Crânio de dinossauro restaurado com impressão 3D (Royal Tyrrell Museum).

Sempre uma fonte de fascínio, os vestígios destes sáurios pré-históricos são frágeis. Manipular para investigação, ou para exposição, traz consigo riscos de danificar irremediavelmente vestígios fósseis de enorme valor. Graças às tecnologias de manufatura aditiva, os paleontólogos podem manipular ossos de dinossauro, efetuar estudos e experiências, sem estragar artefatos valiosos.

Fósseis de Dinossauro e Impressão 3D

dinossauro

Preparação de scan 3D de crânio de dinossauro (Royal Tyrrell Museum).

Recorrendo a técnicas de digitalização e impressão 3D, cientistas do museu canadiano Royal Tyrrell conseguem trazer para o público vestígios fósseis que, por serem frágeis, não podiam ser mostrados no museu. Os paleontólogos recorrem à fotogrametria para digitalizar ossos de dinossauro. Após processamento, estas digitalizações 3D são impressas e montadas nos espaços públicos do museu. Graças a estas técnicas, podem disponibilizar réplicas dos vestígios raros, despertando o interesse dos visitantes dos museus.

Hoje, ferramentas como máquinas fotográficas, software de digitalização e impressoras 3D tornam-se essenciais para a investigação em paleontologia. A virtualização destes vestígios permite aos investigadores fazer reconstrução digital de esqueletos, usar digitalizações para criar visões mais realistas dos dinossauros. E, até, estudar como seriam os seus cérebros, como mostra o trabalho de um investigador que usa a digitalização e reconstrução virtual de fragmentos de um crânio de dinossauro para estudar a forma do seu cérebro, com isso ganhando intuições sobre o seu comportamento. Graças à impressão 3D, a paleontologia consegue estudar novas dimensões destas veneráveis criaturas, que foram a forma de vida dominante no planeta há milhões de anos atrás.

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Professor de TIC e coordenador PTE no AEVP onde dinamiza os projetos As TIC em 3D, LCD - Clube de Robótica; Fab@rts: o 3D nas Mãos da Educação, distinguido com prémio de mérito da Rede de Bibliotecas Escolares. Distinguido com o prémio Inclusão e Literacia Digital em 2016 (FCT/Rede TIC e Sociedade). Licenciado em ensino de Educação Visual e Tecnológica, Mestre em Informática Educacional pela Universidade Católica Portuguesa. Correntemente, frequenta pós-graduação em Programação e Robótica na Educação pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Tutor online na Universidade Aberta. Formador especializado em introdução à modelação e impressão 3D em contextos educacionais na ANPRI (Associação Nacional de Professores de Informática) e CFAERC. Co-criador do projeto de robótica educativa open source de baixo custo Robot Anprino. Colaborador do fablab Lab Aberto, em Torres Vedras. O seu mais recente projeto é ser um dos coordenadores do concurso 3Digital, que estimula a utilização de tecnologias 3D com alunos do ensino básico e secundário.