de Janeiro as imagens dos locais afectados pela retaliação do Irão à morte do General Qasem Soleimani, líder das forças Quds. Tanto quanto se sabe o drone dos EUA terá levantado voo justamente da base militar de al-Asad, a que se encontra nas imagens, juntamente com o aeroporto de Erbil (que também foi atacado), e por se encontrar sobre a tutela dos EUA poderia ser outro dos lugares de onde o drone terá levantado voo.

Deu-se assim a resposta do Irão, que tal como as fotografias provam, atingiu o alvo. Mas este ataque foi “gozado” pelos EUA, que consideraram que é sinal de que o Irão está a recuar na sua postura agressiva. Será mesmo que é isso que se segue?

Terceira Guerra Mundial ou um ataque de hackers?

Logo após a morte de Qasem Soleimani, o Irão prometeu realizar uma “vingança esmagadora” pelos assassinatos. Essa vingança está agora mais longe de poder ser por via convencional ou seja, através de um ataque militar com armamento “regular”. Não só a existe uma enorme pressão internacional para que não exista uma escalada de violência entre os EUA e o Irão, como também após o aparecimento de um vídeo feito por telemóvel mostrando que o Boeing 737 Max foi efectivamente, o Irão não teve alternativa que não desculpar-se publicamente assumindo o erro…

Contudo foram aplicadas pelos EUA sanções económicas após o ataque às bases americanas no Iraque, que ainda para mais teria sido um “ataque falhado”, tal como explicou publicamente o Presidente Trump. Assim sendo, além do “erro” grave que foi o derrube do avião, a resposta “implacável” por parte do Irão aos EUA, ainda não aconteceu…

Há cerca de uma semana atrás o investigador do Carnegie Endowment for International Peace, Jon Bateman, veio a público alertar para o facto dos EUA não terem tanto que se preocupar com uma batalha “física”, mas sim com uma ameaça na área da cybersegurança.

Há cerca de 6 dias atrás também o Departamento de Segurança Interna dos EUA emitiu também um parecer onde referiu que o Irão tem um “programa cibernético robusto”, capaz de “realizar ataques com efeitos disruptivos temporários contra infraestruturas críticas nos Estados Unidos”. Para além disso o Irão já realizou em 2018 um ataque “Hacker” em Atlanta na Geórgia (tendo “sequestrado” serviços públicos), que terá sido uma resposta a um ataque com vírus a uma central nuclear do Irão por parte dos EUA.

Se vai ser um ataque a centrais de tratamento de água ou se o Irão vai tentar atacar as redes eléctricas dos EUA, é um assunto ainda em discussão… Uma coisa é certa: a guerra de Hacking entre os EUA e o Irão é algo que dura já há muitos anos.

O MIT Technology Review defendeu aliás recentemente e através de alguns dos seus entrevistados uma visão diferente, de que desta vez os ataques poderiam ser dirigidos a alvos civis, como por exemplo a indústria norte-americana.

Vamos esperar para ver…

***IMPORTANTE***

Não se esqueça de ajudar o Bit2Geek a crescer nas redes sociais, para termos mais colaboradores e mais conteúdo, 👍? A sua ajuda muda tudo!

 

***E clique em baixo para saber mais

Tensão no Espaço: da Guerra das Estrelas ao hacking espacial

***Ou então clique aqui!

Do Blockchain a caminho do Hashgraph